quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Relação de Bônus Grátis - Ativos em Agosto / 2014


Relação de Bônus Grátis
Ativos em Agosto / 2014


Bônus Grátis SEM DEPÓSITO


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Estude as Estratégias Para Vencer no Poker

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Mas caso você queira um material mais completo eu recomendo os livros abaixo.


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Estratégias para Sit And Go!!!

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O Sit and Win foi escrito pelo jogador profissional "Roberto Riccio" e reflete toda a experiência que ele adquiriu jogando e dando aulas.
É um manual em formato ebook de alto nível.
Roberto Riccio escreveu o livro depois de 5 anos de experiência como jogador profissional e de 3 anos e meio como coach.

O resultado, portanto, é o melhor conteúdo disponível na internet sobre sit and go’s.

E por se tratar de informação realmente voltada para uma melhor tomada de decisão e para a correção de leaks, o Sit and Win é altamente prático, cheio de exemplos e de mudanças imediatas a serem feitas em seu jogo.

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O PT4 acompanha, analisa e ajuda a melhorar sua performance no Poker OnLine.
Atravéz das informações coletadas de cada jogador nas mesas, o PT4 é um poderoso instrumento para ajudar nas decisões que tomamos em cada mão jogada. 
O PokerTracker 4 suporta "No Limit", "Limit", "Pot-Limit", "Sit-and-Go" e "Torneios Multi-Table".

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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Você está preparado para ter sorte no jogo?


Você está preparado para ter sorte no jogo?


Em 2013, joguei 300 dias no PokerStars e 278 no Full Tilt. No PS, 189 dias eu perdi dinheiro. No Full Tilt, 208. Isso significa que eu tomei prejuízo em 63% das minhas sessões no PS e 75% das minhas sessões no Full Tilt.

Mas esse é o ciclo do poker: apanhar, apanhar, apanhar, que um dia vai encaixar. Um dia tudo acontece a seu favor. É o tal do longo prazo. Não se sabe quando, mas ele chega, acredite.

Mas você acha que está preparado para o dia que seu longo prazo chegar? Será que você teve a sua chance e desperdiçou?

No começo do ano passado, mesmo já reconhecido por meus resultados online, finalmente consegui meu primeiro big hit. Foi no Main Event do MiniFTOPS, no Full Tilt.

Na bolha da FT, quebrei um KK com AQ valendo meu torneio e, depois, ainda comecei o HU com 7 a 1 de desvantagem. Ou seja, aquele era meu dia. Mas pô, grindo 300 dias no ano e não posso churrilhar um dia?

O importante é que quando o dia chegou, eu estava preparado. Joguei centenas de torneios valendo seis dígitos antes daquele. Apanhei até o meu dia chegar. Quando chegou, sabia exatamente o que fazer.

Muita gente tem a chance, mas desperdiça por não estar preparado. Chega na hora, sente a pressão e toma uma decisão errada. Isso tem um grande impacto no seu ROI e, pior, se tiver cabeça fraca, isso vai te assombrar por muito tempo.

Vejo muita gente de mimimi por causa daquela trave num torneio com prêmio de seis dígitos mil anos atrás. Se ainda está chorando, essa pessoa não está preparada pra quando o dia dela chegar.

Um jogador profissional sabe exatamente as opções que ele tem em determinada circunstância. Dificilmente ele vai enfrentar uma situação de jogo em que não saiba o que fazer. Mas só se estiver realmente preparado.

A cada dia que passa, os melhores estão estudando e evoluindo. A informação na internet é quase infinita, não tem desculpa pra não estudar e aprender. Não importa seu nível de jogo, você é obrigado a estudar para sempre se quiser ser profissional.

O longo prazo pode demorar, mas chega. Só que se você ficar sentado no sofá apenas esperando, ele vai passar e você não vai nem perceber. Pior que isso, vai ficar de mimimi o resto da vida!

Portanto, estude e evolua. Esteja o mais preparado possível pro seu dia de sorte.


domingo, 10 de agosto de 2014

PokerStars 7 - Nova Versão Beta Disponível



Conheçam o novo visual da PokerStars 7

É o mesmo software que você está acostumado, mas com novas funcionalidades para melhorar sua experiência de poker online e ajudar você a encontrar os tipos de jogos que deseja disputar ainda mais rápido.

Atualmente, o PokerStars 7 possui as seguintes funcionalidades, algumas delas recentemente atualizadas:

Novo Visual: Os gráficos do cliente de jogo foram renovados para um visual mais limpo que se adequa melhor a marca e estilo único do PokerStars. Também adicionamos a imagem de seu ID de Usuário ao cabeçalho do Lobby.

Filtros do Lobby Principal Reforçados: O Lobby Principal mantém todas as opções e filtros que você está acostumado, mas agora mais ágeis e acessíveis. Veja os filtros como "dropdowns" ou amplie para menus completos. Tudo para ajudar você a encontrar seus jogos mais rápido e com mais controle.

Novo Lobby Assento Rápido: Criado seja para o novato ou o jogador recreativo, o Lobby Assento Rápido fornece escolhas simples para nossos jogos mais populares. A interface descomplicada permite que você ajuste rapidamente os parâmetros do jogo desejado e depois vá para a mesa com um único clique. A seção de Torneios inclui uma aba ‘Registrado Em’ para que você facilmente veja todos os torneios Sit & Go e agendados onde está envolvido.


Novo Lobby Favoritos: Salve os seus jogos e filtros favoritos com um único clique para criar seu Lobby personalizado, assim como a função "Favoritos" em seu navegador de internet.

Navegação Melhorada para os Apps: Os antigos menus dropdown na coluna superior (Conta, Opções, Pedidos, Ajuda, etc) foram reorganizados e melhorados com apps que se abrem para revelar menus expansíveis agrupados por categoria. Isso dá mais controle para a navegação através dos menus e torna a personalização do Software PokerStars muito mais fácil.

Lobby de Notícias: Para ajudar você a ficar mais informado sobre tudo que acontece no PokerStars, adicionamos um Lobby de Notícias onde você pode facilmente encontrar informações, ofertas especiais, anúncios de eventos e outras notícias importantes.



Boas Vindas aos Novos Jogadores: Como o produto PokerStars tem evoluído para ir de encontro às necessidades de seus jogadores recreativos e avançados com mais tipos de jogos, mais torneios e mais opções, pode ser intimidante para os novos jogadores no poker online. Então fizemos algumas coisas para reforçar a experiência do novo jogador, desde mostrar uma simples tela de boas vindas que leva ao Lobby Assento Rápido, até simplificar a tela de Criação de Conta e outras funcionalidades que chegam em breve.

Guia de Funções: Dicas interativas para mostrar aos novos jogadores como o Lobby do software funciona.

Barra Lateral de Torneios: Informações detalhadas sobre os torneios selecionados no Lobby Principal.

Abas no Estilo PokerStars 6: Para aqueles que preferem a estrutura de abas do Lobby Principal atual.

Favoritos para Torneios Agendados: Salve e acesse rapidamente o Lobby de Favoritos.

Registro em Torneios Melhorado: Melhor apresentação das informações necessárias para registro.

Melhorias nas Mesas: Novo tema de mesas (Mercúrio) com várias funções novas e melhorias, incluindo Chat melhorado, nova aba de Mãos e um menu de opções melhorado.

Filtros Favoritos: Habilidade para salvar as configurações dos filtros do Lobby Principal como favoritos.

Visão em Grupo para Sit & Go: A mesma função simplificadora que já adicionamos aos Ring Games.

Aba de Eventos Online: Apresentação melhorada nas escolhas de Eventos Online no Lobby Principal.

Barra Lateral de Grupos de Sit & Go: Informações detalhadas sobre a Visualização Grupos no Lobby Principal.

Controles para Ajustes: Controles melhorados para fazer alterações nos ajustes.

Lobby de Torneio Melhorado: Painel de controle remodelado para torneios, para fornecer mais informações (ainda é um trabalho em andamento).
Mapa de Eventos Ao Vivo Um mapa interativo para ajudar você a encontrar os Eventos Ao Vivo por área geográfica.

Galeria de Imagens: Uma galeria interativa com imagens para o seu avatar de jogador.

Gráfico de Ficha: Um gráfico interativo com as flutuações do stack de fichas em tempo real para torneios.

Modo Convidado: Permite que os novos jogadores experimentem o poker antes de criar uma conta.

Novos Nudges: Indicadores que deixam você saber quando possui uma notícia que não foi lida.

Barra Lateral Grupos de Ring Game: Informações detalhadas sobre a Visualização Grupos no Lobby Principal.

Criação de Conta: Melhorias para deixar mais fácil o processo de inscrição para uma conta de jogador.

Ajustes de Privacidade: Nova página no app de Ajustes para todas as opções relacionadas a privacidade.

Saldo de Conta no Lobby: Habilidade para visualizar ou esconder o saldo de sua conta no cabeçalho do Lobby.

Lobby Torneios de Mesa Única: Interface gráfica melhorada para torneios de mesa única.

Função Escurecimento: Jogadores que estão em Siting Out ou que descartaram ficam escurecidos pelo restante da mão.

Gráficos de Dicas: interface gráfica melhorada para dicas, que inclue gráficos onde necessário.



Instruções para Atualização
(para jogadores que já possuem o software PokerStars instalado)

No menu superior de seu cliente PokerStars atual (que a partir de agora será referido como ‘PokerStars 6’ ou ‘PS6’), na direita, ao lado do menu ‘Ajuda’ existe um novo item no menu: ‘Experimente o PokerStars 7’. Clique nele e depois no botão verde ‘Experimente o PokerStars 7’ que vai aparecer no próximo pop-up.



sábado, 9 de agosto de 2014

Mágicas com Cartas - 48º Truque





Aprenda a fazer mais de 600 mágicas impressionantes! Mesmo se você não tiver experiências com truques, em poucos dias você estará impressionando todos os seus amigos e família! Mágicas fáceis de aprender e que apresentam um grande efeito final.

A diferença está realmente no conhecimento, APRENDA A FAZER MÁGICAS, realizando um ato mágico para fazer da ilusão um encanto a todos.

- Mágicas com Cartas de Baralho
- Mágicas com Barbantes, Moedas e Cédulas de Dinheiro
- Mágicas com Relógio, Palitos de Fósforo e Latinhas de Refrigerante
- Mágicas com Pipoca e com Colher.



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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Jogadas Automáticas



Por Felipe Mojave - CardPlayerBrasil


Neste artigo, vou escrever sobre um tema que é comum a qualquer jogador de poker: as jogadas automáticas. 

Você já deve ter ouvido uma centena de vezes a seguinte frase sobre uma jogada X ou Y: “foi standard (padrão)” – e é por isso que as decisões nessas situações são sempre as mesmas. 

Há algum tempo venho pesando nisso e manipulando estas situações a meu favor. 
Acho que essa é uma decisão inteligente e que todo jogador deveria fazer o mesmo. 
Muitas vezes perdemos muito por acreditar que não havia escapatória em determinada situação.
Da mesma maneira, é provável que, em algum ponto, também deixaremos de ganhar dinheiro.
Claro que ainda existem diversas situações que não fugirão do padrão, mas vale lembrar que o jogo de poker inclui muitas variáveis e que, juntamente com alguns fatores externos, as situações podem mudar de figura com certa frequência. 

Um exemplo bastante clássico é a 3-bet com uma mão forte e nunca considerar o fold para a 4-bet-all-in.
Exemplo: O Jogador A abre raise de 2.5 vezes o blind. 
Você, com 23 big blinds, aplica uma 3-bet de sete vezes. O Jogador A volta all-in e você paga instantaneamente com JJ.
Tudo parece normal, standard, automático. É aí que está o erro. No geral, a jogada será lucrativa – por isso é executada com enorme frequência –, mas não deve ser automática. 

Imagine o cenário: seu oponente era um jogador bastante tight, que não jogava há um bom tempo e aguardava uma oportunidade para dobrar.
Claramente, seu range de 4-bet-all-in era melhor do que par de Valetes. Ou seja, na melhor das situações, você estará envolvido em um coin flip.
Nesse tipo de situação, outro cuidado a ser tomado é saber que quando um jogador te coloca all-in, sabendo que as chances de você largar sua mão são pequenas, a probabilidade de ele ter uma mão forte é ainda maior. 

Aqui, é muito melhor o flat call (apenas pagar com uma mão que é boa o bastante para aumentar) e jogar em posição.
O jogo de poker é bastante técnico e envolve situações e possibilidades de acordo com os seus oponentes.
Por esse motivo, nunca é bom ligar o piloto automático. 


É raro encontrarmos alguém que tenha disciplina para analisar toda a mão e decidir ficar com apenas 15 big blinds para trás. 
Esse fator acaba influenciando a decisão de jogadores fracos. 

Quando mais automática é a jogada que você desempenha, mais básica ela é, e mais simples será para seu oponente entender o seu processo de raciocínio.
Em um jogo de alto nível, fica fácil prever o seu modo de jogo e aplicar estratégias um tanto quanto simples contra você. 

Outra situação automática é a guerra de blinds.
Basta ter um Ás no SB ou no BB que o sujeito se sente o super-homem e fica disposto a colocar tudo no pano.
Nessa situação, há uma óbvia vantagem matemática de se vencer a mão ao segurar um Ás, mas, ainda assim, não deve ser algo mecânico. 
Um exemplo interessante aconteceu comigo no Main Event do EPT Monte Carlo, na mesa da TV, inclusive. Isaac Haxton acabou comentando em voz alta: “Um grande fold aí, Felipe”. 

A mesa rodou em fold até o SB, que me colocou em all-in. Eu tinha 16 blinds e segurava J-10. Normalmente, eu teria que dar esse call com quaisquer figuras, pois sei que é a decisão mais lucrativa.
Porém, eu não estava no piloto automático. Fui buscar mais informações. Lembrei que estava levando uma vantagem enorme contra aquele jogador e que ele já tinha me cedido o walk (quando toda a mesa desiste, inclusive o small blind) por duas vezes.
É fato que aquele oponente tinha uma mão melhor que a minha. 
O exercício de “parar para pensar” e analisar a situação, mesmo que já predisposto a dar o call, é primordial. 

Existem milhares de situações que podem ser enquadradas como jogadas automáticas. 
E agora que vocês já sabem onde fica Norte, é hora de ajustar outros fatores, como a velocidade e o trajeto. 


terça-feira, 5 de agosto de 2014

Incrivel Bad Beat durante o Evento de 1 milhão na WSOP 2014


Os jogadores Connor Drinan e Cary Katz se envolveram em uma incrível Bad Beat durante o torneio com buy-in de $1 milhão de dólares ( The Big One for One Drop 2014 ).
Ambos estavam com par de Ases na mão.
Nestas situações a mão termina normalmente em empate, mas o baralho acabou beneficiando somente um deles.
Essa Bad Beat doeu!!!

domingo, 3 de agosto de 2014

Crônica - A série - Parte 7: “Caipira”


Crônica - A série
Parte 7: “Caipira”

Por MarcioCP

Por vezes, escutava as palavras dela. “Você precisa descansar, relaxar. Tire férias! Saia dirigindo por ai, sem rumo... Vá conhecer as pessoas.”
Agora, anos depois, eu podia realmente escutar e obedecer essas palavras. Era uma pena que ela não estivesse mais comigo.

A estrada era um tanto acidentada, sempre chacoalhando mas, a paisagem e a paz faziam que me sentisse imensamente bem com a lembrança dela. E quantas pessoas e lugares tão especiais eu havia conhecido nestes quase 6 meses na estrada. De um canto ao outro do país, eu havia feito amigos, conhecido comidas novas, encontrado pessoas estranhas e maravilhosas.
Acho que, por todas essas lembranças, a volta para casa, agora, trazia um sentimento de pesar. Queria poder continuar, afinal, tanto mais para ver e descobrir... Eu estava encantado.

Divagando sobre isso, não me apercebi que havia entrado em uma cidadezinha de interior. Já estava há muito tempo de volta ao estado de São Paulo, mas ainda levaria quilômetros até ver a Paulista novamente. A pouca luz do entardecer me lembrou duas coisas, a fome e o cansaço. Um ou outro poderiam me sugerir parar ou pernoitar, porém, os dois somados tornavam isso imperativo.

Olhei o assento do passageiro, restavam alguns vestígios de um bagunceiro viciado em junk food, coisa que eu sabia, um dia, iria me matar se eu não mudasse radicalmente meus hábitos alimentares. Porém, vendo no fim da rua um pequeno restaurante, percebi que esse dia não seria hoje.

Estacionei, olhei em volta, observei aquele clima rural de cidade pequena que eu, as vezes, tentava evitar. Entrei.
Haviam mesas aconchegantes espalhadas, pequenas cadeiras acolchoadas. Não estava cheio, pelo contrário, percebi que além de mim, havia apenas um pequeno grupo de senhores numa mesa perto de um janelão.
Estranhamente, procurei me sentar perto deles. Confesso, as pessoas me deixam curioso. Seus hábitos, seu jeito de pensar, de olhar. 

Um rapazinho... ou dois, não sei, a julgar pelo tamanho da barriga que carregava, me atendeu sorridente. Pedi um “bauru”, uma coca e batatas fritas. Não, definitivamente, aquele não era o dia da minha redenção alimentar.

Enquanto esperava, observei o grupo e fiquei de escuta em sua conversa.
Um senhor, com uma barba serrada, um pequeno boné. Trazia no canto da boca um cachimbo Churchwarden igual aqueles que eu havia visto quando joguei um torneio na Alemanha. Imaginei que ele estaria na casa dos 60, 60 e poucos anos, talvez. A seu lado, um outro senhor, bonachão, nariz largo e fundo, grandes orelhas, e um sorriso, aparentemente, bem franco. Estranhamente, aquele grupo começou a cativar minha atenção.

O terceiro membro era uma mulher. Em sua época, talvez ela tivesse sido bela, porém, hoje, tinha um rosto cansado, marcado com muitas rugas que fizeram-me imaginar que sua vida havia sido tão dura quando a expressão que ela usava de tempos em tempos para olhar na direção do senhor do cachimbo. A certa altura, o rapazinho “enorme” que havia me atendido, havia se aproximado da mesa deles, com uma garrafa de cachaça e um baralho. Instintivamente, eu sorri. 

Não sei se algum deles já havia notado meu interesse em seu grupo, mas de repente, levantei os olhos e aquele senhor do cachimbo me encarava, sorrindo.
— O moço joga “tranca”? — Perguntou-me.
— Não, lamento. Meu jogo é outro. Sou jogador de poker.
— Oh, claro. Há essa moda toda de poker hoje em dia. Ouvi dizer que é emocionante.
— É um pouco mais do que isso, senhor. Eu até vivo disso. — Respondi de forma um tanto orgulhosa.
— Então, “seu” moço, é um daqueles jogadores profissionais que aparecem na TV? — Perguntou a senhora enrugada, denotando um certo desdém por mim.
— Não, Cora. O moço é um “atleta”, ouvi que esse poker, agora é um “esporte”.
— O senhor está certo. — Me apressei. — Em todo o mundo foi comprovado que o poker é um jogo matemático de estratégia, como xadrez, por exemplo, e não um jogo de azar como bingo ou roleta.
— Tolice! — Rosnou a senhora. — É só mais um jogo de cartas.
— Tenha modos, Cora. — Disse o senhor bonachão, entrando pela primeira vez no assunto. — Me diga, moço... Estamos aqui, todos os dias, sentamos e jogamos nossa tranquinha, mas hoje, o coronel, parece, nos abandonou. O moço não quer se juntar a “nóis” e nos ensinar esse “poker”?
— Ora, eu ficaria muito feliz. — Disse sorrindo, já saudoso do meu querido poker. Achei, que poderia me distrair um pouco.


Puxei minha cadeira para a mesa deles, então, o senhor do cachimbo passou a fazer as apresentações. Seu nome era Olavo, Dr. Olavo, que, segundo Dona Cora, havia feito o parto de praticamente todos na cidade desde o tempo de Noé, o que fez com que os dois rissem, embora ela própria manteve o semblante fechado.

 Do outro lado, bonachão, “seu” Alcebíades, dono daquele restaurante.
— Essa “mocinha” adorável é a Dona Cora, proprietária do bordel mais antigo da cidade. Dizem, que a melhor menina dela era Maria Madalena, claro, antes que nosso senhor a redimisse! — aproveitou, rapidamente, o Dr. Olavo se vingando. Todos riram, eu me senti meio desconfortável mas, esbocei um sorriso meio amarelo.
— Não fique “melindrado”, seu moço, — começou Dona Cora, fazendo um inútil esforço para ser simpática. — nóis aqui sempre rimos um do outro, pode se fazê a vontade, sem medo.

Aceitei a hospitalidade da tentativa e passei a tentar explicar para eles, o mais basicamente possível como se jogava poker. Falei do pocket, das cartas comunitárias e passei a explicar as rodadas de apostas.
Nesse momento, um homem com chapéu de “cowboy”, usando um terno que, a primeira olhada, me pareceu italiano, do tipo “sob medida”, se aproximara e pairava pela mesa, observando com uma expressão de azedume.

— Coronel Tiãozinho! Se achegue, o cumpadre tá atrasado pra tranca. — Reclamou o Dr. Olavo. — Esse moço gentil tá ensinando pra nóis o jogo de poker. Ele é um campeão desse “esporte”. Tem até esse bracelete chic pra provar.
O coronel puxou uma cadeira e se sentou ao meu lado. Virou o rosto em minha direção e, como que por mágica, a expressão de azedume deu lugar a um sorriso vivo, caloroso, como se quisesse me passar o sentimento de ser meu amigo há décadas.
— Ora, então seu moço, explique de novo que eu quero jogar. — Disse o, agora, alegre Coronel.
Expliquei novamente, desde o começo, e então finalizei com os tipos de mãos.
— Como eu disse, se precisarem eu os ajudarei a lembrar, temos sempre os dois pares, e tudo mais, claro. Mas temos os jogos maiores, como por exemplo a sequência, ou straight, onde fazemos jogo com as 5 cartas em sequência numérica, isso os senhores já devem conhecer... e, o flush, claro...
Nesse momento, o Coronel Tiãozinho levantou a mão para me calar, virou o rosto e gritou:
— Barnabé! O moço campeão tá com sede, tráiz uma crush pra ele.
Corei, sorri amarelo novamente.
— Não, Coronel. Eu quis dizer flush, é o nome da combinação de 5 cartas com o mesmo naipe.
Todos riram, e eu corei novamente.
— Eu sei o que é um fRush, seu moço, tô lhe fazendo brincadeira, mai vamo jogá, que já se faiz tarde, até meus boi já tão durmindo!
— Seus bois?
— Isso mesmo, moço. Se o sinhô mordê um pedaço de carne na cidade, é de boi meu. Se mordê um pedaço de carne em praticamente todo canto do Brasil, é de boi meu. Até em outros países, vai mordê pedaço de boi meu. — Explicou sorridente o endinheirado Coronel.
“Vamos jogar, então!”, falei com um novo sorriso amarelo.

Por uma hora, uma hora e meia, jogamos amigavelmente. Eles insistiram em fazer pequenas apostas, e eu, pegando leve, deixei que eles esporadicamente ganhassem algumas mãos.
Lá pelas tantas, o Coronel se mostrava com cara de tédio. Olhou para meus ganhos e resolveu que era hora de me botar no meu devido lugar.
— O moço da cidade tá se saindo bem. Mas eu sou homem sério. E vô lhe dizê, gostei desse braceleti, mas já vi que é coisa que o moço num vende. Mais, o moço é jogador. Jogador, se arrisca. Então, me diga, seu moço, é jogador de apostar esse seu bem precioso? Se for, nóis bota duas vaquinha na mesa contra esse braceleti.
— Olha, Coronel, não seria justo. Eu confesso que, até agora, estou apenas brincando com vocês. Deixei vocês ganharem algumas mãos, lhe peço desculpas. Mas, não quero lhe causar um prejuízo de verdade nem lhe enganar. Vocês mal sabem jogar meu jogo e, desculpe Coronel, mas, modéstia à parte, nesse jogo, eu já dobrei muito cara bom e, até em outros países.
— O moço fique tranquilo, — Se adiantou o Dr. Olavo. — Em nenhum momento nos enganou. Claro que o senhor sabe melhor desse jogo que nóis, mas pra nóis é diversão, ninguém aqui tá enganando ninguém...
— É verdade, seu moço campeão. — Disse o coronel. — Se é por dinheiro, não si preocupi, que dele, tenho mais que o bastante pra não fazer mínima questão. Vamo jogá? Ou o moço tá cum medo de perdê pra uns caipira?

As gargalhadas deles ecoaram pelo restaurante todo. Até mesmo a Dona Cora gargalhou dessa vez. Finalmente, eles atingiram meu orgulho de jogador.
— Então tudo bem, Coronel. Já que é assim, vamos jogar, só que, meu bracelete vale, para mim, muito mais que o seu dinheiro para o senhor. Pelo que entendi, claro. Então, se realmente quer brincar dessa brincadeira, duas “vaquinha” nem de longe é o bastante. Mas, também não tenho o que fazer com vacas, então, tentemos pelo preço de, digamos, 100 bois! Acho que isso torna nossa brincadeira prazerosa pros senhores.
Olhei a cara de espanto deles, e, confesso, quem gargalhava por dentro, agora, era eu. O Coronel olhou para cada um na mesa, sorriu:
— Tudo bem, seu moço campeão. Que seja o preço de 100 bois, em dinheiro vivo. Barnabé! Dê as carta! — Gritou.

O Barnabé foi gentil comigo. Olhei meu par de T, e logo que ele colocou o flop, senti-me envergonhado do que estava para fazer. T♥, 4♦ e 5♣. Ao meu lado, o Coronel começou a cumprir seu papel.
— Aposto 500 fichas!
Eu olhei as tampinhas de garrafa que, pouco antes de começarmos, Barnabé tinha marcado com uma caneta, e sorri. Eu havia aberto com raise pre-flop, na intenção de mostrar para eles que realmente eu não iria brincar. Apostara 350 fichas. Todos eles haviam dado call. Olhei para a aposta do Coronel no meu flop trincado. Apliquei uma 3bet.
— O moço tá querendo me amedrontá! Eu pago!
Para minha surpresa, Dona Cora deu call. O Dr. Olavo desistiu, assim como “seu” Alcebíades.
O Barnabé puxou um 2♦ no turn. Então, o Coronel, afoitamente, separou metade das “tampinhas” que tinha e empurrou para o centro da mesa. Eu sorri, e empurrei a mesma quantidade, num call satisfeito. Dona Cora soltou uma careta pavorosa, e, empurrou mais tampinhas para o meio da mesa.
— Barnabé! Manda o river! — Gritei sorridente.
Obediente, Barnabé puxou um 5♦. Meu full house era supremo!
O Coronel olhou pra a mesa. Pensou por um instante e bateu na mesa com a ponta dos dedos.
— Não, Coronel. Lamento, mas agora quem lhe pergunta se o senhor é um jogador de coragem sou eu. Allin! Eu aposto tudo.
O Coronel arregalou os olhos! Dona Cora, novamente fez uma careta, mas para minha surpresa, empurrou todas as tampinhas que tinha para o meio da mesa.
— Então, Coronel? — Meu sorriso era quase maléfico!
— Sou muito homi de apostar, seu moço campeão. — Começou com um sorriso cínico no rosto. — Eu tenho 44, fiz um full house, seu moço campeão.
— Que pena, Coronel! — Mais malicioso e cínico foi o meu sorriso. — Eu tenho TT, meu full house é maior que o seu. Parece que eu ganhei o equivalente a uma poupança de 100 “vaquinha”!
Eu já ia começar a rir, quando senti a mão de Dona Cora em meu ombro e a percebi, com nariz empinado, olhos apertados me olhando de lado e forçando um bico com aquela boca enrugada.
— Calma, seu moço. Eu ainda num disse o qui tenho. Pro moço num fica cum sede, eu tenho um straight CRUSH com A3 SUITED! E parece qui EU qui ganhei um lindo braceleti!
Meus olhos se arregalaram, ouvir a palavra “suited” fez estalar algo em mim, eu não havia utilizado o termo durante a noite toda. Todos eles gargalhavam sem parar! Novamente, Dona Cora colocou a mão sobre o meu ombro.
— Seu moço, num fique assim. A verdade, é qui, nois aqui já jogava Texas Holdi antes mesmo do sinhô nascê!


Fim!

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Será que alguns países são melhores do que outros no Poker?



Será que alguns países são melhores
do que outros no Poker? 



Já não pensava sobre os estereótipos de nacionalidade no poker há uns anos, até que os meus colegas da Escola de Poker partilharam alguns dados interessantes. 

Publicamos uma série de notícas sobre a análise de uma mão onde convidámos os nossos membros a votarem nas melhores decisões em cada uma das rodadas de apostas. 

Esta série foi publicada em quase todas as línguas do nosso site e, na verdade, descobrimos que havia algumas diferenças notáveis entre a forma como jogadores de diferentes regiões decidiam jogar a mão. Alguns países foram claramente mais agressivos ou passivos do que os outros. 

Sabemos que não devemos avaliar a habilidade de uma pessoa com base na sua nacionalidade, no entanto, quantos de nós podemos dizer que nunca fizemos isso nas mesas de poker? Quantos de nós podemos dizer com toda a honestidade que nunca passamos o rato (mouse) sobre o avatar de um jogador, verificamos que ele é da Alemanha, Rússia ou Suécia e que essa informação acabou por influenciar um pouco a nossa decisão? 


Será que os jogadores russos são todos 'robôs'?

Acho que os estereótipos de poker que transferimos para os jogadores devido à sua nacionalidade estão relacionados com a forma como o resto do mundo os vê. Durante muito tempo, eu, por exemplo, achava que a maioria dos jogadores alemães eram tight e muito fortes na matemática, porque temos um forte estereótipo em relação à eficiência alemã. 

Hoje em dia simplesmente assumo que um jogador alemão é muito muito bom, porque eles parecem ganhar tudo (Poker, Copa do Mundo, Economia, etc).

Os jogadores russos muitas vezes acabam por ser rotulados como robóticos. Isto pode ser levado a dois extremos, robóticos no sentido de que eles fazem multi-tabling massivo e jogam um poker ABC, ou robóticos pelo facto de algumas pessoas suspeitarem que na verdade estão a jogar contra um bot. Acho que, no final das contas, isto acaba por ser um elogio disfarçado como o estereótipo alemão. Os russos devem estar a jogar um estilo sólido, daí serem comparados a robôs. 

No nosso estudo, os jogadores alemães e russos, no geral, foram os que mais se aproximaram da média, talvez com uma pequena tendência para o lado tight-aggressive.


Será que os franceses são todos loose-passivos?

Depois temos o que é provavelmente o maior estereótipo do poker, que os franceses, italianos, espanhóis e gregos são todos jogadores losse-passivos. Acho que isto vai de encontro a um estereótipo cultural ainda maior, o facto deles serem mais apaixonados e impulsivos; duas qualidades que não são necessariamente adequadas à mesa de poker. 

No entanto, através do nosso estudo, este estereótipo foi apenas parcialmente confirmado. Os jogadores franceses foldaram menos, mas eram muito mais propensos a raisar do que apenas dar call. No geral, eles foram (juntamente com os polacos) os jogadores mais agressivos. No entanto, os jogadores espanhóis ficaram entre os mais passivos; menor probabilidade de fazerem continuation bet ou re-raise no turn.  

Eu sou britânico e sei muito bem qual é o estereótipo associado a nós; uns nits que se queixam muito das bad beats. É com tristeza que digo que, de facto, segundo o nosso estudo, os jogadores britânicos têm a segunda menor percentagem de continuation bet entre todas as nossas comunidades. 


Será que os alemães ganham mais do que todos os outros?

No fundo, não acho que seja uma forma de preconceito chegar a estas conclusões. Em última análise, acho que a principal razão pela qual fazemos estas suposições está mais relacionada com o estado do mercado do poker do que com os hábitos do país. O poker em Espanha, por exemplo, não é muito grande quando comparado com o poker na Alemanha, por isso, é lógico que os jogadores mais fortes não venham de Espanha. 

A partir de 2006, se visses um jogador dos Estados Unidos na tua mesa, muito provavelmente assumirias que ele era um bom jogador. Isso não acontecia por eles serem naturalmente mais talentosos, mas sim porque a UIGEA basicamente forçou os jogadores recreativos a abandonarem o jogo online nos EUA. Apenas os melhores jogadores americanos, aqueles que viviam do jogo, estavam preparados para arriscar e continuar a jogar nos grandes sites.

Acho que hoje em dia não devemos tirar muitas conclusões apenas com base na nacionalidade dum jogador, principalmente porque toda a informação que está disponível na internet nivelou o field de jogadores e já toda a gente tem acesso às ferramentas necessárias para evoluir no poker. 

Podemos eventualmente conseguir pequenos pedaços de informação através da nacionalidade dum jogador, mas são poucos e distantes entre si, e cada vez menos a cada dia que passa. Acho que hoje em dia estes estereótipos servem apenas para brincarmos uns com os outros da mesma forma que fazemos, por exemplo, numa Copa do Mundo.