Phil Hellmuth, Matusow, Lederer, Kaplan, Jennifer Tilly, Jennifer Harman, Patrik Antonius e Dwan.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
Somente All In - Poker Ultimate Compilação
Coletâmea somente de mãos "All-in" durante o Poker After Dark
Phil Hellmuth, Matusow, Lederer, Kaplan, Jennifer Tilly, Jennifer Harman, Patrik Antonius e Dwan.
Phil Hellmuth, Matusow, Lederer, Kaplan, Jennifer Tilly, Jennifer Harman, Patrik Antonius e Dwan.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2016
Balanceamento do Range
Balancear ou Ser Explorável?
Por Ivan Santana
Fala, pessoal!
Esse artigo eu escrevi para a CardPlayer, saiu na edição do mês de Agosto, e resolvi trazer aqui pra vocês.
Comentarei sobre um assunto no poker que muitos menosprezam, mas muitos também superestimam: o balanceamento do range.
Balancear range é, a grosso modo, fazer uma estratégia equilibrada em que certa situação você vai ter uma quantidade de blefes e mãos por valor que não deixem o oponente explorar o seu jogo.
Muitos jogadores não entendem a importância disso. Se você em certa situação apenas faz uma aposta por valor (digamos, apenas abre do UTG com AK, AA, KK e QQ), e os oponentes percebem isso, eles podem jogar de forma ótima contra você. Neste caso, um oponente pode desistir facilmente de mãos como AQ e pagar, caso tenha odds, apenas com mãos como pares baixos e cartas conectadas baixas, sabendo exatamente o tipo de mão que está enfrentando e que se acertar um jogo forte pode ganhar um pote imenso.
Outro exemplo seria quando chegamos ao river e completa um flush no board, vamos apostar apenas quando temos o flush ou também vamos blefar? Com qual frequência? E se decidirmos apostar apenas quando tivermos o flush, seria explorável, mas isso é um problema? O oponente pode não saber disso! Afinal, quando devemos ou não se preocupar em balancear o range?
Bom, em primeiro lugar, balancear range está diretamente ligado ao histórico que temos ou teremos com os oponentes na mesa. E não entender isso é um erro bem comum. Várias vezes eu vejo em torneios um jogador comentar: “aumentei pré-flop, apostei no flop e dei um check/raise no turn blefando ele porque eu faço quando tenho valor também e ele tem que desistir”, ou “blefei o river para equilibrar meu range com as mãos de valor que eu tenho”. O problema desse comentário é que em torneios (ainda mais torneios ao vivo), você não tem histórico grande suficiente com o adversário para se preocupar em equilibrar o range, mesmo aqueles adversários que jogam sempre o mesmo torneio que você.
Em um torneio devemos pensar muito no momento e não em balancear o range. Bons jogadores de torneio sabem bem disso. Como as mesas de torneios são sorteadas, cada situação em um torneio costuma ser única, ainda mais as situações mais importantes de reta final. Mesmo contra os jogadores que você costuma jogar, é difícil cair toda hora na mesma mesa, mais difícil ainda em situação parecida, sendo que a fase do torneio pode ser diferente (começo de torneio, bolha, mesa semi-final, mesa final), a dinâmica da mesa também e os stacks envolvidos também. Fora tudo isso, ficar em uma situação parecida de jogo contra o oponente (board parecido, apostas em outras streets) também vai ser muito raro para você ter que se preocupar em balancear. A exceção é para ações pré-flop, já que essas são mais comuns. Aí sim é interessante ter um range equilibrado, pois com poucas mãos jogadas é possível perceber algum padrão de agressividade/passividade ou de quão tight/loose você está jogando.
Em cash games o buraco é mais em baixo. Aí sim temos uma necessidade maior de balancear o range para situações pós-flop, pois enfrentamos os mesmos oponentes com uma frequência muito maior, principalmente em mid/high-stakes (que não há tantas mesas online) ou em um jogo ao vivo que são os mesmos jogadores que costumam jogar.
Para vocês terem ideia, quando filtrei meu banco de dados com 300 mil mãos de torneios procurei os jogadores que eu mais enfrentava, e tinha cerca de 1500 a 2000 mãos deles. Quando filtrei meu banco de dados de cashgame com as últimas 300 mil mãos eu encontrei jogadores que tinha mais de 50.000 mãos jogadas contra. Ou seja, aprender a não ser explorável contra eles e estudar as falhas do jogo deles é importantíssimo para maximizar a lucratividade.
Assim sendo, jogadores de cash costumam traçar estratégias pós-flop bem mais detalhadamente, principalmente em limites mais altos. Eles buscamm jogar perto do GTO (game theory optimum), ou seja, uma estratégia não-explorável, pensando em não adotar uma linha exclusivamente por valor ou blefe contra os oponentes que mais enfrentam.
Um exemplo para entender essa diferença de momento para contra balancear o range é quando o jogador paga no big blind e o board vem KT4 rainbow. Um jogador de cashgame analisa antes esse tipo de board e já tem um plano em quais tipos de mãos ele vai de check/call, check/fold, check/raise e quais vai dar lead (se existem mãos que ele da lead ou c/raise por exemplo). Se ele decide ter um range de mãos que vai jogar esse board de forma agressiva, ele normalmente coloca alguns blefes (como J9s por exemplo) com as mãos de valor (KT, 44, as vezes até KQ/KJ). Já o jogador de torneio ou mesmo o jogador de cash quando enfrenta um jogador que não terá muito histórico deve pensar apenas no momento. Dado o range, o oponente, nosso range na visão do oponente qual a melhor jogada e ponto. Vai ter situações que não vão valer a pena blefar nunca e situações que uma aposta só será boa se for por valor.
Um jogador de torneio que eu admiro muito por saber interpretar o momento muito bem é o Alexandre Gomes, enquanto que vários jogadores de cash sabem muito bem definir estratégias vencedores pós-flop como o Diógenes Malaquias, Leonardo Roqueiro, Leonardo Bueno, Marlon “Sphinter” entre outros.
Cheers!
Fonte: IvanRoyal
domingo, 18 de dezembro de 2016
sábado, 17 de dezembro de 2016
Deixe o Ego Fora da Mesa
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| Tom Marchese e Dusty Schimidt |
Deixe o Ego Fora da Mesa Para Ter Sucesso
Por: Tom Marchese, Dusty Schmidt e John Walts
Diferentes pontos de vistas, uma mesma situação. A complexidade do poker impressa em algumas páginas. Nesta edição, como lidar com um fator corriqueiro nas mesas: o ego.
Para um jogador profissional, o quanto pode ser prejudicial não conseguir controlar o ego, a parte emocional?
Tom Marchese: O ego é o lado negro da confiança e prejudica com frequência o crescimento de um jogador. No início da minha carreira, eu tinha um ego maior do que o meu jogo. No entanto, tive sorte o bastante para que a minha evolução como jogador andasse a passos mais largos do que o meu crescente ego.
Os jogos na época eram mais fáceis, então meu ego nunca causou problemas para atingir o meu objetivo final: ganhar dinheiro. Nos dias de hoje, com essa competição mais dura, quem tem um ego inflado, provavelmente, irá quebrar. O poker está mais difícil, o jogador deve ser mais honesto com ele mesmo. O dinheiro perdido em um jogo que você não tem edge (vantagem), dificilmente será recuperado; e mesas com jogadores fracos estão cada vez mais difíceis de achar. Escolher o que e onde jogar (game selection) tornou-se uma das partes mais importantes de ser um profissional. Se você se acha o melhor, mas não é, então quais a chances de estar se colocando em jogos que você é vencedor?
Na época em que o meu ego era enorme, isso me fez mais bem do que mal. Fiz um bom trabalho achando o equilíbrio entre escolher os jogos certos e me desafiar como jogador. Isso me levou a ter oscilações maiores na minha carreira, mas me ajudou a evoluir mais rápido do que qualquer outra coisa. Um equilíbrio saudável desses dois fatores é necessário se você quiser manter-se no topo.
Dusty Schmidt: Inflar seu ego é, definitivamente, uma das coisas mais importantes que você deve evitar nas mesas. Mesmo se acontece de vez em quando, o impacto disso pode ser devastador, já que esse também é um dos grandes causadores do tilt.
Por exemplo, você é um profissional do online que joga, em média, 100.000 mãos por mês. Vamos supor que enquanto você está jogando o seu melhor, uma vez na semana, seu ego lhe custa 300 big blinds. Isso representa aproximadamente 1.200 bbs por mês, 14.400 a cada 12 meses. Se você joga $2-$4 (NL400), isso representa US$ 57.600 perdidos em um ano, valor bem superior do que a renda da maioria das pessoas. Imagine isso por toda vida?
Jogadores medianos que conseguem evitar que o emocional tome as rédeas tendem a fazer mais dinheiro do que alguns jogadores excelentes que entram em tilt por uma ou duas horas na semana. O impacto é gigante. Houve um tempo em que tive problemas com o controle emocional. Cheguei a quebrar mouses e teclados. E isso tem um ônus financeiro, além de ser muito embaraçoso.
Quanto antes você conseguir evitar o tilt, mais feliz e rico você será.
John Walts: Remover o ego do seu jogo é essencial. Vejo um grande número de jogadores com um ego gigantesco. O grande problema de ter o seu ego envolvido quando você joga é que você atrai muita atenção para você e suas jogadas — e poker não é sobre você, mas sobre os seus “clientes”, e se você quer o dinheiro dos mesmos, então tem que fazer com o que jogo seja sobre eles, sobre o jogo deles, sobre as cartas deles.
Acredito que uma abordagem mais humilde na mesa é a chave. Vamos dizer que você executou um blefe brilhante no river contra um jogador fraco, mas ele pagou com uma mão ruim. Um jogador emocionalmente instável pode explodir: “Você é um donkey. Como consegue jogar tão mal? Meu range está muito à frente da sua mão”. Você não apenas cometeu o erro de tentar ensinar um jogador ruim, mas também lhe deu o direito de agir da mesma maneira desrespeitosa no futuro. Um jogador controlado diria, “boa mão, grande call”; e faria uma nota mental: “Não blefar este cara. No futuro, com uma mão forte, devo apostar alto, como se fosse um blefe”. Essa seria uma atitude muito mais construtiva na mesa.
Como você doma o seu ego e desenvolve uma confiança saudável no seu jogo?
Tom Marchese: A chave para dominar o seu ego é perceber que, como jogador de poker, você não é nada especial. Eu sei que sou um profissional de sucesso e que dediquei muito tempo ao jogo, e me considero um cara inteligente. Como eu, existem centenas por aí, mas tenho que me manter à frente da concorrência trabalhando mais duro do que eles. Achar um equilíbrio entre a confiança e o ego é muito importante. Você precisa confiar no seu jogo, mas estar pronto para recuar um passo se necessário, ser imparcial em relação ao seu jogo e perceber como isso irá lhe ajudar contra seus oponentes.
Os jogadores quando atingem certo nível, em que eles são bons o bastante para fazer muito dinheiro, tendem a parar de estudar. Essa é a razão de você não encontrar mais, no topo, aqueles caras que eram os melhores há cinco ou seis anos. O ego disse-lhes que eles eram os melhores, eles acreditaram nisso e pararam de trabalhar para evoluir. Como é de se esperar, um trabalho em que você faz seu próprio horário, ganha muito dinheiro e não tem chefe é desejo de todos. Então, caras que trabalham duro, com egos menores, assumiram.
De qualquer maneira, a ausência de ego também pode lhe prejudicar. Eu tinha um colega de quarto que era (ainda é) um grande jogador. Quando moramos juntos, nós dois jogávamos $2-$4 (NL400) online. Ele tinha confiança no próprio jogo, mas nunca desafiou a si próprio como jogador. Hoje, cinco anos depois, ele ainda joga os mesmo limites. Se ele tivesse um ego maior e subido de limites, talvez, ele teria sofrido mais com a variância, mas, provavelmente, estaria jogando em jogos mais caros. Bem, mas ele está feliz em conseguir uma boa grana nos limites médios.
Dusty Schmidt: Primeiro eu tento aplicar o que aprendi como jogador de golfe profissional. Bob Rotella, o mais famoso psicólogo do golfe, escreveu bons livros sobre isso. No campo de golfe é mais fácil manter a compostura, não só por que há menos dinheiro envolvido. Veja bem, ninguém quer jogar com alguém que fica perdendo a calma e agindo como um louco quando não consegue vencer. Então, você se controla. No poker (online), você está sozinho em casa, então se sente mais à vontade para extravasar.
Ultimamente, tenho feito um trabalho mental intensivo com Jared Tendler. Ele é “o cara” do mental coaching (treinamento mental) do poker e tem feito maravilhas ao meu jogo. Em uma modalidade em que você pode ir do céu ao inferno em um curto espaço de tempo, Jared vem fazendo um trabalho de valor incalculável com alguns jogadores.
Controlar o seu emocional nas mesas requer muito trabalho e é essencial. É mais fácil falar do que fazer, mas, no final, você verá que valeu a pena.
John Walts: Comece reconhecendo que o seu ego é um problema, então tome a decisão de removê-lo do seu jogo. Os budistas devotam suas vidas a isso, exterminar o ego. Ainda assim, não é possível alcançar o sucesso pleno, mas mesmo pequenas conquistas fazem grande diferença.
Para mim, o que funciona são diálogos, internos e externos. Externamente, parei de repreender jogadores ruins. Hoje, lhes trato como clientes. Um cliente é alguém que tem valor. Se você é um homem de negócios e um cliente paga seu preço sem pechinchar, você o destrata? Não, você faz dele um VIP. Poker é o seu negócio, lembre-se. Internamente, expurgue coisas negativas. Aprenda com seus erros, mas não os repita. Até você achar algo que ajuste-se perfeitamente para você, haverá muitos erros, mas o importante é não desistir.
OS PROFISSIONAIS
Tom Marchese
Joga profissionalmente há seis anos e se especializou em 6-max high-stakes cash games. Em 2010, ele começou a despontar nos torneios ao vivo ao vencer o North American Poker Tour (NAPT) e embolsar US$ 827.648. Dois anos depois, venceu o Five Star World Poker Classic High Roller. Ele possui cerca de 4,6 milhões de dólares ganhos em torneios.
Dusty Schmidt
É um dos maiores vencedores dos cash games online da história. Ele também é autor do aclamado livro “O Poker Como Negócio — Onde Termina o Hobby e Começa o Business”, lançado no Brasil pela Raise Editora.
John Walts
Nascido e criado em Los Angeles, ele é um profissional de cash games live que alcançou sucesso nos limites médios do jogo.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Poker Lounge 2010
Poker Lounge 2010 com Patrik Antonius e Jennifer Tilly - Episódio 1
Dez episódios com nomes como Tom Dwan, Phil Laak, Patrik Antonius e outros. Neste primeiro Episódio, Antonius e Tilly contra outros bons jogadores.
Aproveite o show!
Episódio 2 - Alex Keatig e Erick Lindgren
Episódio 3 - Gus Hansen e Phil Laak
Episódio 4 - Phil Laak e Gavin Smith
Episódio 5 - Jennifer Tilly e Gus Hansen
Episódio 6 - Huck Seed e Erick Lindgren
Episódio 7 - Jennifer Harman e Mike Matusow
Episódio 8 - TonyG e Annette Obrestad
Dez episódios com nomes como Tom Dwan, Phil Laak, Patrik Antonius e outros. Neste primeiro Episódio, Antonius e Tilly contra outros bons jogadores.
Aproveite o show!
Episódio 2 - Alex Keatig e Erick Lindgren
Episódio 3 - Gus Hansen e Phil Laak
Episódio 4 - Phil Laak e Gavin Smith
Episódio 5 - Jennifer Tilly e Gus Hansen
Episódio 6 - Huck Seed e Erick Lindgren
Episódio 7 - Jennifer Harman e Mike Matusow
Episódio 8 - TonyG e Annette Obrestad
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
Relação de Bônus Grátis - Ativos em Dezembro - 2016
Relação de Bônus Grátis
Ativos em Dezembro / 2016
Bônus Grátis SEM NECESSIDADE DE DEPÓSITO
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
Stack Pot Ratio
Stack Pot Ratio
Por Fabio Eiji
Stack to Pot Ratio (SPR) é um conceito que muitos jogadores de torneios não conhecem ou estão desacostumados a trabalhar e diz respeito ao tamanho do pote em relação ao stack efetivo. Enquanto pré-flop utilizamos a quantidade de big blinds como referência, pós-flop, utilizamos o SPR para saber o quão deep estaremos para o restante da mão, o que influencia diretamente nas nossas decisões.
Em geral, jogadores de cash game já estão bem acostumados com esse conceito e trabalham a construção do pote todo o tempo, enquanto muitos jogadores de torneios não costumam trabalhar isso tão bem — o que é considerado como uma falha grave.
Para encontrar o SPR, o cálculo é simples, basta dividir o stack efetivo pelo tamanho do pote. Por exemplo, o pote tem 1.000 fichas. Nós temos 3.000 fichas para trás, e o nosso oponente, 2.000. Nesse caso, o SPR é 2; ou seja, temos dois potes para trás em stack efetivo.
Mas o que esse conceito interfere no jogo poker? Basicamente, quanto menor o SPR, mais agressivamente devemos jogar os draws e mais valor temos com mãos fracas, como pares do meio ou top pairs.
EXEMPLO 1
Blinds: 500-1.000 com ante de 100
Herói (10♣J♣): 15.000 fichas
Vilão: 25.000 fichas
Pote: 10.000 fichas
SPR: 1,5
Flop: 8♣9♦5♠
Vilão aposta 5.000. Herói?
ANÁLISE
Certamente, a melhor opção é ir all-in. Quando vamos all-in de 15.000 contra uma aposta de 5.000, ainda temos fold equity, ou seja, nosso adversário ainda tem a oportunidade de largar mãos que não acertaram o bordo. Além disso, quando somos pagos, temos uma boa chance contra quase todas as mãos, pois temos nossas duas pontas para straight e duas overcards. Por outro lado, o call parece ser a pior opção, pois no turn teremos um pote de 20.000 e um stack de 10.000 para trás. Isso significa que não teremos mais espaço pra nenhuma jogada e seremos obrigados a dar fold contra uma aposta qualquer.
EXEMPLO 2
Blinds: 500-1.000 com ante de 100
Herói (10♣J♣): 40.000 fichas
Vilão: 65.000 fichas
Pote: 10.000 fichas
SPR: 4
Flop: 8♣9♦5♠
Vilão aposta 5.000. Herói?
ANÁLISE
Neste caso, o raise não deve ser nossa primeira opção, já que não queremos induzir nosso oponente a ir all-in, o que nos obrigaria a dar fold em nosso draw. Além de boas implied odds, ainda temos posição e espaço para desenvolver o jogo pós-flop. Podemos dar o float, por exemplo, o que não é o caso do exemplo anterior.
EXEMPLO 3
Blind: 500-1.000 com ante de 100
Herói (10♣J♣): 120.000 fichas
Vilão: 150.000 fichas
Pote: 10.000 fichas
SPR: 12
Flop: 8♣9♦5♠.
Vilão aposta 5.000. Herói?
ANÁLISE
Aqui, temos possibilidade de usar todo o nosso arsenal. A jogada padrão seria dar call, mas vamos pensar juntos: com todo esse stack pra trás, quais tipos de mãos esperamos que um oponente reaja a um aumento e a apostas nas streets posteriores? Percebem o quão desconfortável ficaria o Vilão com uma mão como QQ+ nesse flop? Diferente do Exemplo 2, reagir a um raise aqui, com mãos piores que trincas, representa um erro grave. Por isso, a melhor opção, sem dúvida, é jogar essa mão blefando, fazendo um aumento no flop e seguindo apostando nas próximas streets, o que colocaria nosso oponente em uma situação bastante desagradável e o obrigaria a desistir com algumas das melhores mãos de seu range.
CONCLUSÃO
Quanto menor o SPR, mais agressivamente devemos jogar nossos draws e mais light podemos “atolar” sem estar cometendo um erro. Porém, quanto maior o SPR, se não temos o nuts, mais errado se torna jogar por stacks.
domingo, 11 de dezembro de 2016
Poker Heads Up Celebridades
Poker Heads Up Celebridades - Tyler Posey vs Tony Hawk - Charity Shootout
Para a caridade, uma grande estrela adolescente contra uma lenda dos esportes. Tyler Posey, estrela da série Teen Wolf da MTV e Tony Hawk, lenda do skate. Uma mesa de Poker em um incrível Heads Up para caridade.
Aproveite o show!
Para a caridade, uma grande estrela adolescente contra uma lenda dos esportes. Tyler Posey, estrela da série Teen Wolf da MTV e Tony Hawk, lenda do skate. Uma mesa de Poker em um incrível Heads Up para caridade.
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sábado, 10 de dezembro de 2016
Poker Bet Sizing
Poker Bet Sizing
Dimensionando o Tamanho das Apostas
Por Gustavo Sobral
O Dimensionamento de apostas é um dos fatores do poker em que muitos de jogadores amadores pecam em suas primeiras aproximações com o jogo. Saber dimensionar o tamanho das apostas é uma habilidade essencial em todas as modalidades de poker, seja Texas Hold'em, Omaha, HORSE e até mesmo Indian Poker.
Ser capaz de fazer as apostas no tamanho correto, em cada estágio da mão, possibilita maximizar seu lucro e diminuir suas perdas a cada mão, e ainda dará aos oponentes odds bem ruins ao darem call com drawing hands. De forma inversa, não conseguir fazer apostas no tamanho correto é ter um grande leak em seu jogo.
Como Dimensionar Apostas
O tamanho da aposta que você fizer deve estar sempre relacionada ao tamanho atual do pote.
Portanto, ao apostar ou dar raise, você deve sempre ter idéia da quantidade de fichas que estão no pote. Esse conceito deve-se ao fato de que o valor que você adicionar no pote vai dizer as pot odds que seus adversários terão para dar call, seja com as probabilidades corretas ou incorretas.
Toda vez que o nosso oponente der call com as probabilidades incorretas, estamos lucrando enquanto eles estão cometendo uma falha fundamental no poker – daí a importância de apostarmos o valor correto para assegurar que nossos oponentes cometam esses erros dando call.
Regra básica para dimensionamento de apostas no No Limit Poker
Se você tem uma ótima mão e sentir que o seu adversário têm uma mão pior, a aposta ideal é cerca de ¾ do pote. Por exemplo, em um jogo de NL Texas Hold'em o pote atual é de $20, você deve apostar em torno de $14.
Diagrama do Dimensionamento de Apostas
A agressividade no poker é um fator importante para termos maior lucratividade no longo prazo e, para tanto, saber dimensionar corretamente o valor das apostar é crucial. Vejamos mais algumas dicas:
Porque apostar alto
1. Proporciona aos oponentes pot odds incorretas para continuar com suas drawing hands.
2. Maximizamos o lucro no longo prazo quando os oponentes dão call com mãos piores.
Existem bem poucas situações no poker onde é interessante apostar menos da metade do pote, pois fazendo apostas fracas você geralmente perde valor (value) com suas melhores mãos e ainda dá ótimas pot odds para seus adversários melhorarem suas mãos em cima de você.
Outra vantagem de apostar forte é que, caso seu oponente dê call, você já terá uma boa informação sobre a força da mão dele, pois é provável que tenha uma mão realmente boa ou um draw muito forte e quanto mais informações adquirirmos, mais corretas serão nossas decisões no decorrer da mão.
Um Erro Comum ao Dimensionar as Apostas
Um dos maiores erros que jogadores iniciantes cometem acontece quando apostam o valor mínimo e dão mini-raises quando a ação chega até eles. Dando mini-raise Pré-flop, você vai descobrir que um número maior de jogadores irá dar call, pois tendem a achar que o pot odds fica mais interessante para jogar com quaisquer duas cartas, a cada oponente que entra no pote.
Outra desvantagem é que, como um mini-raise dá ótimas pot odds para o adversário dar call, não se extrai nenhuma informação quando ele tomar esta decisão, pois ele irá chamar seu raise quase com quaisquer duas cartas – dificultando ainda mais sua leitura no decorrer da mão.
Dimensionando o Raise no Pré-Flop
Geralmente o raise ideal no Pré-flop é de três a quatro vezes o valor da big blind. Entretanto, caso haja limpers (jogadores que apenas deram call no big blind) antes da ação chegar em você, utilize esta regra simples:
Raise de 3x o BB + 1 para cada limper no pote
Esta simples tática irá proporcionar as pot odds incorretas para os adversários que entraram de limp possam dar call com mãos marginais e geralmente irá deixá-lo em heads up já no Pré-Flop.
No caso de algum jogador ter dado um raise antes e você quiser aumentá-lo (3bet), a quantidade de três vezes o valor da aposta dele deverá ser suficiente para dar odds ruins para ver o Flop ou a próxima street.
Eis uma tabela com exemplos básicos:
Nº de limpers Pré-flop Raise (BBs)
0 3
1 4
2 5
3 + 6
Sempre esteja atendo para o stack de fichas dos adversários que estão participando da mão, pois esta é outra informação importante que deve ser levada em conta na hora do seu raise.
Exemplo: Estamos em um torneio de poker onde o nível de blinds se encontra em 100/200 e já existem 3 limpers na mão, deixando o pote com 900 fichas (100 do SB, 200 do BB + 600 dos limpers). Um raise de 1.200 seria um bom valor neste momento, mas e se um dos três limpers tiver um stack de 3.000 fichas, é importante que você tenha em mente que ele poderá colocar seus 3K restantes após seu raise, pois apenas um call de 1.2K o deixaria apenas com 1.8K fichas, não tendo o menor sentido nesta ação. Neste caso, é importante que você decida se dará ou não call no reraise-all in deste jogador, mesmo antes de realizar a sua aposta.
Em um artigo futuro, iremos mais a fundo no conceito de valor de aposta ideal de acordo com o tamanho dos stacks dos seus adversários na mesa de poker.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Seu Cérebro Trai Você no Poker
Como seu Cérebro trai você na Mesa de Poker
Alguma vez você sentiu que o próprio Universo não quer que você ganhe no poker?
Deixe-me compartilhar um segredo com você; o Universo e nossa própria natureza têm, de fato, feito todos os esforços para nos impedir de ganhar.
Quais são as qualidades que definem um jogador de poker ideal? Entre elas estão a objetividade e a racionalidade. Mas, infelizmente, a natureza humana não nos permite ser assim.
Percebemos a realidade e o mundo ao nosso redor através de uma espécie de prisma. Óculos de lente rosa colocados sobre nossos narizes pela evolução. Obrigado evolução!
No entanto, sem evolução não estaríamos onde estamos no Universo. E mesmo assim, para conseguirmos evoluir, tivemos que perder nossa habilidade de perceber a realidade como ela é. Nosso cérebro vê o mundo com algumas distorções. Na ciência, se chamam distorções cognitivas.
A razão é simples: para evoluir, temos de nos adaptar ao nosso ambiente. A precepção distorcida da realidade nos ajuda a alcançar certas decisões em situações onde a precisão não é tão importante.
O poker não é exceção. Tudo o que nos acontece em uma mesa de poker é percebido de forma diferente pelo nosso cérebro e nossa consciência. Por outras palavras, tem apenas uma coisa acontecendo mas nossos cérebros pensam que é uma coisa completamente diferente. Mas nós, enquanto jogadores de poker, não podemos deixar que nada afete nosso julgamento, caso contrário não seremos capazes de jogar nosso A-game.
Para tirar esses óculos da evolução devemos primeiro descobrir como eles funcionam. O que são distorções cognitivas? Neste e outros artigos, vou falar sobre as mais importantes distorções que afetam o nosso jogo de poker.
O medo da perda
Quando todas as outras condições são iguais, tentamos não perder algo, ao contrário de ganhar alguma coisa. Para as pessoas a dor da perda é muito mais forte do que a satisfação de lucrar. Foi medido que sentimos a nossa perda 2,5 vezes de forma mais dolorosa em comparação com a alegria de vencer.
Isto explica por que nos sentimos muito pior depois de perder $50 no final de uma sessão, do que nos sentimos felizes com $100 de lucro, quando deveríamos estar contentes por ganhar $50.
Aqui fica outro exemplo: Estamos no river, no pote estão 300 big blinds e nós temos 200bb. Pensamos que nosso oponente irá foldar em 50% dos casos. Parece que temos um óbvio all-in por bluff lucrativo, no entanto, a maioria de nós nesta situação optaria pelo check para poupar o dinheiro que ainda nos resta.
Existe também algo a que chamamos "o medo míope da perda". Pesquisadores descobriram que investidores que recebiam relatórios de curto prazo sobre seus investimentos tinham tendência a tomar decisões mais conservadoras e menos lucrativas, ao contrário dos investidores que estavam recebendo relatórios de longo prazo. Em relatórios de curto prazo, os investidores grande parte das vezes sentem que as perdas menores atingiram mais profundamente a sua consciência do que o lucro compensador. Apesar disso, o resultado final poderia ser o mesmo para ambos os tipos de investidores. Os investidores de relatórios de curto prazo olhavam para os seus investimentos de forma muito mais pessimista, então optaram por soluções menos lucrativas mas mais confiáveis.
Parece que estamos falando de poker, certo? Conte o número de vezes que você conferiu seus resultados no Hold’em Manager durante a sua última sessão? Entende agora por que todos os especialistas de poker aconselham você a não espreitar os resultados enquanto está jogando?

O Efeito Âncora
Outra importante distorção é "o feito âncora". É apoiado por muitos pesquisadores.
Por exemplo, durante uma dessas experiências, se pediu a estudantes que recordassem os últimos três digítos de seus números de celular. Depois, esses mesmos estudantes foram questionados sobre quando os visigodos saquearam Roma (a resposta correta é 410 d.C.). As respostas dos estudantes cujos dígitos eram mais altos tenderam para uma data posterior, em comparação com os estudantes com dígitos menores. Por outras palavras, os 3 últimos digítos de seus números de celular serviram como uma "âncora" que "arrastou" as suas estimativas de um lado para o outro.
Isso é facilmente explicado pela rede neurológica que existe no nosso cérebro. Quando alguns neurônios são ativados, os adjacentes também se tornam propensos à ativação. Os neurônios responsáveis pelos números grandes estão mais próximos uns dos outros do que os neurônios dos números pequenos. Assim, tanto a ordem e o tipo de ativação afetam direta e significativamente a maneira como pensamos.
Isso pode afetar o poker de várias formas. Por exemplo: você deu call em um bluff com А-high e ganhou o pote. Algumas mãos depois, você é confrontado com uma situação idêntica mas contra outro oponente. Podemos concordar que a probabilidade de outro bluff catch com A-high aumentou, mas agora o problema é que você vai se convencer mais facilmente que seu oponente está blefando. O bluff que você expôs com sucesso anteriormente é a sua âncora.
Por falar nisso, é por este motivo que você deve ficar feliz quando um jogador fraco, que muitas vezes comete erros, joga mal e ganha a mão. Ele vai ficar tão impressionado com esse feito que continuará a cometer muitas vezes os mesmo erros.
A distorção também pode ser detetada em análises de sessão. Quando você analisa uma sessão perdedora pouco depois dela terminar, é mais provável que você encontra mais razões para provar e suportar algumas das suas decisões. O problema é que nesse momento a sua consciência continua amarrada à sua percepção durante o jogo, e se torna mais difícil para você ser objetivo. No entanto, se você analisar essa mesma sessão no dia seguinte, você verá como suas sugestões foram irrealistas, assim como as conclusões a que você chegou.
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