quinta-feira, 27 de abril de 2017

Vantagem Posicional



VANTAGEM POSICIONAL


Por: Danilo Telles


Para implementar esse idéia, você deve:


1. Jogar mais mãos em LP. (Loose Passive)
2. Aumentar mais mãos em LP.


O conceito é chamado “consciência posicional”, e isso é pedra fundamental de uma boa estratégia no poker. Minha regra de ouro geral em jogadas posicionais é que se eu olhar para meu VPIP(*) para cada posição, ele deve diminuir conforme eu me distancio do button (blinds são uma categoria à parte, ignore-os por ora). Eu gostaria de ver meu “VPIP do botão” o dobro do meu “VPIP do UTG” em um jogo full-ring, mas se o seu VPIP do Button não é PELO MENOS 50% maior que seu VPIP do UTG, você não está jogando suficientemente a posição no jogo.


Minha regra de ouro sobre agressão pré-flop é que eu quero que meu PFR% seja pelo menos metade do meu VPIP. Se eu não estiver aumentando com PELO MENOS metade das mãos com as quais eu pago para ver, eu estarei muito passivo ou muito solto pré-flop.


Então como nos podemos implementar essa estrégia “posicionalmente consciente”? Aqui estão algumas sugestões:


1. De EP, jogo mais-tight-que-tight. Eu jogo qualquer par, AK, AQ, talvez AQ e KQ (dependendo da mesa e da minha imagem); é isso. Eu aumento com AA-TT e AK, AQ, AJ, e KQ (se eu jogá-los). Algumas vezes aumento com 99 e 88 também.


2. De MP, eu não entro de limp. Se a mão é boa para jogar, é boa o suficiente para aumentar como primeiro jogador a agir. Eu adicionarei suited connectors até T9s na minha linha, e QJ e JT não naipados. Irei também considerar open-raise com quaisquer cartas se minha imagem é de tight e os jogadores atrás de mim são tight pré-flop e/ou horríveis (ou pelo menos weak-tight) pós-flop.


3. De LP, se chegar em fold, eu irei de open-raise com qualquer par, qualquer ás, qualquer rei, qualquer duas figuras, qualquer suited connector até 54s, qualquer mão não naipada até 87o. Eu tentarei roubar pelo menos 1/3 das vezes, e isso é enormemente rentável. E também acompanho qualquer tentativa de roubo com um continuation bet, indiferentemente do bordo ou da minha mão. Eu irei, entretanto, rapidamente largar uma mão lixo se eu levar um reraise pré-flop ou uma aposta no flop; não há razão para apegar-me se eu for pego roubando.


4. De LP depois de limpers, eu fico um pouco mais tight nos meus padrões de raise mas ainda jogo muito solto: eu irei aplicar raise com qualquer ás naipado, qualquer par AA-TT, AK, AQ, AJ, KQ, e QJ; adicionarei qualquer outro par e suited e unsuited connectors se estiver me sentindo fanfarrão e minha imagem estiver tight. Irei pelo menos entrar de limp com suited connectors e qualquer par.


Posição é uma poderosa vantagem em no-limit hold’em; se você não a usa, você está perdendo dinheiro. A melhor maneira de usá-la é jogar razoavelmente loose de LP (exceto com raises pré-flops na sua frente) e razoavelmente tight em EP. Tenha certeza que você permaneça agressivo – Você deve aumentar pelo menos metade dessas mãos pré-flop. Isso significa que há um bocado de mãos que você não deve jogar de EP que merecem um raise em LP, mesmo depois de limpers.



(*) VPIP ou VP$IP significa $ colocado voluntariamente no pote (em inglês, voluntary put $ in pot) e conta qual o percentual de casos que um jogador colocou dinheiro no pote no pré-flop. Se um jogador que está na blind vê um flop sem investir mais dinheiro porque ninguém fez um aumento, então essa mão não entra na contagem para esse valor.


UTG - Under the Gun refere-se à posição imediatamente à esquerda das blinds que é quem age sempre em primeiro, por esse facto tem uma imensa desvantagem de posição.


EP - Early Position Em jogos onde a posição relativa de um jogador ao dealer determina a ordem do jogo, as posições iniciais são aquelas que devem agir primeiro. Em uma mesa full ring de Texas
Hold'em, por exemplo, as três primeiras posições após as blinds são as posições iniciais


MP - Middle Position - A quinta, sexta e sétima posição a esquerda do botão do dealer.

LP - Late Position - Posição em uma rodada onde o jogador age depois da maioria dos jogadores - geralmente no botão ou muito próximo a ele.



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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cash Game Poker 2017 - Gus Hansen e Pierre Neuville

Gus Hansen encontra o veterano e respeitado profissional de poker Pierre Neuville numa mesa de No Limit Hold'Em com blinds €100/€100. Na mesa também, Leon Tsoukernik dono do King's Casino Rozvadov e jogador profissional de poker. Outra grande noite de poker no King's Casino Rozvadov.

Aproveite o jogo.




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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Spin & Go OMAHA


PokerStars lança Spin & Go's PLO


Já está disponível no lobby da PokerStars uma versão de quatro cartas dos SNGs loteria, que inclui satélites para o SCOOP.

O popular formato Spin & Go volta a ser destaque no mundo do poker, desta vez com o lançamento dos Spins Pot Limit Omaha no lobby da PokerStars.

Para já há quatro níveis de buy-in regulares, que espelham os níveis equivalentes no Hold'em em termos de multiplicadores máximos.

Os Spins PLO de $1 têm um multiplicador máximo de $10.000, os Spins PLO de $3 têm um máximo de $30.000, os Spins PLO de $7 têm um máximo de $70.000 e o nível de buy-in $15 oferecerá prêmios até um máximo de $150.000.

Existem também Spin & Go's com buy-in de $5 exclusivos com bilhetes para o festival SCOOP em disputa (Evento #5 - $27, $215 e $2.100 PLO).

Vai ser interessante analisar a popularidade destes Spins, já que os Spin & Go's têm como grande foco os jogadores recreativos e o PLO é considerado um jogo mais avançado.




domingo, 23 de abril de 2017

Evitando o Piloto Automático


Evitando o Piloto Automático

na Seleção de Mãos

Não perca oportunidades lucrativas


Por Roy Cooke


Eu nunca fui grande fã de diretrizes para seleção de mãos. Quando um jogador se compromete com uma estratégia de regra prática, seu curso de ação geralmente é se colocar em “piloto automático de seleção de mãos” e dar fold, call ou raise a depender de como a mão se adequa a sua estratégia preestabelecida. Isso torna o jogo pré-flop muito mais fácil. Você tem pouco espaço para pensar. Mas, ao ficarem bitolados a isso, os jogadores perdem oportunidades quando situações lucrativas se apresentam fora de seus princípios balizadores. Isso também cria um fator de grande previsibilidade que os oponentes observadores podem e vão utilizar contra eles. Essas pequenas vantagens somam muito às taxas de vitória dos jogadores ao final do ano.

Um sábado à noite, eu estava jogando limit $30-$60 no Bellagio, e um péssimo jogador abriu o pote de duas posições antes do button com um call. O cutoff desistiu, e eu olhei para baixo e vi A♥ 6♣ do button, uma mão que eu normalmente não jogo, e certamente uma que o senso comum quanto a mãos iniciais não me aconselharia a jogar. Embora eu possa jogar com A-x offsuit em posição final para roubar os blinds, eu prefiro A-2, A-3, A-4 e A-5 em vez de A-6, pois mais flops acertam os kickers menores devido à potencialidade de sequência, e o 6 como kicker tende a ser bastante inútil. Mas você deve analisar cada situação de maneira independente e determinar se há potencial de EV [valor esperado] positivo. Jogar pré-flop usando um método “se acontecer isso, faça aquilo” vai lhe fazer perder muitas situações positivas e lhe custar dinheiro no longo do tempo.

Eu refleti sobre a situação. O Sr. Péssimo jogava a maioria das mãos. Se ele tivesse um ás ou um par, aumentaria, então eu sabia que ele não tinha um kicker maior, nem 6-6 ou um par maior, que me deixariam em maus lençóis. Eu também sabia que tinha uma mão melhor que a do Sr. Péssimo, embora outras considerações tenham sido feitas. Quando você joga com uma mão fraca, arrisca ser “alvejado” por trás. Não basta apenas saber que tem uma mão melhor que a do(s) caller(s) na sua frente, ou que é correto jogar com determinada mão: é preciso incluir suas expectativas a respeito dos outros jogadores ainda por falar. E quanto mais jogadores houver, maior o risco de você ser capturado. Nesse caso, eu tinha apenas os blinds para levar em consideração. Ambos eram tight. Eu aumentei, na esperança de que eles largassem e eu tivesse um preço pré-flop de $110-para-$60 com a melhor mão e posição contra um oponente fraco que eu provavelmente derrotaria. Essa é uma situação bastante confortável, mas não era a que necessariamente se daria – os adversários nem sempre cooperam.

O big blind, um bom jogador, deu call, assim como o Sr. Péssimo. Nós três vimos o flop pagando duas bets.


Oba, nada além de lucro! O flop veio 8♥ 6♥ 6♠, me dando uma trinca de seis e a queda para no nut flush na última carta. Ambos os jogadores deram check, e eu atirei mais uma bet. Ambos pagaram. O 5♥ veio no turn. O big blind deu check, e o Sr. Péssimo apostou. Eu estava incerto quanto ao que ele tinha. Ele frequentemente dava check com seus draws, então poderia ter um flush. Também poderia estar blefando, ou estar segurando uma mão sem flush que achasse que tinha valor. Ele era um homem difícil de ler, devido a sua ampla gama tanto de mãos jogadas quanto de ideias.

Eu pensei na minha jogada seguinte. Se ele tivesse um flush, eu não iria querer aumentar. Se estivesse blefando, eu queria que ele continuasse a blefar. Se tivesse uma mão legítima que fosse inferior a minha, eu queria aumentar e obter valor. Mas eu também tinha que levar em conta o big blind. Ele poderia ter uma mão que me derrotasse, ou uma com a qual pagaria e me deixaria em maus lençóis. Ele não conseguiria uma leitura de que eu tinha um 6. Eu tinha bloqueados todos os flush draws com meu A♥, e ele poderia pagar com um flush draw inferior ou um par, mãos com as quais eu queria que ele pagasse, pois o pote não estava lhe dando o preço correto. Um raise provavelmente assustaria esses calls, e ele não daria fold caso tivesse uma mão superior a minha.

Como minha melhor jogada contra a maior parte da gama do Sr. Péssimo era dar call, e eu sentia que o big blind provavelmente também faria isso com uma mão que não estava recebendo o preço correto para continuar, eu decidi apenas pagar. O big blind deu fold.

A Q♦ bateu no river, o Sr. Péssimo deu check, eu apostei e ele pagou. Eu mostrei minha mão, e ele me mostrou K-6 offsuit: ele também tinha flopado uma trinca de seis, com um kicker inferior ao meu.

Como sempre faço, examinei como joguei minha mão, e discuti comigo mesmo se meus raciocínios sobre as jogadas foram precisos, e, caso contrário, por que não. O pote me pareceu um pouco leve. Caso eu soubesse o que o Sr. Péssimo tinha, eu poderia facilmente ter conseguido pelo menos mais $60 nessa mão. Mesmo assim, acredito que meu raciocínio tenha sido correto, com base nas informações que estavam a meu dispor no momento da decisão. E isso é tudo que eu posso cobrar de mim, na certeza de que a poupança para pagar a universidade da minha filha vai agradecer.





sábado, 22 de abril de 2017

Personagens de Poker Inesquecíveis - Mike Matusow

Michael '' Mike '' Matusow (nascido em 30 de abril de 1968 em Los Angeles, Califórnia) é um jogador de poker profissional americano, residente em Henderson, Nevada. O apelido de Matusow de "The Mouth" reflete sua reputação de lixo-falando na mesa de pôquer. Ele também é conhecido por, por vezes, arruinar horas ou dias de bom jogo com um julgamento errado (conhecido como "Mike Matusow Blow-up" ou "Mike Matusow Meltdown").

Matusow começou a jogar poker seriamente no início dos anos 90, primeiro enquanto trabalhava como um dealer de poker, depois como um jogador profissional. Seus sucessos incluem 4 Braceletes da WSOP ( World Series of Poker ), e vencer o Torneio de Campeões da World Series of Poker de 2005.





quinta-feira, 20 de abril de 2017

Emoções - Quanto e Como Afetam o Jogo


Emoções

Quanto e Como Afetam o Jogo



Por Marcos Sketch


Já dizia o Rei...

Poucos anos atrás foi lançado um filme chamado “O Segredo”. Foi sucesso em todo o mundo, assim como um livro de mesmo nome. Trata-se do tema de auto-ajuda que diz que o pensamento positivo nos atrai as boas coisas.

Pois bem, o que quero discutir aqui não é isso e nem a veracidade do fato, e sim o contrário: Não acreditar nos leva à derrota! E não pelas razões descritas no filme, ou seja, não é o pensamento negativo que vai “atrair energias ruins” (ou talvez também seja, sabe-se lá), e sim o fato de que não acreditando, temos a tendência de se auto-sabotar e dificultar nossa chegada ao objetivo.

O sub-consciente do ser humano é muito poderoso, e quando não acreditamos que algo é possível, ele nos faz - sem perceber – criar dificuldades e empecilhos. Citando alguns exemplos simples: Um aspirante a um cargo numa firma que acredita não irá conseguir o emprego, mas tenta a entrevista mesmo assim. Será que vai fazer uma boa entrevista? Será que vai dar o melhor de si ou vai responder de qualquer jeito, ou se atrasar sem querer no caminho? Ou ainda um cara que acredita não ser capaz de aprender uma língua estrangeira, ou mesmo conquistar a pessoa amada. Será que vai se esforçar como deveria pra isso?

Pra conseguir quase tudo de bom na vida, é preciso muito esforço e dedicação. Se acreditamos que é impossível ou que não somos capazes, como vamos fazer o esforço necessário? 

O filme tenta nos fazer pensar o contrário, justamente pelo fato de que acreditando, somos capazes de nos dedicar o suficiente pra com isso conseguir os objetivos. Acredito portanto que seja essa a razão do sucesso de bilheteria e de vendas do livro.

Mas como é que essa introdução enorme se aplica no Poker?

..

Poker é um jogo que nos faz lidar com a frustração na grande maioria das vezes. O melhor dos jogadores vai ter um ROI positivo ganhando poucos torneios e perdendo muitos - a maioria. Além disso, diferente de qualquer coisa na vida onde se leva um certo tempo até saber o resultado de uma decisão, no Poker temos o feedback instantâneo, e isso pode “mexer” com o jogo de qualquer um que toma as decisões certas e vê o resultado errado. Sem contar os períodos de bad-run onde tudo parece dar errado “de propósito”. É preciso um controle emocional quase sobre-humano pra entender de verdade e principalmente aceitar e abraçar isso (pois é justamente isso que torna o jogo lucrativo). O jogador começa a achar que não serve pro jogo, que tá jogando errado, que o software é armado, que “a culpa é dos donkeys que jogam errado”, e mais todas aquelas coisas que vocês sabem bem. Quem pode jogar Poker decentemente sob essa nuvem de emoções?

O que acontece é que somos seres emocionais, e com isso temos a tendência de tomar decisões erradas por motivos completamente emocionais. Sob emoções como essa, entramos, portanto, em modo de auto-sabotagem, deixando de agir corretamente certas pra tomar as decisões que atendem nossas emoções. Mais ou menos como ir pro gamble num cash game caro em busca de “action” após um torneio frustrante, ou arriscar tudo num coin-flip pra “tentar ficar grande ou cair logo”. É a tática do “que se dane!”, aquele pensamento que diz “já to perdido mesmo, agora tanto faz“. Jogadas que em raras vezes podem até ser boas ou dar certo, mas que são incorretas porque foram tomadas baseadas nos motivos errados. E enquanto estivermos deixando de fazer as jogadas corretas, é FATO que iremos perder.

Já dizia Roberto: “São tantas emoções...”

Qual a solução então? Nos momentos que estamos bem, tudo dá certo, as leituras são corretas, os flips “batem” e tudo mais. Porém ‘momentos’ estão além do nosso alcance! Em tese, o ideal seria se desprender de todo o tipo de emoção no jogo (incluindo por exemplo as comemorações nas grandes mãos, pois fica difícil não lamentar as bad-beats-contra quando se comemora as a-favor, né?), porém pra maioria das pessoas é impossível chegar àquele formato cara-de-parede como o de um Patrik Antonius, que não expressa emoções ao ganhar nem ao perder milhões. 

Acho que o estudo é a principal das saídas e um grande conforto, por uma simples razão: Se você estuda o suficiente, SABE que está jogando corretamente ou tomando as decisões corretas. Não vai se deixar influenciar pelo feedback distorcido que o jogo possa estar te dando, e com isso não vai cair em armadilhas de auto-sabotagem. Vai entender o porquê das situações adversas e, conseqüentemente, se deixar afetar menos (ou zero) com isso. Vai tomar as decisões baseado no que é mais correto, e não num excesso ou falta de confiança (a tal da auto-sabotagem).

A outra saída é a gestão de bankroll. E no caso em questão muito mais do que parece, porquê não é apenas a fim de evitar o risco de quebrar, e sim de evitar o risco de se afetar emocionalmente com o resultado daquelas decisões. Se você joga Poker corretamente buscando o resultado no longo prazo, tanto faz se em determinada situação você perdeu ou ganhou. Mas se tudo que você tem na conta são $1.000 e a mesma situação acontece num torneio de $109, é inevitável que perder 10% do Bankroll VAI te afetar. Se você joga dentro do bankroll (e em se tratando de torneios é necessário realmente muita folga), não vai se importar pois cada pequena situação é só mais uma e o que te importa é o todo.

Por fim, acredito que exercitar esse tipo de raciocínio, mais do que apenas estudar a técnica do jogo, é importante pra evolução de qualquer competidor, pois são pequenas coisas como essa que diferenciam um jogador world-class de um “apenas-grande-jogador”.



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quarta-feira, 19 de abril de 2017

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Destrinchando as Cores do Flop


Análise do Flop pelos Naipes



Por Moacir Martinez


No artigo de hoje, vamos falar sobre o flop, a street que pode lhe levar à glória ou a derramar um verdadeiro caminhão de fichas. No flop, as possibilidades são muitas, você pode acertar nada, o jogo mais forte ou aquele draw tentador. Mas quais são os diferentes tipos de flop que podem aparecer, e qual a matemática por trás da primeira street? Basicamente, temos três tipos de flop analisando os naipes e três tipos analisando as cartas. Hoje, analisaremos o flop pelo naipe.

1. O Flop Monotone


O flop monotone é um dos mais temidos e, muitas vezes, inibe a ação, já que traz três cartas do mesmo naipe. Este tipo de flop ocorre em 5,18% das vezes. Ou seja, mais ou menos cinco vezes a cada cem mãos.

Exemplos:
9♣ 7♣ A♣
7♦ 4♦ K♦


2. O Flop Rainbow


Se os jogadores têm cuidado com o flop monotone, é no rainbow que acontecem a maioria das continuation bets e check-raises. A explicação é simples: este tipo de flop traz três cartas de naipes diferentes, draws para sequência à parte, geralmente, são bordos secos. Este é um flop que você verá com frequência, cerca de quatro vezes a cada dez mãos (39,77%).

Exemplos:
A♦ Q♠ J♥
2♠ 3♣ 9♦


3. O Flop com Flush Draw


Este é o tipo de flop que você mais verá, o com duas cartas de um mesmo naipe, ou seja, com um draw para flush. Ele ocorre 55,05% das vezes. A cada duas vezes que flop for virado, um deles trará um flush draw.

Exemplos:
5♥ 8♥ K♣
6♠ 10♠ J♦


Notem que se somarmos as probabilidades dos três flops aparecerem, naturalmente, teremos 100%. Mas como chegamos a esses percentuais?


A base para os cálculos é a mesma. Vamos supor que eu quero saber quais as chances dos três naipes serem diferentes:
a) A primeira carta pode ser qualquer uma do baralho, que contém 52 cartas, então teremos: 52/52;

b) A segunda carta não pode ter o mesmo naipe da primeira. Então, agora, temos 51 cartas no baralho, mas 12 delas nãos no servem mais. Assim, teremos: 39/51;

c) A terceira carta não pode ser igual nem à primeira nem à segunda. Agora, temos 50 cartas no baralho, mas 24 delas (12 + 12) não nos servem mais. O cálculo então será de 26/50.

d) Multiplicando a x b x c, chegamos a 39,77%.
O número de combinações possíveis para um flop é de 22.100. Portanto, 8.788 combinações de flop serão rainbow, com três cartas de naipe diferente.

Caso queira calcular o flop com flush draw, no segundo termo, em vez de 39/51, teremos 12/51, em que 12 é o número de cartas que nos servem. No terceiro termo, para que o flop não seja monotone, 39 é o número de cartas que podem aparecer, o que nos dá 39/50. No entanto, como o flop tem três cartas, esse evento pode acontecer de três maneiras diferentes. Então, além de 52/52 x 12/51 x 39/50, teremos que multiplica tudo por 3, o que nos dará 55,05%.

E se eu quiser calcular um flush draw de um naipe específico, com duas cartas de ouros e uma terceira aleatória ou duas cartas de paus e uma terceira aleatória, por exemplo? Também é simples. Alteraremos apenas o primeiro termo do exemplo anterior. Como temos interesse em apenas um naipe, apenas 13 cartas nos servem, em vez das 52, então, teremos 13/52. A conta final será 13/52 x 12/51 x 39/50 x 3, ou seja, 13,76%. Notem que, como temos quatro naipes, se multiplicarmos esse número por 4, chegaremos a aproximadamente 55%, que é o número de vezes em que o bordo terá um flush draw.






domingo, 16 de abril de 2017

Personagens de Poker Inesquecíveis - Tom Dwan

Thomas Dwan Jr. (nascido em 30 de julho de 1986) é um jogador de poker profissional norte-americano que jogou on-line Texas Hold'em e Pot-Limit Omaha, principalmente no Full Tilt Poker sob o nome  " Durrrr ". Dwan ganhou prêmios em torneios de poker ao vivo e participou do National Heads-Up Poker Championship da NBC, da quarta, quinta, sexta e sétima temporadas do Poker After Dark, da terceira, quarta e quinta temporadas do Million Dollar Cash da Full Tilt Poker.