segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Blefes e Disfarces no Poker


Poker tells: Sobre Expressões Corporais, Blefes e Disfarces




por Guilherme Kalil


Minta para mim

Vários de vocês devem conhecer a série Lie to Me, exibida no Brasil pelo canal Fox, inspirada no trabalho do psicólogo Paul Ekman. O mote é simples: o cientista Cal Lightman lidera uma equipe de especialistas em detectar mentiras por meio da análise de expressões e gestos das pessoas.





Essa ciência, aplicável em diversos campos da nossa vida, toma uma enorme proporção em uma mesa de poker, onde é necessário tentar decifrar com quais cartas o adversário toma uma decisão qualquer. No poker, tais reações físicas são chamadas de tells e são usadas frequentemente por jogadores da modalidade ao vivo.


Tells são reações físicas não intencionais que os jogadores apresentam ao receber suas cartas, ver um flop (primeiras três cartas comunitárias abertas em um jogo de Texas Hold'em), ver uma aposta ou ouvir o comentário de um adversário. Elas podem durar milésimos de segundos, mas o olho treinado de um jogador consegue detectá-las numa mesa de poker, numa reunião de negócios ou numa paquera.

Se fosse perguntado a qualquer jogador do mundo o que tornaria o jogo dele perfeito, a resposta provavelmente seria: “Visão de raio-X para ver as cartas do meu adversário”. Pois bem, como não há jogador com superpoderes, o que pode ser feito para se aproximar o máximo disso é estimar uma gama de mãos com as quais o adversário pagaria ou aumentaria uma aposta. A melhor forma de fazer isso é por meio de padrões de apostas e da leitura de tells.


Os tells não podem ser disfarçados?

Com muito treino, os tells podem, sim, ser reduzidos. Mas pouquíssimos jogadores estão isentos de demonstrar sua satisfação ou descontentamento com um novo fato no jogo. É por isso que muitos jogadores usam óculos escuros, capuz ou cobrem parte do rosto com as mãos. Não, não fazemos isso para ficar com cara de mau nas fotos.


Todo jogador tem os mesmos tells?

Definitivamente, não. Alguns tremem as mãos quando têm cartas muito boas, outros tremem por natureza. Há ainda casos raros de jogadores que tremem as mãos quando estão blefando. Às vezes vemos as veias pulsando no pescoço de alguns jogadores – que geralmente significa boas cartas, mas isso também pode significar que estão contando uma mentirinha.

O importante é observar o adversário por um tempo razoável para saber se aquele bater ininterrupto do pé é sinal de júbilo com a mão que recebeu ou de impaciência com a escassez de boas cartas.





Quais os tells mais comuns e como decifrá-los?

A resposta mais honesta que o sistema nervoso dá acontece dentro do segundo imediatamente após a recepção de uma informação. Por isso, uma das maiores revoluções que aconteceram no meu jogo se deu no momento em que eu parei de olhar para o flop na hora da abertura e passei a observar a reação dos meus adversários às cartas trazidas por ele.

O comportamento padrão entre os iniciantes é demonstrar fraqueza quando se tem uma mão boa e força quando a mão é ruim. À medida que os jogadores evoluem é necessário aprofundar a observação, procurando por tells que muitas vezes não são tão óbvios.


Os tells mais comuns são:

Mãos tremendo: Na maioria dos casos o adversário apresenta esse tell quando tem um jogo muito bom. O momento mais fácil de fazer essa observação é quando o adversário está fazendo sua aposta.

Olhar para as próprias cartas imediatamente após o flop: Imagine um flop com três cartas de um naipe. Um dos jogadores imediatamente olha suas cartas. Geralmente ele olha para conferir o naipe de suas cartas. Observe suas atitudes após essa conferida e aja de acordo.

Olhar para as fichas ou levar a mão até elas após o flop: Essa é clássica! Quando imediatamente após o flop um jogador tem uma dessas reações, em geral é hora de fugir. Jogadores pouco experientes em jogos ao vivo costumam fazer isso com mãos fortes.

Distância da mesa: É comum um jogador aproximar seu torso da mesa quando gosta de suas cartas. Por outro lado, muitas vezes, quando um jogador não gosta do que viu, ele se afasta da mesa.

Silêncio imediato: Seu adversário está no meio de uma conversa e, de repente, ao ver o flop, ele se cala e congela. Cuidado. Geralmente este jogador tem um bom jogo.

Padrão de apostas: Alguns jogadores apostam forte quando estão blefando e pouco quando têm cartas excelentes. Outros fazem o inverso. Esta é uma informação que pode ser excepcionalmente lucrativa contra um adversário específico.


Vídeo com um belo exemplo de tell




Um dos maiores profissionais brasileiros de poker e nosso único campeão mundial, o curitibano Alexandre Gomes, em uma linda mão jogada no PCA (PokerStars Caribbean Adventure) de 2009, nos dá um ótimo exemplo de tell:

Vi o vídeo ao lado de uma pessoa que, além de conhecer muito o Alê, estava na plateia assistindo à mão ao vivo. Essa pessoa me confidenciou que no momento em que o adversário pede a contagem das fichas e o brasileiro responde com a testa apoiada em sua mão, já tinha certeza de que Gomes não perdia mais.


Como revelar o mínimo possível?

De acordo com o maior especialista em tells na atualidade, o ex-agente do FBI Joe Navarro, que interrogou suspeitos por 25 anos, a melhor maneira de esconder os seus tells é:

- sentar-se confortavelmente,

- usar óculos escuros grandes,

- manter os cotovelos encostados na mesa

- e as mãos juntas tapando a boca e, de quebra, as veias do pescoço.






Entender os tells exige muito treinamento, claro. Ainda assim, com esse pequeno guia já é possível conseguir mais informações sobre as cartas dos parceiros, o grau de satisfação do seu chefe com o relatório feito às pressas e o quanto a gatinha está interessada no seu papo sobre como você é sensível à linguagem corporal alheia.

No entanto, lembre-se: tells são como gosto, cada um tem o seu.

Fonte: Papo de Homem




sábado, 12 de outubro de 2019

Jogadas Agressivas


Escolhendo Oportunidades Lucrativas:

Aprenda Como Armar Jogadas Agressivas




Logo depois do tiroteio na Columbine High School, no estado norte-americano do Colorado, em 1999, me lembro de ter visto um artigo de opinião que apoiava o porte de armas para alguns professores selecionados. O artigo incluía uma frase que ficou em minha cabeça desde então: “Problemas até agora impensáveis exigem soluções até agora impensáveis.”

Não importa sua opinião acerca do armamento de professores, esse não é o ponto. A questão é como percebemos novos problemas e novas soluções. Vamos a um exemplo concreto.

Na minha mais recente sessão no Harrah’s Cherokee ($1/$2 no-limit hold’em), eu estava jogando apenas o ABC do poker no começo do jogo, como normalmente faço. Gosto de persuadir a mesa a pensar que aposto ou aumento apenas quando tenho boas mãos, e dou check e fold quando não tenho. Depois que eles estiverem pensando isso, se torna muito mais fácil explorá-los com blefes e slow playings.

Depois de algumas mãos eu tinha aumentado antes do flop somente com cartas altas ou mãos especulativas como suited connectors, tive poucos callers e errei os flops. Como eu queria estabelecer uma imagem séria preferi não apostar estando totalmente air, contra vários oponentes, então optei pelo check-fold.

Depois disso ter acontecido algumas vezes percebi que um dos jogadores big stacks da mesa começou a apostar em flops que dificilmente melhorariam minhas mãos iniciais possíveis. Por exemplo, se o flop vinha , ele aparentemente pensava que eu tinha errado o flop com as mãos que eu provavelmente teria aumentado no preflop, como AJ+. Então ele arriscava roubar o pot.

Isto foi, sem dúvida, inteligente. Ele estava jogando a matemática, que diz que a maioria dos flops não melhorarão a maioria das mãos dos jogadores. Não sei se ele realmente acertava os flops ou se apenas decidia que provavelmente ninguém tinha acertado, deixando o caminho aberto para blefes seguros. De qualquer forma, ele levava os potes sem ser contestado.

Mas depois que isso aconteceu duas ou três vezes o padrão era bem óbvio para qualquer um que prestasse um pouco de atenção. Então, na próxima vez em que o mesmo padrão apareceu eu estava pronto. Eu aumentei com KJo, alguns jogadores pagaram e vimos um flop com cartas desconectados e sem ases ou cartas vestidas. E como esperado, o big stack saiu apostando $15, comigo e mais outro jogador na mão.

Baseado no mesmo raciocínio que ele usava. Eu sabia que muito provavelmente ele não havia conectado qualquer jogo forte com esse flop. Poucos jogadores de $1/$2 NLHE conseguem resistir à tentação de dar slow play em mãos grandes, como trincas. Eu estava confiante que sua aposta representava nada além de um top pair, e provavelmente menos que isso. Da mesma forma, era improvável que o outro jogador teria acertado algo grande. Então, aumentei para $40 e levei o pote.

O que importa aqui é porque isso funcionou – porque era a primeira vez que ele me via fazer esse tipo de ação. Eu fui mais agressivo do que estava sendo até então. Sua conclusão natural foi de que uma aposta agressiva e inesperada implica uma mão muito forte – como uma trinca, ou ainda par de ases ou de reis, que não precisam da ajuda do flop para ser a melhor mão.


Foi o mesmo raciocínio que me fez dar fold em cartas altas a primeira vez em que ele apostou nessa mesma situação. Concluí que ele provavelmente tinha algo grande, enquanto eu não tinha. Mas depois de ver ele fazer aquela mesma jogada algumas vezes mais, ela deixou de ser forte. Se tornou mais difícil dar crédito a ele por ter algo forte que valesse a pena apostar todas as vezes.

E, claro, se eu continuasse aumentando suas donkey bets, como fiz aquela uma vez, cedo ou tarde ele pararia de assumir que tal agressão representava uma mão forte.

Este é o ponto: A primeira vez que um oponente observador te ver tomar uma ação incomum de força, você terá muito respeito. Porém, da segunda ou da terceira vez você provavelmente não terá tanto respeito assim.

Mas então, como explorar esse conhecimento? Bom, pense um pouco. Quando você realmente tiver uma mão monstra, você quer que os oponentes paguem ou desistam? Paguem, certo? Porém, quando você faz algo muito agressivo você provavelmente terá apenas folds. Isso significa que a jogada mais inteligente é fazer movimentos agressivos quando você tiver um jogo fraco.

Então faça de novo alguma outra vez, e novamente sem uma mão forte, e você provavelmente vai se livrar de novo.

Mas na terceira vez, assumindo que seus oponentes estejam prestando atenção no jogo, é melhor que você realmente tenha a mão forte que está representando, pois neste ponto você já levantou suspeitas e a curiosidade dos seus adversários. Quando você achar que vai ser pago, aqui que você deve realmente ter a mão monstra, para extrair o máximo de valor possível das mãos que são fortes o suficiente para ousar pagar suas apostas.

A maioria dos jogadores desse nível entende tudo ao contrário. Eles são agressivos antes do flop dando limp-reraise na primeira vez em que pegam AA ou KK. Ou aplicam seu primeiro check-raise apenas depois de flopar uma trinca.

Esses jogadores não estão pensando de forma detalhada. Eles estão induzindo ao fold quando deveriam estar tentando fazer com que paguem suas apostas. Uma estratégia muito melhor é usar o crédito de ser um jogador agressivo pela primeira vez e levar um pote que você não conseguiria ganhar apenas com a força da sua mão – isto é, em um blefe puro.

E como bônus, desse jeito é bem mais divertido!

Traduzido e adaptado de: Picking Profitable Spots: Learn How to Set Up Your Aggressive Moves





quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Policiais usam Estratégia do Poker


Policial Civil usa Estratégia do Poker nas Atividades Policiais





Praticante do poker há 25 anos, o policial civil Ângelo do Rego de Araújo usa a estratégia do jogo para o seu desempenho nas atividades policiais. Ele é o terceiro melhor jogador alagoano da modalidade. Participou de inúmeros campeonatos como a Copa Nordeste e o Campeonato Brasileiro em São Paulo, conquistando o 12º lugar e o prêmio de R$ 10.800,00.

No poker, o policial civil é conhecido como Ângelo Bin Laden. Ele destaca que o jogo ajuda em sua estratégia policial. “O poker é estratégia. Com o aprimoramento no poker, comecei a ouvir mais as pessoas, identificar mentiras e falas falsas. Mentiras de pessoas que querem se livrar de um crime. E falas falsas de quando alguém quer incriminar outro em uma ocorrência na qual a pessoa não fez”, explica o policial civil, acrescentando que percebe também a fisionomia das pessoas, as características e suas falas.

Ele explica que o poker é jogado em inglês. “Todas as regras e jogadas são na língua inglesa. Em qualquer parte do mundo, o jogador terá que usar essas regras em inglês”.

De acordo com ele, o poker é bastante desenvolvido na classe social mais favorecida. “Aqueles que querem sobreviver do poker, devem levar em conta que têm que estudar muito”, adianta.


Clubes alagoanos

Para quem quer iniciar, deve procurar os dois clubes alagoanos. Em Maceió, Holdem Club na antiga Amélia Rosa, e a K2 na Rua Odilon Vasconcelos. “Nos dias de segunda, quarta e sexta têm o campeonato que o jogador não paga para entrar”, informa.

Há dois tipos de jogos: Poker de Torneio e o Poker de Cash. Ângelo não recomenda o Poker de Cash para quem está iniciando. “No Poker de Torneio, o jogador participa com número igual de fichas que o seu oponente. O de Cash é diferente. Eu posso comprar R$ 1.000,00 de fichas, e você R$ 200,00, ou seja, estarei na vantagem”, alerta.


Legalidade x ilegalidade

Tecnicamente, o poker é considerado um esporte legal, não havendo nenhum tipo de proibição em território nacional, por ser um esporte de habilidades cognitivas e inteligência emocional. “Foi provado que o poker é estratégia da mente com todo um traçado que o jogador visualiza a jogada. Então, ele não pode ser considerado jogo de azar. Se fosse, os jogadores apresentavam as cartas. Existem inúmeras modalidades de poker. A mais comum é o Texas, na qual o jogador joga com duas cartas. Há também a modalidade Omaha com quatro cartas, entre ouras”, revela Ângelo.

O que passou a ser proibido, no entanto, foi a exploração e a prática do poker em casas de jogatina, onde havia toda uma estrutura montada para que os jogadores apostassem e, eventualmente, perdessem seu dinheiro com apostas em partidas.


Campeonato

O maior Campeonato Brasileiro de Poker é o BSOP (Brazilian Series of Poke), que também é o maior da América Latina. Participam de 4 a 5 mil pessoas. As premiações chegam ao valor de R$ 1,5 milhão.

O policial civil informa que as despesas do último campeonato nacional, que ele participou, foram custeadas pela Federação Alagoana de Poker, graças ao seu desempenho e terceiro lugar conquistado no Campeonato Alagoano.


Vencedor

No poker, as estratégias traçadas pelo jogador levam de pequenas mãos a grandes mãos. “O poker é uma guerra onde a estratégia, que foi traçada antes, leva a vitória”, informa Ângelo.

Geralmente, o vencedor de cada mão de poker é o jogador que tem a mão de classificação mais alta no momento em que todas cartas são mostradas ao final da mão – conhecido como ‘showdown’ – ou o jogador que faz a última aposta não paga, vencendo sem precisar chegar em um showdown.



quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Atores Vencedores no Poker

Conheça os Atores que já Ganharam muito no Poker




Não só de contratos milionários e grandes atuações que as estrelas de cinema conseguem renda. Alguns fazem do hobby uma alternativa interessante para vencer, como é o caso de alguns atores que vamos citar que já venceram muito no poker.


Jennifer Tilly

A lista começa com Jennifer Tilly. A atriz não é muito famosa no Brasil, mas é muito reconhecida internacionalmente na sua profissão, sendo que chegou a ser indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante no filme “Tiros na Broadway”, de 1994.

Tilly tem no poker a sua segunda profissão, e já conseguiu grandes resultados. Em 2005, por exemplo, foi uma das vencedoras do torneio World Series of Poker, que é um dos maiores desse esporte, quando conseguiu a quantia de cerca de US$ 160 mil. Com uma lista extensa de torneios conquistados e boas colocações, Tily já venceu quase US$ 1 milhão nesse esporte.

Laura Prepon

Outra atriz que se destaca nas mesas é Laura Prepon. Ela é conhecida pelo trabalho em “Orange Is The New Black”, sendo uma das principais atrizes da série. Prepon não é profissional como Tily, mas frequentemente participa e torneios em Hollywood e joga alguns para caridade.



Shannon Elizabeth


E a lista das mulheres não para por aí. Famosa por ter trabalhado na série de filmes “American Pie”, Shannon Elizabeth tem uma carreira de respeito no poker. A americana considera o poker a sua segunda profissão, e já ganhou mais de US$ 55 mil nas mesas. Desde 2005 ela dedica parte do seu tempo a esse esporte.




Ray Romano

Protagonista da série “Everybody Loves Raymond”, que ficou nove temporadas no ar, Ray Romano, além de ser ator, comediante e apresentador, também é um jogador de poker nas horas vagas. Ele tem um currículo grande, com sete participações na World Series of Poker (2007, 2008, 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015).

Com tantas participações em torneios oficiais, Romano já levou para a casa mais de US$ 20 mil em premiação.


Ben Affleck


Ben Affleck é o próximo da lista, e provavelmente o mais famoso de todos atores que gostam de poker. O ator ainda não venceu um Oscar, mas tem vários papéis de destaque no cinema, como Argo e Batman. Chegar a um bom nível no poker, como Bem Affleck conseguiu, não foi nada fácil. É um esporte que precisa de muita disciplina para obter sucesso, e o ator é um dos principais que brilham no mundo dos famosos.

Affleck é mais um que já competiu na World Series of Poker. O ponto alto na carreira de poker do ator veio em 2014, quando venceu o campeonato da Califórnia e ganhou a bagatela de US$ 356 mil.



James Woods

Um veterano na tela dos cinemas, James Woods já apareceu em mais de 70 filmes e produziu vários. Aos 69 anos, o ator tem uma longa carreira no cinema. Além das telas, Woods se destaca nas mesas, com mais de US$ 220 mil de premiação.



Tobey Maguire


Outro ator famoso na lista é Tobey Maguire. Conhecido por ter interpretado Peter Parker na série de filmes do Homem-Aranha e prestes a dirigir seu primeiro filme, ele tem história longa no poker. De acordo com Phil Hellmuth, que é um dos maiores jogadores da atualidade, Maguire já venceu cerca de US$ 10 milhões nesse esporte.

A maior parte desse dinheiro conseguido por Maguire não veio através de torneios oficiais, e sim com partidas com os amigos em que o ator, aparentemente, levou a melhor na maioria.

Atores e atrizes de diferentes idades e personalidades, e não são poucos. O poker é uma alternativa interessante para as celebridades em tempo livre, e como Maguire sabe, um bom jogador pode conseguir altas cifras nas mesas.




segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Poker em Ascensão



Poker mantém ascensão no mercado online e atinge marcas espetaculares



por Johann Sebastian


Nos últimos 20 anos, poucas modalidades cresceram tanto como o poker. Nesse período, essa atividade conseguiu o certificado de esporte da mente, expandiu em termos globais e atingiu patamares até então inimagináveis com a "explosão" do poker online. O efeito conhecido como "poker boom" mudou para sempre o rumo desse esporte de cartas. A possibilidade de poder jogar em qualquer lugar ou momento abriu leques que tornaram o poker extremamente popular a nível global.

Nos dias atuais, existem centenas de milhares de torneios de poker online e uma pequena parcela de competidores consegue se profissionalizar a ponto de viver apenas do trabalho no poker disputado pela internet. Esse fenômeno de sucesso online é refletido em números massivos. A popularização dos principais sites de poker online do mundo começou no início do milênio e a ascensão dessas empresas foi bastante rápida.

O site de poker partypoker, inaugurado em 2001, é um dos grandes exemplos da atualidade. Só no ano passado, a empresa cresceu mais de 40% e continuou o ritmo ascendente de um dos maiores sites de poker online do mundo. De maneira avassaladora, o partypoker também vem organizando torneios ao vivo de grande expressão. Em março deste ano, o site organizou no Copacabana Palace o incrível MILLIONS South America, que se tornou o maior torneio já realizado no Brasil. Com US$ 7 milhões garantidos, centenas de competidores profissionais de alto nível do mundo todo viajaram até ao Rio de Janeiro para disputar esse evento.

Segundo informação do empresário de poker Navkiran Singh em artigo para o site Entrepreneur, em maio de 2018 o mercado de jogos online (poker é uma das grandes fatias desse bolo) estava avaliado em US$ 116 bilhões, número maior do que o ramo das televisões - US$ 105 bilhões.

Para o site Statista, a Europa é a grande consumidora que alimenta esse mercado bilionário e representa cerca de 1/3 do total. A expectativa é que o mercado siga crescendo junto com as inovações que estão chegando.

No Brasil, o poker está classificado como uma das modalidades mais emergentes. Reconhecido oficialmente pelo Ministério do Esporte como esporte da mente, essa maior vertente das cartas já tem um prestígio enorme. Dados da Confederação Brasileira de Texas Hold'em (CBTH) apontam que existem aproximadamente 8 milhões de entusiastas de poker no país. A expectativa é que esse número siga aumentando não só no Brasil, como também nos países vizinhos.


Futuro do poker online

O futuro do poker online, por exemplo, pode coincidir com a realidade virtual. Várias empresas, como a Casino VR, já estão realizando estudos para implementar a possibilidade de jogar com óculos de realidade virtual.





Dessa maneira, em um futuro não muito distante, será possível jogar no conforto de casa como se estivesse em lugares paradisíacos, como Mônaco, Malta, Bahamas, etc.

Além disso, outra tendência que deve se estabelecer de vez para o futuro é o uso das criptomoedas como parte importante do funcionamento do poker online. A possibilidade de jogar poker online com dinheiro digital e poder sacar e investir de maneira basicamente instantânea é uma realidade que está se tornando real a cada dia que passa.

Entre 2014 a 2017, aproximadamente 60% das transações envolvendo criptomoedas estavam diretamente relacionadas com o mercado dos jogos online, em que cerca de US$ 4,5 bilhões foram movimentados. Portanto, o avanço tecnológico e a chegada dessas novas tendências só vão acrescentar ainda mais tempero ao poker online - o que é bom para todos os envolvidos nesta indústria.


Brasil como um dos melhores do mundo

Com o crescimento do poker online, cada vez mais o Brasil terá motivos para se orgulhar de seu desempenho nas mesas digitais. Para André Akkari, um dos quatro brasileiros que já conquistaram um título mundial no World Series of Poker, o país está na elite do poker online.

Em 2018, o paulista fez um artigo sobre como o Brasil se tornou a maior potência do poker online. Em um dos trechos, o jogador escreve: "Nenhum lugar do mundo tem tantos times e com tantos talentos como no Brasil. Sim, existem times enormes pelo mundo, mas nenhum país singularmente possuí tanto empreendedorismo nesta área.”

Akkari continua: "Nós, todos juntos, levamos o poker brasileiro ao mais alto posto, somos os maiores nas mesas online, nas salas de aula reais e virtuais, no empreendedorismo deste jogo. Conseguimos o que nenhum outro país conseguiu, agora é hora de explodir ainda mais!"




O otimismo do jogador é perfeitamente justificável nos resultados apresentados pelos brasileiros. Segundo dados do PocketFives, site especializado em ranking no poker online, o país tem 15 jogadores entre os 100 primeiros do mundo - algo que nenhum outro consegue ter.

Entre os brasileiros que estão na parte superior do ranking, vale a pena citar dois em específico: Bruno Volkmann e Geraldo Cesar. O primeiro citado é um ex-jogador de tênis de Santa Catarina que vem dominando as mesas online há tempos.

Volkmann, atualmente, está na 12ª colocação do ranking mundial e pode se tornar mais um brasileiro a assumir a ponta do ranking - o último que conseguiu foi o mineiro João Simão, que ainda segue na ativa e é um dos melhores do mundo. Já Cesar também é de Santa Catarina e neste ano chegou a ocupar o top 15 do ranking mundial. Atualmente, o atleta catarinense tem a 25ª posição do mundo.

O Brasil está no caminho certo quando o assunto é poker online e não há nenhuma dúvida sobre isso. Como uma força consolidada, o trabalho provavelmente continuará sendo muito bem feito para o país alçar voos ainda maiores. O melhor é que o crescimento do poker online vai impulsionar toda essa potência.




sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Como Jogar Par de Reis


As melhores formas de jogar

 um par de reis no pré-flop e flop




Aprenda como jogar um par de reis em spots complicados, como pré-flop e flop e quais as melhores ações de jogo nesses casos.

Entenda alguns flops e como eles afetam a sua mãos, e ainda as melhores linhas de pensamento em que você pode realizar ações de jogo para cada uma das escolhas que realizou pré-flop.

Aprenda estratégias algumas das situações que podem comprometer seu jogo quando joga par de reis nas posições iniciais.

Em uma situação ideal, você só deveria ganhar potes grandes quando joga com posição. Mas a real em mesas de poker é diferente, as situações complicadas aparecem quando você está nas posições iniciais e recebe uma mão que costuma resultar em grandes potes, tal como o par de reis.

Quando você tem uma boa posição para jogar potes pequenos, mas recebe uma mão que constrói grandes potes, você está sujeito a cometer erros muito caros.

Como jogar um par de reis no poker em diferentes situações

A melhor estratégia nestas situações depende muitas vezes dos jogadores que você está enfrentando. Entenda formas de jogar um par de reis em situações que podem comprometer seu jogo:

Pré-flop:
A forma como você escolhe jogar a mão pré-flop vai ditar as escolhas que você terá que tomar pós-flop.

Seu objetivo com par de reis numa posição inicial pré-flop é controlar o tamanho do pote e recolher informação sobre as mãos dos seus adversários.

Open Raise:
A forma de jogar esta mão é abrir o pote com um raise. Subir a aposta de uma posição inicial dá aos seus adversários a impressão que tem uma mão premium.

Isso vai dar equidade para desistir (fold equity) e geralmente leva o pote com uma continuation bet.

Normalmente, os jogadores que dão call neste caso ao seu raise pré-flop, estão à espera de conseguir vencer a mão com o flop e de conquistar um pote grande.

Estes jogadores estão à espera que você esteja “muito à frente ou muito atrás” na mão e estão dispostos a desistir caso não acertem no flop.

A menos que você acerte um monstro ou esteja jogando contra um adversário fraco que não consiga desistir de suas cartas, você não quer seus adversários pagarem apostas até ao river.

Se tudo o que conseguir atingir é um over pair, então não tem uma mão que lhe dê garantias para jogar um grande pote. Controle o pote para mantê-lo com um tamanho pequeno ou médio.

Limp-reraise:
Um limp-reraise é muitas vezes usado nas situações onde o jogador nas posições iniciais faz limp com o seu par de reis e espera que outro jogador faça raise. Quando a ação regressa, ele faz um reraise grande.

O problema desta estratégia é que só é eficaz contra adversários muito fracos ou imprudentes.

Um limp-raise é a demonstração de muita força. Qualquer jogador minimamente decente assume que as suas mãos mais prováveis são AA, KK, QQ e talvez A-K ou JJ.

Por outras palavras, um limp-raise com KK vê sempre um call ou all-in de AA e raramente vê outras mãos darem call. Não é atípico ver jogadores desistirem de QQ ou JJ para um limp-reraise.

A segunda desvantagem do movimento limp-reraise é construir um pote muito grande em que é forçado a jogar fora de posição no resto da mão.

O último problema em usar o limp-reraise é o risco de mais nenhum jogador fazer raise na mão depois de você fazer o limp.

De um modo geral, a menos que você esteja jogando contra um jogador maníaco ou que tenha uma imagem na mesa complicada o suficiente para os outros jogadores o colocarem numa outra mão sem ser as 5 mãos premium, você deve evitar fazer limp-raise.

Limp-Call:
Outra opção que você tem é a de fazer limp e dar call a um raise de um adversário. Infelizmente, é raro encontrar um flop que você vá gostar.

Este é exatamente o movimento contrário aos mais teóricose deve ser usado para alternar o seu jogo. Se ninguém fizer raise, você estará na presença de um flop com vários adversários e sem informação das suas mãos.

Nesta situação, você quer jogar um pote pequeno visto que tem muitas chances e estar atrás.

Se alguém fizer raise e você for um dos jogadores que dá call, você está com uma boa mão. A hipótese é que você vá para o flop com a melhor mão e a força da sua mão está bem disfarçada.

O Flop:
Umas das coisas que você deve ter em atenção neste artigo é a correlação de suas decisões pré-flop com as opções que tem no pós-flop.

Uma vez que listar cada decisão no flop faria você ficar mais confuso e não pensar na decisão principal, agrupamos os flops nos principais grupos distintos.

Entenda alguns exemplos desses flops e do que eles significam para você.

Com essas estratégias você vai estar mais preparado diante do oponente e poder buscar maiores resultados com melhor desempenho nas mesas de poker.

Confira como as decisões do pré-flop podem se relacionar com situações pós-flop e como resolver cada uma delas para os melhores resultados na mesa de jogo:


Acerta num monstro:








Numa situação destas, você tem o nuts. A única coisa com que se deve preocupar é conseguir manter o máximo de dinheiro no pote.

Se fez raise pré-flop, a sua melhor opção é abrir com uma aposta.

Na maioria das vezes, seu oponente desistirá. Mas as vezes que você recebe call ou que consegue jogo de volta vão valer a pena.

Se fez limp em pré-flop, você pode optar por apostar ou deixar que seu adversário assuma o pote. No melhor cenário ele tem AA ou AK e pensa que lhe está fazendo uma armadilha.

Se você fez limp-raise, provavelmente não irá receber call de ninguém. Só um jogador com uma trinca de noves ou de dois e pense que você tem AA ou AK lhe pode pagar.

Pode ter sorte e apanhar um jogador bastante agressivo de AK e que lhe pague umas apostas.


O Flop tem um Ás:









É sempre bom flopar o nuts

Esta situação pode ser muito complicada. Se você tem KK num flop similar ao que aparece acima, só tem um par médio.

Se Você fez Limp:

Se foi em limp para este pote com vários jogadores, então desista da idéia de jogar um pote grande nesta situação.

Num pote com limpers, especialmente em limites baixos, é quase certo que algum jogador com um ás tenha acertado no flop.

Jogue a mão da mesma forma como se tivesse segurando um par de dez sem kicker.

Se você foi a jogo com um open-raise:

Se você foi a jogo fazendo um raise, então tem que ficar preocupado.

Mas não fique pronto para jogar as cartas fora porque o range de mãos que os jogadores lhe deram call incluem muitas mãos que ainda estão atrás da sua.

Mais uma vez, você não deve procurar jogar um pote muito grande com esta mão. Os únicos dois erros que pode cometer são:
- Abandonar completamente a mão sem que o seu adversário tenha mostrado força.
- Fazer 3-bet e jogar um pote muito grande.

Tente levar o pote. Se o seu adversário quer continuar em jogo, pare e mantenha o pote pequeno.

Considere desistir, mas não desista facilmente (o que significa que se as odds continuarem a ser atractivas, dar call a apostas pequenas pode valer a pena).

Se fez reraise:

Se fez reraise e encontrou um flop destes, então pode estreitar o range de seu adversário.

Existe uma pequena possibilidade de ele ter AA (mas a maioria dos jogadores teriam ido all-in pré-flop quando você fez reraise, ainda para mais com um ás no flop as probabilidades são diminutas). Existe também a possibilidade de ter QQ, JJ ou AK.

Apesar de existirem várias mãos que o seu adversário possa ter, dependendo do seu estilo de jogo, muitas vezes estas mãos vão estar no seu range.

Se ele tiver QQ ou JJ, ele está preocupado com AA, KK ou AK. Se tiver JJ está também preocupado com QQ. Isso significa que existe uma boa possibilidade de você levar o pote com uma aposta.

A menos que tenha uma muito boa razão para isso, nunca deve dar call ou fazer reraise a uma aposta do adversário.

Se o seu adversário der call à sua aposta, então também deve ficar preocupado. Não existem assim tantas mãos que dão call a esta aposta e que você continue à frente.

Se ele tiver QQ ou JJ e der call, então seu adversário quer manter o pote pequeno. Isto é bom para você. Se por outro lado, seu adversário não mostra sinais de fraqueza e está disposto a dar call, fazer raise e apostar, então deve desistir da sua mão.

Mesmo que exista sempre a possibilidade de ele estar fazendo bluff, um pote desse tipo normalmente não vale a pena fazer um hero call. Seu investimento é pequeno e você não tem uma mão assim tão forte. Se alguém lhe quer fazer bluff nesta situação, então você deve deixar isso acontecer.
Um ás no flop pode deitar tudo a perder


No flop você tem Overpair:








Se você tiver no flop um overpair, na maioria das vezes você tem a melhor mão.

Se fez limp neste pote, ainda existe uma grande possibilidade de você estar à frente, mas qualquer jogador que dê call neste pote deve ser suspeito.

Podem ter um draw, par alto ou um over pair mais pequeno, ou então flopou algo grande como uma trinca. Continue jogando com precaução.

Se você fez raise ou reraise em pré-flop, existem muitas hipóteses de ter a melhor mão.

Existem muito poucas mãos com que você tem que se preocupar no range dos jogadores que lhe deram call ao raise.

Infelizmente irá ver alguns adversários a apostarem com QQ ou se acertaram uma trinca. O que significa que irá quase sempre ganhar um pote pequeno, às vezes um pote grande, e também, perder às vezes um grande pote.

A menos que você conheça mesmo bem seu adversário, nos limites mais baixos é quase impossível fugir de uma trinca.

Muitos jogadores sobrevalorizam as suas mãos e estão dispostos a ir all-in com A♠ T♠, o projectos como K♣ Q♣ ou um par como J♥ J♦.

Uma vez que existem mais mãos deste gênero do que trincas ou dois pares (e ases), você não irá estar sempre a pagar quando seu adversário tem uma trinca.

Coloque em prática estratégias para ganhar no poker online

O maior problema em jogar KK em posições iniciais é a tendência que você tem para estar na mão ou muito à frente ou muito atrás no flop. Nestas situações você irá ganhar ou perder vários potes grandes.

Mas a menos que você esteja cometendo muitos erros, KK deve lhe dar a longo prazo grandes quantidades de dinheiro.

A melhor forma de maximizar o lucro da mão é manter o pote pequeno quando sua mão é mais vulnerável.



terça-feira, 1 de outubro de 2019

Saiba se Defender de C-Bets


Defesa Contra Continuation Bets


O QUE É CONTINUATION BET?
 PARA QUEM AINDA NÃO SABE, TRATA-SE DA APOSTA FEITA NO FLOP APÓS VOCÊ TER DADO RAISE ANTES DO FLOP.



Todos sabem que a continuation-bet (c-bet) é uma parte importante da estratégia do Poker. É uma ferramenta bem conhecida e aplicada pela maioria dos jogadores em algum momento. Como muitos aplicam c-bets, é fundamental saber como se defender.

Ao se deparar com uma c-bet, tenha em mente que a maioria dos flops erram a maioria das mãos, principalmente em potes com somente 2 jogadores. Mas para se defender bem é necessário leitura do vilão.

Caso não possua um programa de estatísticas, preste atenção nas mãos em que não estiver envolvido e observe a frequência com que seus adversários aplicam “continuation bets”. Essas c-bets são de que valor? Meio poet, 2/3 do pote, do tamanho do pote? Lembrar esses detalhes fará diferença quando enfrentar esse jogador.

Um bom jogador fará “continuation bet” em pelo menos 50% das vezes em que é o raiser pré-flop, podendo chegar a 75%. Com essa frequência é difícil identificar quando ele tem ou não uma boa mão. Jogadores que fazem c-bets menos que isso geralmente só o fazem se acertam algo, quando possuem um draw forte ou seguram um par feito na mão. Já os que usam esta tática em mais de 75% dos flops, geralmente o fazem com quaisquer duas cartas, tendo acertado ou não.

Para decidir o que fazer, considere a freqüência de “continuation bets” do oponente e o valor da aposta. Por exemplo, caso o oponente tenha 95% de c-bets e sempre aposta o tamanho do pote, não se assuste quando ele fizer o mesmo contra você, pois ele irá fazer. Já se o jogador aplica apenas 25% de “continuation bets”, o ideal é continuar na mão somente se tiver acertado algo forte.

Sendo assim, teremos basicamente três situações no flop.

1: Acertou bem o flop ou o nuts

O melhor cenário possível. Você terá um maior par com maior kicker, trinca, sequência, flush, etc. Em um pote cheio de oponentes, uma boa opção seria dar call para atrair o call de outros vilões, tornando o pote maior. Um raise provavelmente isolará apenas 1 vilão, e esse não é o objetivo. O call também pode induzir o vilão a blefar ou semi-blefar uma segunda vez (second barrel).

Outra linha é dar raise após uma “continuation bet”. Nesse caso o oponente só continuará na mão se tiver acertado algo como um par ou um draw.

Entre as duas linhas, geralmente a mais recomendada é o call, mas você pode variar entre call e raise dependendo da situação. Exceção ocorre quando bater um A no flop, pois em geral o vilão com par alto estará disposto a colocar muitas fichas no pote, então você pode jogar mais agressivo.


2: Acertou parcialmente o flop ou possui draw forte

Nessas situações a leitura é muito importante. Se o oponente aplica “continuation bets” com frequência, o mais apropriado seria dar call e reavaliar a situação no turn. Caso não apareça nenhuma carta perigosa (scary card) ou o vilão demonstrar fraqueza como dar check, ou uma aposta fraca como 1/3 ou 1/4 do pote, tomar a liderança poderá te dar o pote. Muitos oponentes jogarão check/fold caso não tenham conseguido roubar o pote no flop. Caso você seja pago, ainda terá alguns outs para melhorar a sua mão, podendo reavaliar a situação nas próximas rodadas.


3: Não acertou nada ou possui draw fraco

O mais indicado é optar pelo fold. Considere o call se tiver odds favoráveis, por exemplo se a aposta do oponente for pequena. Outra opção é usar a técnica “float”, que consiste em pagar como um blefe e no turn acelerar o jogo. Mas usar esta estratégia sem nenhuma leitura será prejudicial a longo prazo, por isso o fold é a melhor opção caso não possua odds adequadas.

Neste artigo discutimos como agir quando estiver encarando uma continuation-bet do oponente. Saber quando lutar pelas fichas e quando largar vai depender não só das cartas que possui mas principalmente do histórico do oponente, e sua leitura da mão específica.