quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Organizando o Poker em Casa


Torneio de poker em casa:

Como organizar o seu Home Game.




por Rafael H.


De modo geral, durante um torneio de poker em casa, geralmente há uma atmosfera amigável. Entretanto, mesmo assim nem todos sabem quais as melhores práticas sobre como organizar um torneio de poker em casa.

Neste sentido, no artigo de hoje nós fornecemos os top conselhos para você arrasar em seu home game.


DICA: Se você estiver querendo jogar online. lembre-se: acessando pelos links do blog você tem um bônus de $30 dólares em primeiro depósito no Poker Stars, $88 dólares no 888 Poker ou $30 no Party Poker, acessando pelos links do Blog.


Home Game: dicas sobre como organizar o seu Torneio de Poker em Casa

Dependendo de quantas pessoas vêm, você precisa de mesas e cadeiras suficientes para um torneio de poker em casa.

Nós todos preferimos jogar em uma mesa de poker real, mas é claro que isso não está à sua disposição para os primeiros torneiros.

Entretanto, se você realmente quiser levá-lo a sério, pode alugar todos os materiais de poker através de uma série de sites na internet, incluindo mesas de poker profissionais.

Outros requisitos para torneio de poker em casa são cartas e fichas de poker. Se você quiser jogar com cartas de baralho de qualidade, é melhor optar por cartas de plástico que são um pouco maiores que a média.

Estas cartas são um pouco mais caras, mas geralmente também duram mais. Já as fichas de poker vêm em diversas cores e tamanhos.

Por fim, um dealer pode ser escolhido na forma de um jogador ou na forma de um botão. O botão dealer é a variante mais popular, porque todos podem participar do jogo. Aqui está uma breve visão geral do que você precisa para um torneio de poker em casa:

Mesa de poker + cadeiras
Cartas de Poker
Fichas de poker
Opcional: um botão do dealer

Escolher o tipo de Poker


No início do torneio de poker, deve estar claro para cada participante qual variante de poker é usada em seu torneio de poker em casa. Você pode escolher entre Texas Hold’em, Ohama Hi / Low, Stud Poker, Razz Poker, entre outros.

Estruturas do torneio

Aqueles que organizam um torneio de poker em casa terão que pensar cuidadosamente sobre a estrutura escolhida. Abaixo você encontrará as opções:
Freezout: Esta estrutura é usada durante os torneios profissionais de poker. No início do torneio, todos recebem uma certa quantidade de fichas e sem re-buy. Você está ficando sem fichas? Então você está finalmente fora!
Rebuy: Esta estrutura é mais fácil de usar do que a estrutura Freezout. Todos recebem um certo número de fichas no início do jogo com a opção de comprar fichas adicionais durante o jogo. Para evitar que o jogo de poker demore muito, você pode definir certos limites de tempo, por exemplo, que um rebuy é possível por no máximo 1 hora. Este é usualmente a estrutura optada por quem quer jogar poker em cada. Adicionalmente também pode-se colocar um add-on em determinada altura do jogo.
Shout out: Esta estrutura é mais importante para os grandes torneios de poker. Os primeiros três vencedores da mesa avançam para a próxima rodada.
Pagamento garantido: Neste tipo de estrutura, uma quantia mínima de prêmio por participante é garantida.
Mixed: Durante este torneio diferentes variações de poker são jogadas por rodada, pense em Texas Hold’em, Ohama High / Low e, por exemplo, Seven Card Stud.

A escolha da estrutura pode depender mais dos participantes, do número de jogadores, da experiência dos jogadores, do orçamento dos jogadores e da atmosfera em que você deseja que o torneio ocorra. Existem mais estruturas possíveis, mas estas são as mais comuns.

Regras relativas ao pagamento

As regras relativas ao pagamento irão influenciar o comportamento de jogo de um torneio de poker em casa. Você pode escolher distribuir todo o prêmio em dinheiro para o primeiro vencedor.

Deste modo, todo mundo vai para o primeiro lugar, tornando o estilo de jogo da maioria dos jogadores mais agressivo.

Outra possibilidade é premiar os primeiros 2 ou 3 vencedores (no caso de 9 jogadores) com um prêmio. Neste caso, o estilo de jogo da maioria dos jogadores se torna mais quieto e mais pensativo, porque eles também podem ficar In the Money mesmo sem ficar em primeiro.

Você também terá que pensar se irá trabalhar com ou sem Buy-in. Um buy-in é aquilo que os participantes devem pagar de entrada antes do jogo. Isto é recomendado quando se joga com jogadores experientes, mas não com principiantes.

Velocidade dos BLINDS

A altura do small blind e do big blind determinam o rumo do torneio de poker em casa. É aconselhável fazer um cronograma cego, no qual você indica exatamente o quão alto é o big blind e o small blind.

Se os participantes são principalmente iniciantes, é melhor trabalhar com um big blind baixo e fazer com que os níveis durem um pouco mais (15 a 30 minutos).

Vamos fazer uma sugestão de Blinds para você que deseja ter uma boa jogabilidade em seu Home Game e todos os seus amigos estão iniciando no poker. Nesta estrutura todos os jogadores iniciam com 2000 fichas e os Rebuys são permitidos durante as primeiras duas horas de jogo. Veja abaixo os blinds:

1º Nível: 10 / 20
2º Nível: 20 / 40
3º Nível: 25 / 50
4º Nível: 40 / 80
5º Nível: 50 / 100
6º Nível: 150 / 300
7º Nível: 250 / 500
8º Nível: 300 / 600
9º Nível: 500 / 1000
10 Nível: 750 / 1500
11º Nível: 1000 / 2000
12º Nível: 1500 / 3000
13º Nível: 2000 / 4000
14º Nível: 2500 / 5000
15º Nível: 3000 / 6000
16º Nível: 5000 / 10.000


Seguindo essa estrutura, com BLINDS a 20 minutos, seu Home Game vai durar cerca de 4 – 5 horas. Se quiser que seja mais rápido, você pode colocar BLINDS de 15 minutos.

Divisão das fichas

Você pode dividir as fichas da maneira que achar melhor para o seu torneio de poker em casa. No entanto, se você seguir a nossa orientação de BLINDS, sugiro que você comece com o equivalente a 1500 ou 2000 fichas (se quiser um jogo mais deep).

Eu particularmente recomendo que no seu torneio de poker em casa você utilize a seguinte estrutura em que cada jogador começa com o valor de 2000 em fichas:
10 Fichas brancas no valor de 10
4 Fichas verdes no valor de 25
6 Fichas vermelhas no valor de 50
5 Fichas pretas no valor de 100
2 Fichas azuis no valor de 500

A comunicação antes e durante o torneio

A comunicação é importante para a imparcialidade do torneio de poker em casa e a atmosfera durante os jogos.

Desta forma, é aconselhável comunicar claramente a variante de poker escolhida, estrutura de poker e outras regras de poker para os participantes. As regras podem se comunicar da seguinte maneira:

Lista de Whatsapp ou Grupo de amigos
Grupo no Facebook
Via e-mail que é enviado antes do torneio.
Através de um documento que é entregue antes do torneio.
Alguém que explica as regras para os participantes antes do torneio. Isso geralmente leva tempo extra.


É importante que você pergunte sempre antes do torneio se as regras são claras para todos. Então ninguém pode dizer depois que algo não estava claro.

Além disso, é sempre melhor responsabilizar alguém pelo torneio de poker em casa. Alguém que está no comando do torneio de poker e garante que o jogo de poker é justo, a atmosfera permanece boa e também pode ser a pessoa designada para rebuys durante o jogo.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

High Roller com Phil Ivey







domingo, 15 de dezembro de 2019

Relação de Dinheiro Grátis Ativos em Dezembro / 2019





Relação de Dinheiro Grátis

Ativos em Dezembro / 2019














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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Anotando na Hora de Blefar


A importância das anotações na hora de blefar




por Ramon Sfalsin


Hoje, falarei sobre conceitos práticos, no pós-flop, de como as anotações são importantes na hora de definir a melhor linha estratégica para blefar.

Para entender as linhas técnicas é de suma importância entender novamente o conceito de “valor”. Muitos jogadores cometem o erro de apostar só porque acham que estão ganhando a mão, porém, apostar representa força e pode fazer o oponente desistir de todas as mãos fracas que estávamos ganhando. Claramente, não é isso que queremos. Um dos nossos objetivos é sempre manter as mãos piores do oponente no pote, pois são delas que tentaremos ganhar mais fichas. Portanto, “apostar por valor” é quando no range de call do oponente estão mais mãos que estamos ganhando do que perdendo.

Agora vamos falar de três linhas mais comuns quando o jogador é o agressor pré-flop:


BET/BET/BET

Essa sem dúvidas é a linha padrão mais forte no poker. O jogador que aposta no flop, turn e no river, provavelmente, tem uma combinação muito forte ou simplesmente está blefando, pois mãos de valor médio tendem a jogar passivamente, controlando o pote, em alguma das rodadas.

É muito incomum um jogador apostar no flop, turn e no river com A-3 no board A-J-2-8-7, sendo bem nítido que o kicker é muito fraco e as chances do oponente ter uma mão melhor são enormes (top pair, dois pares e trincas). A tendência é que o jogador passe a vez no flop ou turn para controlar o tamanho do pote, mostrar fraqueza e manter as mãos piores do oponente em jogo, como J-X e pares médios, para tentar extrair fichas dessas mãos no river. Se o jogador apostar no flop e no turn, a tendência é pedir mesa quase 100% das vezes no river, por causa do kicker.

Portanto, fica bem nítido que essa linha geralmente é uma combinação forte ou um blefe tentando representar força.





BET/CHECK/BET

É bem simples entender o porquê essa linha geralmente é valor. Se o jogador apostou no flop com nada e quisesse insistir no blefe, ele apostaria novamente no turn, pois não faz muito sentido passar a vez no turn, mostrar uma certa “fraqueza” e apostar no river blefando.

Por exemplo: damos raise pré-flop, apostamos no flop A♦ 5♠ 2♥ e o adversário paga. As mãos mais prováveis que o adversário pode ter nessa situação são A-X, pares médios e trincas. O turn é um 7, ambos passamos a vez e o river é um 3. Quais as chances do adversário desistir para uma aposta com qualquer uma das mãos que definimos para ele no flop depois que mostramos uma “passividade/fraqueza” no turn? Se quiséssemos blefar, representando um top pair, dois pares ou trinca, não seria melhor apostar novamente no turn? Portanto, fica evidente que esta linha na grande maioria das vezes é uma mão de valor.



CHECK/BET/BET

Um bom jogador de poker não vai apostar somente quando tem uma boa mão, pois ele sabe que em muitas situações uma aposta pode representar força, espantar quase todas as mãos do oponente e consequentemente ganhar o pote.

Depois de ser o agressor pré-flop, o jogador inteligente raramente vai passar a vez no flop com a intenção de tentar blefar no turn ou no river contra um jogador fraco ou desconhecido, pois passar a vez mostra fraqueza para este tipo de adversário e aumentam as chances do blefe não funcionar.

Há muitas flops que não acertam a maioria das mãos do oponente. Por exemplo, demos um raise no meio da mesa, o adversário no big blind paga. O range padrão de call do oponente aqui é algo como 22-TT, AT+, KQ, KJ, QJs, JTs, T9s, 98s, 87s. O flop é A-7-3 rainbow (três naipes diferentes), o adversário passa a vez e nós apostamos. Percebam que, independente do que temos, apostar coloca o oponente em uma situação complicadíssima se ele não tiver pelo menos um par de Setes, e na maioria das vezes ele não terá, portanto. Mesmo que não tenhamos acertado, apostar para blefar aqui é muito lucrativo. O jogador que foi o agressor pré-flop e não aposta nesse excelente flop para blefar, obviamente terá uma mão média ou monstra tentando confundir o oponente, mostrando “fraqueza”, para tentar extrair mais fichas no turn e no river.

Apesar de incomum, há jogadores fracos que dão raise pré-flop e desistem da mão no flop quando não acertam nada, mas depois que o oponente passa a vez novamente no turn, tentam roubar o pote desesperadamente.




Agora vamos para o exemplo mais comum que ocorrerá centenas ou milhares de vezes na vida de vocês.

Nesse exemplo, os blinds são 75-150, optamos por aumentar para 350. Somente o jogador no big blind paga.

Pergunta: Qual a melhor linha para blefar nesta situação? A resposta é: depende.

“Poxa, Ramon! Mas sempre ‘depende’?”

Sim. Os três principais pontos para determinar qual linha adotar são:

— Padrões de valor do oponente.
— Seus padrões de valor na visão do oponente.
— Metagame.

Enfrentando um jogador que não tem muitas tendências de fazer jogadas mirabolantes ou entrar em guerra psicológicas complexas, optar pela linha que o oponente faria com a maioria das mãos de valor no seu lugar será a melhor escolha. Se você viu seu oponente optar pela linha bet/check/bet com Q-J em um bordo J-8-2-8-3, a melhor opção para blefar será obviamente a mesma linha.

Se você viu seu oponente optar por check/bet/bet com A-T no bordo A-6-6-J-5, provavelmente este jogador tem tendências da linha check/bet/bet e talvez essa linha mostre mais força contra ele do que apostar no flop e turn, pois você representa uma força muito extrema, polarizando entre mãos monstros (A-K, A-6, A-3, 6-6 e 3-3) e blefes. Sendo assim, o vilão pode cogitar muito mais blefes no seu range do que eventualmente uma mão fortíssima.

E depois de todas essas análises, ainda há a possibilidade do oponente estar em uma guerra psicológica tentando te confundir de alguma forma, seja fazendo o inverso ou até mesmo a jogada padrão. Cabe a você, em cada situação especificamente, fazer a leitura e determinar em qual linha psicológica o oponente está.

Fonte: CardPlayer


quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Quanto custa para jogar um Torneio de Poker?

Quanto custa para jogar um torneio de poker?




por Montanha


A pergunta que dá título a esse texto não tem uma resposta simples. Em geral, os torneios possuem o valor de entrada, conhecido como buy in, estabelecido pelo total mínimo de premiação garantida naquele evento. E é justamente o tal garantido o principal chamariz que os clubes usam para atrair os jogadores, simplesmente afirmando que caso eles não atinjam o montante prometido de prêmios o valor será completado pela organização.

É claro que em muitos torneios os jogadores se veem forçados a pagar mais do que apenas o buy in, afinal, diversas estruturas disponibilizam um add on após um determinado período de níveis, além da possibilidade do participante já entrar com um buy in duplo, isso sem contar as malfadadas taxas que se tornam praticamente obrigatórias.

Nas grandes séries os tais add on são difíceis de acontecer. Na WSOP, por exemplo, desde a criação dessa que é a Copa do Mundo do poker, o main event tem o valor de US$ 10 mil e no ano passado o campeão John Cynn levou para casa US$ 8 milhões. No BSOP Millions, uma das grandes séries brasileiras, o buy in do principal torneio era de R$ 3.000, mas na última edição foi de R$ 3.500 e o campeão, Leocir Carneiro, recebeu R$ 1.185.830.

Com valor bem mais acessível e premiação tão interessante quanto, o KSOP é sempre uma boa indicação para aqueles que procuram um evento grandioso, garantidos altos e entradas mais econômicas. A série está de volta a São Paulo nesse mês, no hotel Whyndham Garden Norte, com um total de R$ 2,5 milhões garantido em prêmios, somente no main event R$ 1 milhão será destinado a premiação, com um buy in de R$ 1.800.

Mas nem todo apaixonado pelo poker pode dispor um valor alto para competir em um bom evento. Pensando nisso o HomeGame Club, localizado na Rua Clélia, no bairro da Lapa, em São Paulo, organizou um torneio com um valor de buy in bem baixo em relação ao garantido de R$ 100 mil, sendo R$ 25 mil prometido ao campeão.

Chamado de 100Kabimento o torneio terá um valor de entrada de R$ 50, com um add on de R$ 80. Serão disputados 13 turnos classificatórios entre os dias 14 e 21 de maio, sendo que no próprio dia 21 o funil vai apertar e vamos conhecer o grande campeão. A oportunidade é muito boa para quem veio até São Paulo e não se deu bem no KSOP tentar recuperar o ferro nesse clube recém-inaugurado na Terra da Garoa e que pensou também na locomoção dos jogadores, subsidiando R$ 15 do Uber para os jogadores que se locomoverem até o endereço deles na Rua Clelia, 1769. Para ter o desconto é necessário acessar o endereço homegameclub.com.br/Uber.

“Fizemos essa parceria com a Uber para o período do 100Kabimento. Gostaríamos muito que o público que veio a São Paulo jogar o KSOP conhecesse a nossa casa. E para quem não pode jogar a final, a opção é o 30Kamarada na sexta. São só R$ 70 reais de buy in. Esse é o torneio chefe do HomeGame e simboliza a nossa ideia de garantidos alto com buy in baixo, a democratização, o bom humor e nosso bom atendimento. Nossos clientes são nossos amigos, o ambiente de camaradagem tem que imperar sempre, contou o jornalista Julio Gomes, um dos proprietários da casa.

Colega de profissão, ele é um entusiasta do poker e não mede esforços para agradar os atletas da mente. “Temos um conceito diferente. Queremos abraçar os jogadores regulares e também iniciantes, recreativos. Torneios como o 100Kabimento permitem essa fusão, essa comunhão”, disse o patrão que também revelou que nesse torneio vai ter prêmio para chip leader no break durante os classificatórios e promoção de chope e cerveja”, completou.

Eu já estive no HomeGame algumas vezes, inclusive na inauguração onde foi realizada uma grande festa. A casa dispõe de 27 mesas prontas para receber o joguinho, portanto, espaço não vai faltar. Eu vou estar no KSOP e também lá no 100Kabimento e recomendo que façam o mesmo, mas antes deixo um questionamento.

O amigo leitor prefere os torneios com buy in baixo, ou os mais caros e fields reduzidos? Acho que a resposta depende muito da estratégia do jogador, da mentalidade dele e, acima de tudo, do bolso de cada um. Vale lembrar também que um dos pontos cruciais para ser lucrativo nesse esporte da mente é respeitar o bankroll e não disputar aqueles torneios onde a pressão do dinheiro vai fazer a diferença nas atitudes tomadas na mesa.




segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Negreanu e os Quatro Perdedores


Daniel Negreanu polemiza ao apontar quatro craques “perdedores”; entenda




Por Gabriel Grilo


Se Daniel Negreanu não teve tanto destaque por grandes resultados nos últimos meses, nas redes sociais o “Kid Poker” não consegue ficar muito tempo longe de uma polêmica. Na mais recente, o craque recebeu muitas críticas ao apontar jogadores “perdedores”.

Em um podcast, Negreanu foi perguntado quais jogadores, no Top 100 dos mais premiados em torneios ao vivo, estariam no prejuízo. O canadense apontou Isaac Haxton, Dominik Nitsche, Sean Winter e Dan Shak como aqueles que, apesar dos milhões conquistados, podem estar no prejuízo.

Não demorou para que o assunto gerasse grande polêmica no Twitter. Afinal, ninguém tem os números exatos de buy-ins dados por cada jogador, então como afirmar que certos nomes não estão no lucro? A declaração não pegou bem com os citados.



Isaac Haxton, Dominik Nitsche, Dan Shak e Sean Winter, os “perdedores”

Shak foi um dos primeiros a reclamar. “Eu estava completamente no seu lado em muitos casos, mas quem é você para fazer julgamentos sem ter os dados”, escreveu. “Especialmente sem informações sobre rebuys. É um comentário maldoso logo após você acusar Shaun Deeb de fazer o mesmo. Se preocupe com seus próprios resultados.”

O alemão Dominik Nitsche preferiu ironizar a afirmação do canadense. “Deve ser por todos esses 300K sem rake que eu tenho jogado. Não existe valor nesses torneios.” Haxton e Winter ainda não se manifestaram publicamente sobre a declaração. Somados, os quatro citados possuem mais de US$ 67 milhões em resultados live.

Em meio a muitas críticas, Negreanu se defendeu dizendo que a intenção do comentário foi mal interpretada. “Todo jogador no top 100 é um excelente jogador. O ponto é mostrar quanta variância existe em torneios de poker quando alguns jogadores vencedores estão no vermelho mesmo com mais de US$ 10 milhões em prêmio. Eu elogiei esses jogadores no podcast, apontando como mesmo ótimos jogadores podem sucumbir à variância e ficarem no prejuízo após um longo período jogando torneios de poker”.



sábado, 7 de dezembro de 2019

Enganado em Cash Game


Enganado por jovem misteriosa, leigo se aventura em ‘cash game’ e perde aposentadoria




Por Felipe De Queiroz


Tudo começou com uma conversa despretensiosa em um shopping center de Bali; e terminou de maneira desastrosa numa mesa clandestina

O poker evolui e ganha adeptos ano após ano, impulsionado principalmente pela capacidade do esporte de divertir e entreter jogadores de todos os bolsos.

Todo mundo pode se divertir. Uma regra, porém, todos que estão no meio conhecem: jogos high stakes não são para qualquer um.

Quando essa máxima é descumprida, desastres podem acontecer, mesmo com jogadores experientes. Imagine, então, o que pode se passar não com um competidor mediano, mas com alguém que sequer conhece as regras do jogo. Foi o caso de um idoso australiano de 66 anos, descrito apenas como Joe.

Joe, que não tinha conhecimento nenhum de poker, sofreu um golpe envolvendo a modalidade. A história foi publicada em diversos jornais e portais locais da Austrália, nessa semana.

Joe, nativo da cidade de Perth, viajava para Bali, quando conheceu, em um shopping center, uma jovem local. Do encontro, nasceu rapidamente uma «amizade» que o levou à casa da menina para conhecer a ‘família’ dela.

Ao chegar à residência da jovem, os familiares da mesma se divertiam em um cash game. Convencido a participar, Joe fez buy-in de US$ 200.

Conforme o jogo corria, Joe seguia ‘brincando’ e os valores seguiam aumentando. Em um certo ponto, adentrou à mesa, um ‘homem de negócios’, muito bem vestido. Supostamente um magnata do ramo de gás e petróleo. Nesse momento, Joe jogava com dinheiro emprestado pelos familiares da garota.

A história, cada vez mais surreal, segue. E os valores aumentavam. Até o momento em que magnata apostou US$ 50.000.

Joe já não tinha mais dinheiro, mas ‘jogando’ sob a tutela da família da menina, foi aconselhado a não fugir de maneira nenhuma, pois estaria nuts – com uma mão invencível.

O senhor australiano, que certamente sequer conhecia o uso de tal expressão para mãos invencíveis, provavelmente não estava nuts (não que isso importasse no esquema). Ou melhor, estava sim nuts, mas em outro sentido, num sentido mais comum da palavra na língua inglesa, que significa ‘louco’.

Louco a ponto de ter sido convencido pelos familiares da menina a viajar de volta a Perth e sacar US$ 50 mil para bancar a aposta. Uma semana depois, estava de volta com o dinheiro, mas a situação foi ficando mais complexa.

Apesar da circunstância extremamente suspeita, o australiano não recebeu o dinheiro da aposta supostamente vencida, e foi convencido a bancar apostas ainda maiores para, finalmente, receber o dinheiro. O valor foi subindo e chegou a US$ 200.000.

Joe, novamente, voltou a Perth para buscar o dinheiro e bancar outra mão gigantesca. Ao entregar os 200.000, porém, seus «amigos» sumiram de vez. E junto o dinheiro. O australiano perdeu o equivalente a todas suas economias, base de seus rendimentos após a aposentadoria.

A regra é clara no poker: jogos high stakes não são para todos. Principalmente, os jogos falsos. Nesse caso, o cash game nada mais era que parte de um golpe. Mas uma coisa certa também, nenhum fã de poker cairia nesse golpe. Um pouquinho de experiência com as cartas não faz mal a ninguém.




quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Confrarias de Poker


O fenômeno das confrarias de poker




O poker já não é mais moda: se tornou uma parte integrante da vida de milhões de brasileiros, e Santa Catarina não é exceção.

Depois da grande explosão da década passada, estão surgindo pequenas confrarias onde turmas de poker se reúnem com regularidade para jogar e passar um bom tempo.

No início do passado mês de novembro, a revista Versar falou com os responsáveis do Floripa Poker Clube, que descreveram o fenômeno: um grupo de amigos que se junta para encontrar amigos e se divertir um pouco.

No dia dessa entrevista estavam cerca de 50 pessoas, mas poderiam estar bem mais. E a galera é bem diversificada; tem pessoas dos 18 aos 70 anos, dos mais diferentes níveis sociais, e tanto homens como mulheres.


Poker no clube ou poker online?

Claro que você pode jogar poker online através da internet e até ganhar dinheiro com isso.

Contudo, apesar dos seus atrativos, o jogo online não reproduz o prazer de bater um papo e defrontar seus amigos em uma rotina de diversão habitual.

Confederação Brasileira de Texas Hold’em aponta que serão cerca de 7,5 milhões os jogadores desta modalidade do poker no país.


Competições profissionais: BC e o BSOP

Além dos clubes e confrarias, Santa Catarina também vê nascer excelentes jogadores profissionais. Há algumas semanas, a revista Versar relembrou o antigo Floripa Open de Poker, que apareceu em 2007, no início da grande febre do jogo.

Mesmo se o Open não existe mais, a capital se tornou um centro do poker nacional, atraindo jogadores do Rio, de S. Paulo e do Rio Grande do Sul.

Além de Floripa, também Balneário Camboriú é outra “capital” do jogo, recebendo uma etapa do Brasil Series of Poker.


Mas esse jogo não é proibido pela lei?

Claro que ainda tem pessoas que desconhecem totalmente o poker e, pensando que é um jogo de azar, está proibido pela famosa lei de proibição dos cassinos que o Congresso está votando para revogar.

Na verdade, é claro que não é um jogo de azar, mas sim de estudo, atenção no detalhe e acima de tudo muito autodomínio da mente e das emoções.

E por isso mesmo, além das competições oficiais, tem torneios – inclusive em Santa Catarina – onde os prêmios podem atingir R$1 milhão. Tudo devidamente legalizado.

Se já pensou em experimentar, lembre-se: aprenda direito como jogar, pois se está pensando que é um jogo de sorte vai-se dar mal.




terça-feira, 3 de dezembro de 2019

A Inteligência Artificial e o Poker OnLine


A Inteligência Artificial do Facebook que poderia destruir a indústria do poker online




Por Victor Coifman


O jogo de poker exercita uma característica curiosa do ser humano: a habilidade de ser desonesto. Para vencer, os competidores devem analisar a maneira de jogar de seus oponentes e, muitas vezes, blefar, de modo que seus adversários desistam de disputar a rodada. Uma inteligência artificial mostrou que possui todas essas habilidades, e ganhou de uma mesa inteira de jogadores profissionais.

Segundo o MIT Technology Review, uma equipe da Carnegie Mellon University (CMU) e do Facebook utilizou toda essa inteligência artificial para derrotar seis profissionais bem sucedidos do esporte, na modalidade Texas Hold’em. Todos os perdedores já haviam ganhado mais de meio milhão de dólares em mesas de poker e eram personalidades conhecidas no esporte. Dentre essas pessoas, estava Darren Elias, que detém o recorde da maioria dos títulos do World Poker Tour, e Chris “Jesus” Ferguson, que ganhou seis títulos do World Series of Poker.

A nova tecnologia, chamada de Pluribus, jogou 5.000 mãos contra esses jogadores e ganhou mais do que seus oponentes. Em outro teste envolvendo 13 jogadores e 10.000 mãos, a máquina novamente saiu vitoriosa. O Pluribus adotou algumas estratégias surpreendentes, como a “Donk Bet”. Em várias ocasiões, blefou tão bem quanto os jogadores humanos.

O algoritmo foi tão bem-sucedido que os pesquisadores decidiram não divulgar seu código por medo de que ele pudesse ser usado para esvaziar os cofres das empresas de pôquer online. “Pode ser muito perigoso para a comunidade do poker”, diz Noam Brown, pesquisador do Facebook e ex-aluno da CMU que ajudou a desenvolver o algoritmo.

Um dos jogadores que estava presente na partida contra a máquina, Jason Les, disse que não conseguia descobrir as fraquezas do Pluribus: “Esta Inteligência Artificial era tão forte que você não conseguia encontrar nada para explorar e aproveitar”. Les relatou também que jogou bem contra a IA, mas foi “basicamente sortudo”, já que o software o pegou blefando várias vezes. Em compensação, afirmou que que a IA ​​lhe ensinou alguns truques: “Algumas das coisas que a máquina fez abriram minha mente para novas formas de jogo”.


Jogos como o xadrez são dados como uma maneira padrão de medir a capacidade da inteligência artificial, mas eles envolvem apenas dois jogadores e a maioria é jogada de tal forma que os movimentos de um oponente são visíveis. O poker, por outro lado, envolve uma mesa de vários jogadores e muitos movimentos possíveis.

“É alucinante”, diz Tuomas Sandholm, professor da Carnegie Mellon que ajudou a desenvolver o Pluribus. “Eu não achava que iríamos chegar onde chegamos – foi apenas há um ano que comecei a acreditar.”

Sandholm e Brown, em 2017, desenvolveram um programa de IA capaz de jogar poker contra um jogador apenas. Um programa capaz de derrotar vários jogadores seria muito mais complexo e era visto como quase impossível, já que o modo multiplayer não parece ter uma estratégia ótima a ser utilizada que garanta a vitória da máquina.

Então, no ano passado, a dupla desenvolveu uma técnica mais eficiente para explorar as possíveis combinações que acompanham cada carta distribuída. Não é possível considerar todas as mãos possíveis ou todas as estratégias possíveis que cada jogador está usando, pois muitos podem ser os cenários, mas a nova técnica reduz a pesquisa a um conjunto de possibilidades menor e mais fácil de gerenciar.

Outro diferencial da máquina é a simplicidade de seu sistema. Enquanto os algoritmos anteriores precisavam de complexos computadores, o Pluribus é executado em um único servidor.

A conquista é um importante marco para a inteligência artificial. Um programa de computador deve usar mais do que apenas computação bruta para vencer no poker. Também precisa de habilidade para negociar em circunstâncias incertas, usando os princípios da teoria dos jogos.

As técnicas usadas no poker têm muitos usos práticos, desde a precificação de produtos até a direção de carros autônomos em situações de tráfego intenso. Os algoritmos de estratégia também são potencialmente úteis em outros diversos contextos. O próprio Sandholm, por exemplo, tem uma empresa de consultoria chamada Strategy Robot, que trabalha em projetos de construção de softwares a serem utilizadas nas forças de defesa. Mas ele enfatiza que o código usado para o poker seria inútil nesses outros cenários, porque é programado exclusivamente para o jogo de cartas.

Vincent Conitzer, professor da Duke University e especialista em Inteligência Artificial e teoria dos jogos, diz que será importante ver se as técnicas empregadas podem ser aplicadas a outros jogos multiplayer. “Pode-se pensar que o poker multiplayer exigiria algumas técnicas fundamentalmente diferentes”, diz Conitzer. “O trabalho levanta muitas questões interessantes sobre a natureza dos jogos e configurações estratégicas.”

Brown diz que o Facebook não tem planos de aplicar as técnicas desenvolvidas para o poker de seis jogadores, embora possam ser usadas para desenvolver melhores jogos de computador.

Fonte: Insidly



domingo, 1 de dezembro de 2019

Acusado de Roubar no Poker


Sorte ou truque? Jogador é acusado de usar aparelhos para roubar no pôquer




por Fabrício Calado


Um fantasma assombra o mundo do streaming de jogos de baralho: o da falcatrua.

Há meses, Mike Postle, um dos mais bem-sucedidos jogadores profissionais de pôquer, está na mira de seus colegas de jogo. O motivo é que ele parece jogar bem até demais, sabendo exatamente em que momento dobrar a aposta, blefar ou sair do jogo. 

A história começou no Twitch, plataforma de streaming de jogos. É lá que o cassino Stones Gambling Hall, de Sacramento (EUA), faz transmissões regulares de partidas de Texas Hold'em (estilo de jogo popular de pôquer) em tempo quase real. 

As imagens vão ao ar com um atraso de meia hora, para evitar que um jogador receba informações sobre as cartas do outro. Até mesmo os comentaristas veem a transmissão com atraso.

Foi nessas condições, há alguns meses, que Postle começou a impressionar a outros jogadores e o público do Twitch por seu estilo muito eficiente de jogo. Ênfase aqui em "muito eficiente". 

Segundo o site de e-sports The Ringer, Postle costuma fazer US$ 1 mil por hora de jogo. Com o tempo, porém, a admiração começou a virar desconfiança. Postle parecia quase sempre parecia saber quais as cartas de seus oponentes, e ter a contra-jogada certa. Foi ficando mais difícil botar tudo só na conta da sorte.

O sinal amarelo foi aceso após um duelo entre Postle e a vlogger de pôquer Marie Cordeiro. Em uma sequência de jogadas que deixaria um médium intrigado, Postle praticamente adivinhou a hora certa de parar de aumentar as apostas contra Cordeiro: logo após as cartas de sua rival ficarem melhores que as dele. Ao todo, o jogador fez US$ 21 mil só naquela noite.


Fogo amigo

Por ironia, quem levantou a lebre de que talvez Postle estivesse jogando sujo foi uma das jogadoras contratadas pelo próprio cassino para comentar partidas. 

No início, Veronica Brill até admirava o estilo do americano, mas não demorou muito para desconfiar dele. Após a partida entre Postle e Cordeiro, em setembro passado, Brill comunicou à diretoria do Stones suas suspeitas. 

A empresa disse que investigou Postle e os envolvidos na transmissão do jogo, mas não encontrou nenhum sinal de trapaça. Inconformada, Brill procurou Joe Ingram, podcaster e youtuber de pôquer, com a história. E foi assim, logo depois do youtuber ter acesso à história, que a internet da jogatina veio abaixo.


Jogo jogado

Um tópico sobre o caso no fórum do site de pôquer TwoPlusTwo já tem mais de 21 páginas desde que foi criado, em setembro deste ano, e até hoje pipocam novos posts ali. Os usuários postam centenas de horas de vídeos de transmissões antigas de Postle jogando no Stones, tentando identificar em que momentos é possível ver quando e como Postle rouba no jogo. 

Depois de meses de barulho, a internet parece ter chegado a duas hipóteses populares, uma delas digna de filme de ficção científica. Postle teria conhecimento das cartas do seus oponentes com antecedência por meio de:

a) seu telefone, guardado discretamente no meio das pernas dele enquanto joga;

b) um fone de ouvido escondido debaixo de seu boné, que treme para comunicar a ele por meio de sinais neurais a mão de seu oponente (avisamos que era coisa de filme).


Também pode haver um comparsa na história: Justin Kuraitis, empregado do Stones, diretor do torneio de pôquer online e responsável pela equipe técnica que transmite as partidas. Após analisar horas e horas de vídeo, os "Xeroque Rolmes" da internet suspeitam que Postle teve várias mãozinhas de Kuraitis. Uma das provas, inclusive, é que Postle, não por coincidência, costuma perder mais nas ocasiões em que a transmissão não fica aos cuidados do diretor.


Cartas marcadas

Não é o primeiro escândalo de trapaça no pôquer. Em 2007, o site Absolute Poker teve de admitir que um usuário estava roubando no jogo após vários posts e análises de usuários do TwoPlusTwo indicarem ser matematicamente impossível um dos jogadores ganhar tanto sem ter conhecimento às cartas dos outros jogadores. Pouco depois, um escândalo parecido e envolvendo mais usuários com acesso privilegiado foi revelado no site Ultimate Bet, que vem a ser da mesma empresa dona do Absolute Poker.

Aí veio a bomba: em uma gravação de 1994, o campeão do World Series of Poker, Russ Hamilton, admitia estar por trás da fraude no Ultimate Bet, e também dizia que combinou com a diretoria de encobrir a história. Ao todo, calcula-se que os jogadores vítimas do esquema de fraude no Ultimate Bet perderam mais de US$ 20 milhões. É bem mais que os US$ 250 mil que se estima que Postle tenha ganhado. Mas aqui vale aquilo que todo fã de podcast de crimes não resolvidos já descobriu: se qualquer um pode tentar identificar e prender o bandido, pode ter certeza de que uma minoria barulhenta vai fazer isso.


Última cartada

Mais recentemente, Veronica Brill, quem primeiro denunciou o caso, e mais 25 pessoas entraram com uma ação na Justiça contra Mike Postle, o jogador mais sortudo do mundo (ou não mais), o Stones Gambling Hall e Justin Kuraitis, o diretor do torneio. A ação acusa Postle & cia. de fraude, enriquecimento ilícito e negligência, entre outros crimes, cometidos entre julho e setembro deste ano. Caso ganhem, a ideia dos autores é dividir o dinheiro da ação entre criadores de conteúdo de pôquer, que estariam entre as supostas vítimas da fraude.

Se a Justiça decidir que Postle, o cassino e a empresa de streaming têm culpa, será o maior escândalo de fraude na história das transmissões de pôquer. Não só isso: Postle e o cassino terão de pagar US$ 10 milhões cada um. Nunca o mundo do pôquer esteve tão ansioso para ver que cartas um jogador põe na mesa.

Fonte: Tilt