sábado, 12 de outubro de 2013

O Que os Jogadores de Poker de Verdade Sentem?


O Que Jogadores de Poker de Verdade Sentem?
Não deixe o poker dominar sua vida



Por Alan Schoonmaker - CardPlayerBrasil


Meu amigo estava deprimido e furioso. Ele estava em um período de perdas, e sua última sessão foi desastrosa. Por causa de duas bad beats, perdeu vários buy-ins. Ele me perguntou: “Você sabe o que jogadores de poker de verdade sentem?”


“Eu sou um jogador de verdade, então acho que sei”.

“Não, você não sabe. Eu nunca vi você se irritar com o poker. Jogadores de verdade se irritam de vez em quando. Eu sou um jogador de verdade, e o poker é o centro da minha vida. Muitas pessoas sentem o mesmo”.

“Pessoas que têm empregos ou outras maneiras de ocupar o tempo não são jogadores de verdade. Elas podem jogar bem, mas suas cabeças estão em outro lugar. Eu estudo constantemente, converso sobre estratégia e mãos o tempo todo, e faço tudo que posso para dominar o jogo”.

“Quando estou ganhando, fico alegre, sorridente e agradável com as pessoas”. Ele sorriu, quase riu, então continuou.

“Eu consigo aceitar a maioria das perdas. Sei que elas fazem parte do jogo. Mas quando eu perco dia após dia, quando meus draws não batem e minhas mãos não seguram, isso afeta tudo que eu penso e faço. Eu me descontrolo com pequenas coisas”.

Ele descreveu sua reação exagerada diante de um incidente trivial e falou: “Eu jamais teria feito isso se não estivesse tão aborrecido por causa dessa fase de perdas”.

Ele balançou a cabeça, dizendo: “Ainda bem que eu sou divorciado. Não sei como profissionais casados conseguem não ser malvados com suas famílias. Deve ser muito difícil para a esposa ou filho de um jogador de verdade. Eles querem atenção, mas, quando estou perdendo, não quero estar perto de ninguém. Isso afasta as mulheres. Quem quer estar do lado de um resmungão?”

“Deve ser mais difícil para as crianças. Eles nunca sabem quando papai vai evitá-las, gritar com elas ou abraçá-las. As esposas talvez se sintam da mesma maneira, mas conseguem lidar melhor. Crianças não entendem. Elas se perguntam: ‘Por que papai está tão bravo comigo? O que eu fiz de errado?’”

Eu perguntei: “Você não está dizendo que todos os jogadores de verdade são homens, está?”

“Não, claro que não. Mas, naturalmente, eu encaro as coisas sob uma perspectiva masculina. Eu fico feliz por não ter jogado poker pra valer quando minha filha era pequena. Eu poderia ter descontado minhas frustrações nela.”

“O problema tem ficado pior à medida que eu envelheço. Limitações físicas cercearam minha vida. Eu não esquio na neve, não jogo tênis, não faço mais canoagem, não corro 10 quilômetros, não vou atrás de mulher, não bebo ou faço outras coisas que eu costumava fazer. Eu estou aposentado há 10 anos e não quero voltar a trabalhar. Portanto, o poker é quase tudo que eu tenho para ocupar meu tempo”.

“Acho que ter uma fase ruim é a maior razão por que aqueles bons jogadores desistem. Eles ficam tão frustrados que pensar em jogar os deixa doentes.”

Você pode achar que eu estou exagerando, mas meu amigo disse isso e eu reportei com precisão nossa conversa. Se você tiver sentimentos similares, deve aprender a controlá-los e às suas reações.

Eu discordo da definição do meu amigo para jogador de verdade. Meus amigos e eu somos jogadores de verdade. Nós levamos o poker tão a sério quanto ele, mas não temos reações tão emocionais assim. Contudo, jamais me perguntei quem é ou não é um jogador de verdade. Eu me concentrei nas características de vencedores e perdedores, e a maioria dos vencedores consistentes não tem reações tão extremas.

Obviamente, não sei como eles se sentem por dentro, mas eles certamente não ficam tão visivelmente irritados. Eu duvido que você consiga ganhar consistentemente se seus resultados tiverem efeitos tão grandes em você. Se ganhar ou perder faz com que seus sentimentos decolem ou mergulhem, você não pode jogar seu melhor, ponto final. Qualquer um que pense que pode dar o melhor de si no feltro quando está muito emotivo está simplesmente negando a realidade. Portanto, você precisa encontrar uma maneira de impedir essas emoções afetem seu jogo de maneira severa.

Reconheça Que Você Não é Único

Todo mundo odeia perder em qualquer coisa, seja tênis ou palitinho. Some isso ao fato de as perdas no poker doerem tanto no seu ego quanto na sua carteira, e a frustração pode ser bastante dolorosa.

Impeça Que Suas Emoções se Tornem Muito Fortes

Quando você fica muito emotivo, geralmente é tarde demais para controlar seus sentimentos ou reações destrutivas. Portanto, identifique seus gatilhos, seja lá o que lhe aborreça ou faça você se sentir muito autoconfiante, depois os evite, especialmente aqueles que mais lhe afetam. Como reações negativas são mais comuns e destrutivas, vou me concentrar em seus três maiores gatilhos:

• Bad beats
• Grandes perdas
• Períodos de perdas

Bad beats: Você já ouviu repetidas vezes que elas são inevitáveis, que você sofre com elas quando joga corretamente e seus oponentes cometem erros e que você, ao final, vai lucrar com os erros deles. Mas essa informação não faz com que as bad beats doam nem um pouco a menos.

Monitore suas emoções, reconheça quando elas estão tão fortes a ponto de ameaçar lhe dominar, então pare de jogar imediatamente. Caso você jogue mais uma mão, uma bad beat ou qualquer outra coisa pode lhe colocar em tilt. Então, você pode transformar uma perda dolorosa em uma desastrosa.

Grandes perdas: Certa vez eu cunhei o termo “bankroll psicológico”. Trata-se da quantia que você pode perder sem ficar irritado a ponto de seu jogo se deteriorar. É sempre muito menos do que seu bankroll financeiro. O meu é bem pequeno. Quando eu ameaço passar do meu limite, eu saio. É automático. Como eu nunca sofro perdas dolorosas, nunca fico muito aborrecido.

Períodos de perdas: Se eu perder várias sessões seguidas, eu não jogo por um tempo, para deixar minhas emoções se recuperarem. Insisto que você faça o mesmo. Sempre haverá outro jogo de poker e, quando você se sentir melhor, vai jogar melhor.

Compare Suas Perdas Recentes ao Quadro Geral

A bad beat ou a grande perda que você acabou de sofrer parece enorme agora, mas o impacto em sua vida provavelmente é irrelevante. Se você compará-la a todo o dinheiro que ganhou ou perdeu, provavelmente é minúscula. Se você compará-la às coisas realmente importantes, como sua saúde, família e amigos, é ainda menos importante.

Diversifique Sua Vida

Meu amigo tinha parado de fazer as coisas que costumava fazer, e isso tornou o poker importante demais para ele. Por ter se tornado o centro de sua vida, seus resultados determinavam como ele se sentia consigo mesmo e em relação ao mundo.

Diversidade é um princípio fundamental de todas as grandes estratégias de investimento. Quando você investe dinheiro, tempo ou emoções, aplique aquele velho ditado: “não coloque todos os seus ovos em uma única cesta”. Se você fizer isso, pode facilmente falir, seja financeiramente, seja emocionalmente.
O poker é um lugar terrível para se investir tudo. Não importa quão bem você jogue, sempre sofrerá bad beats, grandes perdas e períodos de perdas.

Encontre outras maneiras de ocupar seu tempo e seus pensamentos. Escolha coisas não-relacionadas ao poker, como um hobby, trabalho voluntario ou um emprego de meio expediente. Melhor ainda, trabalhe para perder peso, ficar em forma, ou melhorar seus relacionamentos com outras pessoas. Portanto, meu conselho mais importante para qualquer um que reaja exageradamente às perdas ou vitórias no poker é: não deixe o poker dominar sua vida. ♠





quarta-feira, 9 de outubro de 2013

5ª Etapa da BSOP - São Paulo - Mesa Final

2ª Parte da Mesa Final da 5ª Etapa da BSOP ( Brazilian Series Of Poker ) que aconteceu em São Paulo entre os dias 25 e 30 de Julho de 2013.
Programa apresentado por Victor Marques ( Vitão ) e com os comentários de Leonardo Bueno.




3ª e Última Parte da Mesa Final da 5ª Etapa da BSOP ( Brazilian Series Of Poker ) que aconteceu em São Paulo entre os dias 25 e 30 de Julho de 2013.
Programa apresentado por Victor Marques ( Vitão ) e com os comentários de Leonardo Bueno.

domingo, 6 de outubro de 2013

Overpair e Overcards



A Arte do Overpair e/ou Overcard

Outro dia, algumas pessoas nos perguntaram sobre as estratégias e jogadas do poker.
Eu, macaco velho, observei que, no geral, todos que começam com o poker — e friso que comigo não foi diferente — se apegam a entrar em mãos com AA, KK, QQ, JJ, TT já achando, com toda certeza, que serão os ganhadores da mão.
Isso... Essa “estratégia básica”, possui até regras fundamentadas para iniciantes, como: o tipo de aposta deve ser feita com essas mãos considerando a posição do jogador na mesa; quando ir allin e quando obter valor da mão; enfim, diversas funcionalidades atribuídas às chamadas “cartas mais fortes”.
Eu não tiro o mérito disso, afinal, aprendi assim, da mesma forma que 99,99% dos jogadores de poker, sejam online ou profissionais do feltro live, porém...
Sim... “porém”.

Após tantos anos jogando e observando outros jogadores, fica evidente que a verdade sobre overcards e overpairs não é de forma nenhuma absoluta.
Você que está começando a jogar poker e vê num par de ases a solução para a lucratividade de sua sessão, deve saber que, em grande parte do seu pensamento, você está completamente equivocado.
Um par de ases, bem como um pocket de overcards pode ter uma sobrevida extremante pequena: os poucos segundos que separam sua aposta da distribuição do flop.

Bad Beat

Claro, isso não é nenhuma genialidade a se dizer, porém, há os iniciantes que ficam extremamente transtornados ao verem seus AA, KK, QQ, JJ, AK, TT, KQ, AQ, AJ e KJ sendo batidos tão rapidamente por um 33, por um 34, por um 98, por um 49, ou ate por outro overpair menor ou pocket de overcards menor que duplica ou trinca no flop, no turn ou no river, perdendo assim a capacidade de discernir, nomeando o ocorrido como uma Bad Beat.
Acabam xingando as cartas, amaldiçoando o salão, e acreditando que o azar, acima de tudo é o guia de suas vidas e infortúnios.
Bom, apague isso da cabeça.
Bad beat, para ser honesto, não é quando você perde com AA para um 96 que recebeu uma sequência no river, ou perder para um 22 que trincou no turn quando você abriu suas apostas com um lindo par de damas ou um escroto par de reis e, com toda certeza, não é bad beat quando você dá aquele allin de peito aberto com um ruidoso par de valetes e acerta o fucinho em um estrondoso par de ases.
Isso não é bad beat, isso é excesso de confiança aliados a clara falta de percepção de que o poker é um jogo de matemática e habilidade que requer paciência, persistência, estudo e, acima de tudo, um alto nível de concentração.

Não Supervalorize Suas Cartas

— “Ok! Você já falou tudo! Tenho que ser um nerd para jogar poker! Então, adeus. Boas mesas! FUI!” — dirá você agora.
Não, você não precisa ser o Bill Gates para se tornar um André Akkari, um Phil Ivey mas, sim, ter em sua mente que, o jogo não é tão simples a ponto de entrar numa mão com um overpair e achar que ela está ganha de qualquer forma porque você faz isso 10 vezes e ganha 2 ou 3 e acredita no “longo prazo”.
Longo prazo funciona no poker, mas... a longuíssimo prazo!
Por isso, pegue um atalho: use a inteligência e o estudo, invés do “dispare 10 balas para acertar um tiro no alvo”.
Você tem que entender que, o pocket, nada mais é do que o primeiro movimento de uma mão jogada e, se esse primeiro movimento foi o vencedor só saberemos após o último movimento da mão que, pode ser um fold do seu adversário ou um showdown feliz para o seu pocket. Mas, até lá NÃO SUPERVALORIZE SUA MÃO E, JAMAIS ACREDITE PIAMENTE QUE ELA NÃO É PASSIVEL DE FOLD.

Estou cansado de observar — e de sofrer também — em jogadas que um jogador possui um AA e ele vai ate o showdown, inclusive puxando um allin, tendo 4 cartas naipadas ou em sequência na mesa, sendo que o ás do naipe não está na sua mão e o vilão paga com uma carta baixa do naipe e derruba o AA com um flush de 4 cartas ou uma sequência de 4 cartas ou até dois pares.

ISSO NÃO É BAD BEAT, isso é supervalorização de uma mão, em que o jogador se achou abençoado por Deus, porque tem em sua mão AA.
Não, Deus não tem nada a ver com poker. Se você quer comungar com Deus, vá a uma igreja, não sente numa mesa de poker e culpe-o ou agradeça-o por uma mão ganha ou perdida. Quando muito, agradeça por ele ter criado a matemática para você usar como arma contra as casualidades do destino, mais conhecidas como sorte e azar.
Numa mesa de poker, você está por conta própria.


A Psicologia e a Matemática do Poker

Bom, ateísmo a parte (até porque eu não sou e nesses anos já confundi muito as coisas culpando Deus pelas perdas no poker e agradecendo pelos ganhos também), estou enveredando para um lado meio psicológico agora.
E psicologia é um item que você deve ter em mente que é o maior aliado da matemática no poker. Mas isso de matemática, psicologia, são fundamentos mais avançados que você deve ver mais a frente, quando dominar não só o jogo, mas a si próprio se dando conta que, após o primeiro movimento (pocket), existem outros movimentos até chegar ao desfecho (fold ou showdown) que você deve dar tanta importância quanto ao fato de ter recebido uma mão considerada premium de saída, porque a mensagem deste texto é que, tanto overpairs como overcards não são a certeza de uma vitória no poker, e que, se você pensar que são e glorifica-as como tal, jamais você chegará a ser um grande jogador de poker.

Controle a ansiedade e a pressa quando receber uma mão premium e procure observar o seu adversário e pensar acima de tudo: “Eu tenho um AA, mas, com essas cartas na mesa, e levando em conta a reação dele ao modo como eu estou jogando essa mão, será que eu estou mesmo na frente?”

Bom, se após avaliar as mãos possíveis de serem formadas com as cartas da board, a resposta for “sim”, extraia valor máximo que puder, mas, se for “não”, aceite que, simplesmente, essa não era a vez matemática da sua mão premium ganhar e diminua o prejuízo, seja jogando a mão com mais cuidado (e aqui chamamos a atenção para um fundamento importante no poker que é o controle de pote, estude isso), ou até mesmo foldando sem remorso sua mão premium.

Bad Beat é, sim, ter um flush com A no flop ou no turn e seu vilão fazer uma quadra ou full house no river. É ter uma sequência e seu vilão acertar um runner runner de flush no turn e river. É fazer um full house e seu vilão abrir um full house maior ou quadra. É acertar um difícil straight flush, só para ver seu vilão abrir na carta que te deu o straight flush um espetacular Royal Straight Flush.
Isso sim são bad beats, o resto são consequências matemáticas que fundamentam a estrutura do poker. Por isso, autocontrole nesses momentos é a melhor arma para enfrenta-las ou até usá-las contra seus vilões.

Bom, é isso, não existe mágica para jogar overcars ou overpairs, a arte real de jogar com essas cartas é ter a consciência de que um AA vale tanto quando um 22 no preflop.
Portanto, não se intimide, jogue com respeito e clareza e deixe a matemática seguir seu curso. Sua arma é ter a cabeça tranquila para saber quando deve afundar o pé e quando deve desistir, mesmo com um “poderoso” AA.

Boas mesas a todos. Grande Abraço!

MarcioCP

sábado, 5 de outubro de 2013

$10 Grátis na SuperStack Poker

$10 Grátis - SuperStack Poker


O site Your Poker Cash ( YPC ) liberou mais um Bônus Grátis, sem a necessidade de depósito, em uma nova sala de Poker OnLine, a Super Stack Poker!!!

São $50 ( Cinquenta Dólares ) Grátis, sendo $10 iniciais e mais $40 liberados em parcelas de $5 a medida que você vai jogando na sala.

Para conseguir esse Dinheiro Grátis rapidamente, basta seguir o Tutorial Abaixo.

1º - Se você ainda não tem um cadastro na Your Poker Cash, vai ter que criar uma conta no site para poder pedir esse bônus da Super Stack e as demais ofertas. Ter uma conta na YPC é muito interessante, já que, nesse site não existe limite de vezes que pode pedir os Bônus Grátis.
CLIQUE AQUI  e faça seu cadastro na Your Poker Cash.
Se ja tem uma conta, acesse sua conta, e vá para o 3º passo.

2º - Clique em "Sign UP" e digite seu email e crie uma senha para acessar o site. Imediatamente você vai ficar logado e poder pedir um bônus grátis, mas no final vai ser solicitado que você envie uma foto de seu documento de identidade, para confirmação de sua idade, pois não é permitido à menores de 18 anos que joguem Poker. Caso você tenha menos de 18 anos seu cadastro não será aceito.

3º - Para pedir o Bônus Grátis da SuperStack Poker clique no ícone da sala.


4º - Na tela seguinte siga os passos indicados. Clique em "DOWNLOAD NOW", baixe e instale o programa da SuperStack.



5º - Execute o programa da sala e Crie uma conta ( "Create New Account" ). As informações pedidas são simples, um login para acessar a sala, o nickname ( que vai aparecer nas mesas ) e seus dados pessoais, nome completo, endereço completo, telefone. Não omita ou minta nenhuma das informações.




6º - Quando terminar seu cadastro completo, o acesso à sua conta na SuperStack vai estar liberado. Você vai receber um email com um Código de Validação. Digite esse código quando for solicitado.


7º - Volte até a página da YPC e coloque o email que você usou para se cadastrar na SuperStack e o Username usado e clique em "Submit".

8º - Pronto. Agora basta esperar 4 ou 5 dias úteis para que o seu dinheiro esteja liberado na conta da sala SuperStack Poker.



Caso seja a primeira vez que você esteja pedindo um Bônus Grátis na YPC, pode ser pedido que você confirme sua idade enviando uma foto de sua identidade.

A Your Poker Cash ( YPC ) está sempre liberando novas ofertas de dinheiro grátis, mesmo depois de receber esse capital grátis na SuperStack você vai poder pedir outros Bônus Grátis, em outras salas, bastando esperar alguns dias para fazer o novo pedido.

Seja rápido, essas ofertas de dinheiro grátis para jogar Poker OnLine, não duram muito tempo!!!!


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Na Mira do Poker de Rua - COMPLETO

Primeira Temporada Completa do Programa "Na Mira do Poker de Rua".
"Edu_Sequela" mostra, mão a mão, um torneiro que ele venceu, de uma forma bem divertida.

No canal da TV Poker Pró ( http://www.youtube.com/user/Tvpokerpro ) você pode assistir os episódios separadamente.





quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Experiência e Risco

Planejamento de Carreira
Experiência e Risco


Por Felipe Mojave - Card Player Brasil

Na coluna de hoje, um tema um tanto quanto polêmico, mas inevitável quando tratamos o poker como profissão: jogar contra os melhores para evoluir.
No começo da minha carreira, fui muito criticado por jogar com frequência contra bons jogadores.
Minha ideia era simples, eu acreditava que evoluiria muito mais rápido ao enfrentar os melhores.
Sem dúvida, a minha estratégia deu certo, mas a questão é: vale o risco?

A verdade é que esse é um passo importante na vida de qualquer jogador, e todos os pontos devem ser muito bem analisados.
Para mim, o poker é uma junção entre teoria e prática. Porém, existe um fator muito mais importante: a execução.
E para que ela  esteja sempre beirando a perfeição é necessário experiência.
Muitas vezes, você conhece todas as questões teóricas do jogo e está sempre se reciclando, mas, no  momento de aplicar tudo o que aprendeu, a coisa fica complicada.

No poker, a experiência agrega muito mais que nos demais esportes.
Hoje, quando entro em uma disputa com nível muito alto, a atenção é sempre redobrada, mas eu tenho plena certeza que possuo “horas de voo” suficiente para enfrentar qualquer tipo de jogador. Isso me deixa confiante e tem consequências diretas no meu desempenho.
Esse foi um dos motivos que me levou a não renovar meu contrato com o Best Poker no final de 2008.
Eu quis me mudar para Las Vegas e jogar cash game diariamente.
Lá, estão os melhores do mundo – principalmente nas mesas de 2-5, 5-10 e 10-20 do Bellagio e  Venetian.
Quem joga na “Cidade do Pecado” sabe que a quantidade de jogadores regulares que o poker sustenta por lá é muito grande.

E essa também é a razão de muitos jovens jogarem melhor do que os mais velhos.
Eles jogam exaustivamente e diariamente contra os tubarões do online. Digo, sem ter medo de errar,  que um jogador online, bom e regular, que joga em limites desafiadores há dois anos, por exemplo,  será muito mais temido que alguém que joga há dez, mas em uma frequência muito menor.
Saber dosar é a grande virtude de um jogador de poker. Não adianta fugir dos leões se você quer  evoluir, mas também não vá enfrentá-los sem estar preparado ao ponto de oferecer um bom combate. Talvez, esse seja o maior mérito na condução da minha carreira.
Por mais que algum jogador não me reconheça como um competidor a ser temido, a experiência, os  resultados e o planejamento no longo prazo sempre serão respeitados.
“Então, se eu puder escolher, devo jogar contra jogadores notoriamente mais experientes e fortes do que eu?”.
A resposta é sim. Mas com muita cautela e noção absoluta de onde está pisando.
Por outro lado, se você puder manter uma boa renda jogando contra jogadores mais fracos, faça!
Recentemente, estive conversando com meu amigo Leonardo “Toddasso” Martins, jogador de São  Paulo que vem conquistando excelentes resultados no circuito brasileiro, e chegamos à conclusão que o field no Brasil ainda é fraco, apesar de já ter melhorado muito.
Sendo assim, um bom jogador, em um torneio como o BSOP, por exemplo, tem uma vantagem muito grande.
Mas e se o Todasso resolver disputar um evento de US$ 5.000 na WSOP?
Veja bem, eu não estou dizendo que ele não tem condições, pelo contrário, eu o conheço e sei do seu talento. O que quero mostrar é que ele enfrentará jogadores com bastante experiência e bagagem muito maior que a dele em torneios da Série Mundial.
Então, ele terá que tirar essa diferença de outra maneira.
Se expor com inteligência. Esse é o caminho para ganhar experiência e evoluir no poker.
No Brasil, temos bons jogadores que ilustram bem o que estou falando.
O Douglas “Dowgh-Santos” Ferreira, o Rafael “Lirola”, o Thiago Crema e o Rafael “GM_Valter” Moraes vêm imprimindo um ritmo muito forte no poker online e ao mesmo tempo participando de torneios ao vivo que possuem competidores mais fortes – como Master Minds, EPT e LAPT.
O goiano João “Bauer” Neto também faz isso muito bem. Ele é um cara que começou a investir mais nos jogos ao vivo quando começou a obter mais sucesso no online. Foi arriscando-se de modo bem pensado. É um cara que não joga live com tanta frequência, mas, com certeza, estará investindo novamente na WSOP e no seu time de talentos, o Steal Team.

Outro que não posso deixar de citar é um dos profissionais que sou mais fã. Ele já traçou e percorreu  esse caminho como poucos.
Thiago Decano é alguém que deve servir de base para quem está começando ou em processo de  transição – de bom jogador para grande jogador.
No meu caso, tracei um caminho muito parecido e bem planejado. Em 2006 e 2007, todos os torneios grandes que joguei, com jogadores claramente mais fortes e experientes, foram por satélites, e eu já tinha meu “ganha-pão”.
Lembro bem quando cheguei à mesa final do Omega Best Player 100k Garantidos, na época o maior torneio do Brasil, apenas com feras – Eduardo Parra, Sérgio Braga, João Marcelo, Salim Dahrug,  Willian Bernardino, Rodolfo Dobbins, Eric Mifune e, se não me falha a memória, o Gabriel Otranto. Esses jogadores estavam entre os melhores de torneios ao vivo do Brasil, muito mais experientes e  desenvolvidos do que eu.
Mas eu tinha entrado nesse evento por um satélite online, que ainda reuniu nomes como Marco “Salsicha”, Robert Chiró, Fernando Grow e muitos outros.
Fui eliminado na sexta posição contra o Salim. Ele pagou meu all-in no turn sem nenhum par, apenas com um ás. Saí meio desolado do torneio, principalmente porque o André Akkari, junto com o  Robinson “Robigol” Quiroga, estava me acompanhando. Eles tinham se impressionado com o meu  jogo.
Logo que fui eliminado, o Akkari me disse: “Que torneio maravilhoso você estava fazendo moleque, e foi jogar tudo fora em um blefe idiota desses. E logo contra o Salim, que é um calling station  (jogador que desiste de sua mão poucas vezes)”.
Na hora, saí meio sem entender aquele sermão, de um cara que eu mal conhecia. Eu achava que tinha feito tudo certo e que o call do Salim tinha sido horrível. Então, chamei o Akkari no canto e perguntei: “Cara, por que você acha que a minha jogada foi tão ridícula?”. Ele respondeu: “Imagina! Na verdade, eu acho maravilhosa, mas a verdade é que o Salim te deu um check-raise no turn e você voltou all-in. Olha, parabéns, você teve uma leitura muito boa, mas o check-raise do Salim o deixou totalmente comprometido com o pote.  Você não tinha mais fold equity”.
O próprio Salim me confirmou tudo isso depois.
Sim, eu tinha pecado pela experiência. Fui pego em desvantagem naquela situação e, por mais que eu tivesse o poker na veia e o coração na ponta das cartas, eu não estava no mesmo nível dos meus  oponentes. Eu ainda tinha muito que aprender. Mas foi ali também que meus laços de amizade se  fortaleceram com o Akkari.
Hoje, tenho orgulho de tê-lo como um dos meus melhores amigos na vida.

E vieram outros torneios. E eu sempre escutava elogios e dicas de jogadores mais experientes.
Foi dali que saiu o meu aprendizado, e foi assim que eu fui levando o início da minha carreira.
Em meados de 2007, me firmei no cenário nacional. Ganhei um BSOP, fiz mesas finais importantes, assinei um contrato com o Best Poker – o que obviamente me ajudou muito.
Já que é muito mais fácil nadar no meio de tubarões sendo patrocinado – e deixei meu trabalho regular, em um banco, para me dedicar integralmente ao poker. Depois, vieram os jogos na Europa e em Las Vegas. Tudo na hora certa, com planejamento.

Atualmente, eu tenho certeza que posso jogar de igual para igual com os grandes profissionais do poker mundial, assim como já fiz e, apesar de sempre ter a opção de escolher o caminho mais fácil, continuo fazendo. Afinal, está dentro de mim essa vontade de desafiar os melhores, e tenho certeza de que só se evolui plenamente dessa maneira.

Espero que essa coluna tenha elucidado a importância de obtermos experiência e, ao mesmo tempo,  sabermos maximizar nosso aprendizado diante dos grandes desafios.♠


segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Personalidades do Poker - 39º Card


Greg Raymer


Gregory Paul Raymer nasceu em Minot, Dakota do Norte, Estados Unidos, em 25 de junho de 1964.

A família de Raymer mudou inúmeras vezes durante sua infância, inicialmente foram para Lansing, Michigan, onde viveu até os 10 anos de idade.
Depois ele se mudou para Clearwater na Florida, e estudou no "Dunedin Middle School", depois foi para St. Louis no Missouri.
Greg Raymer se formou na "Parkway South High School" em St. Louis, e se matriculou na "University of Missouri–Rolla", onde se formou em Química e tornou-se um membro da "Kappa Sigma Fraternity".
Raymer se formou na "University of Minnesota", com um mestrado em Bioquímica em 1989, e depois se matriculou no curso de direito da "University of Minnesota Law School", se formando em 1992.
Ele, então, exerceu a advocacia como um advogado de patentes por mais de uma década, e passou os últimos seis anos de sua carreira jurídica na empresa farmacêutica "Pfizer".

Raymer começou a jogar Poker na faculdade, tendo percorrido diversos patamares de apostas até passar a disputar torneios nos cassinos de Connecticut.
Em 1996 conseguiu sua primeira posição premiada num torneio ao vivo, algo que repetiria inúmeras vezes, alcançando também bons resultados nas mesas de cash game.

A primeira vez que Raymer terminou ITM ( in the money ) em um evento da "World Series of Poker" (WSOP), foi em 2001 no evento "$1,500 Omaha Hi-lo Split 8 or Better", evento ganho por Chris Ferguson .


Em 2004 Raymer conseguiu, jogando poker pela internet através do site PokerStars, uma vaga para disputar o Evento Principal da "World Series of Poker".
Sagrou-se campeão, vencendo David Williams na final do evento, ganhando o prêmio de $5.000.000 de dólares.
Em 2005 Raymer assinou um contrato de exclusividade com o site PokerStars, mas esta parceria terminou em 2011.

Após a vitória de 2004, Raymer voltou a disputar o evento principal da WSOP em 2005, tendo nesta edição terminado na 25ª posição, o mais próximo que um jogador esteve de repetir a vitória em anos consecutivos desde Johnny Chan.
O evento principal de 2005 contou com a participação de mais de 5 mil jogadores, Raymer ganhou um prêmio de mais de 300 mil dólares.

Em 2005 Raymer também participou do torneio inglês "British Poker Open", filmado em Londres e que foi o maior evento de poker ao vivo do Reino Unido na história.
Como Raymer era o favorito, fez a mesa final e terminou em terceiro, recebendo um prêmio de cerca de £20.000.


No dia 17 de setembro de 2007, Raymer ganhou seu primeiro bracelete do Campeonato Mundial de Poker Online (WCOOP), vencendo o Evento #6 do WCOOP 2007, "Pot Limit Omaha $320" com rebuys.
A vitória rendeu a Raymer $168.362.
No evento da WSOP de 2009 "$40k No Limit Hold'em", Raymer terminou em terceiro lugar entre 201 participantes e ganhou $774,927.

Em 2012, Greg ganhou 4 eventos do "Heartland Poker Tour", fato inédito até então.
Foram eles: em 30 de julho, superou 130 adversários no "Route 66 Casino" em Albuquerque, em 1 de outubro ele derrotou 335 jogadores no "City Casino Rio" em St. Louis, em 22 de outubro, ele registrou mais um título no "Prairie Meadows Racetrack Casino" Em Iowa, e em 19 de novembro, ele cravou mais uma vitória no "Champ HPT Open" no Casino Belterra em Indiana.
Raymer ganhou facilmente o título de "Jogador do Ano" no "Heartland Poker Tour", ganhando um total de 371,967 mil dólares em prêmios.

Até 2012, o seu total de ganhos em torneios ao vivo ultrapassava os $7.200.000 dólares.
A maioria de seus ganhos ( $6.551.980 ) vieram de seus resultados em eventos da WSOP.

No início de sua carreira, Raymer conseguia aumentar o seu saldo bancário comprando protetores de cartas feitos de fósseis e vendendo-os nas mesas.
Foi este hábito que lhe gerou o apelido "FossilMan".
Hoje em dia é conhecido também por usar um óculos que imita os olhos de um réptil, durante os torneios que disputa.



Greg Raymer tem como hobby colecionar fósseis, em suas aparições na World Series of Poker ele utilizava como amuleto um pequeno fóssil que colocava sobre as cartas que recebia.
Ao contrário da maioria dos jogadores de poker profissionais, Raymer prefere não disputar muitos torneios ou campeonatos, privilegiando participar da World Series of Poker.
Em uma entrevista em dezembro de 2006 ele declarou ser alérgico a álcool e brincou dizendo que em 2008 se canditaria a vice-presidente dos Estados Unidos.

Fossilman é um homem de causas e tem sido uma das vozes mais activas na legalização do jogo online nos Estados Unidos. Várias são as presenças de Raymer no Congresso Norte-Americano com o intuito de esclarecer os congressistas de que o poker é na verdade um jogo de perícia e não um jogo de sorte.

Greg é casado com Cheryl e tem uma filha chamada Sophie.
Reside atualmente em Raleigh na Carolina do Norte.




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