terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Programa SuperPoker BandSports - Número 40 e 41

Episódio Número 40 do Programa SuperPoker da BandSports.
O SuperPoker é apresentando por Drika Rosa. Neste episódio Vitão entrevista o jogador profissional de Poker João Simão.



Episódio Número 41 do Programa SuperPoker da BandSports.
O SuperPoker é apresentando por Drika Rosa. Todas as semanas o programa SuperPoker traz diversos quadros sobre Poker.



domingo, 8 de dezembro de 2013

Jogando com Cartas Naipadas

Jogando com Cartas Naipadas (Suited)



Neste artigo discutiremos a estratégia com cartas naipadas (suited) no Texas Hold’em. Chamamos de suited a mão inicial que possui duas cartas do mesmo naipe – com potencial maior de completar um flush, dependendo das cartas comunitárias.
É comum a tentação (especialmente dos novatos) de se valorizar muito esse tipo de mão. Sabe-se, entretanto, que a vantagem de uma mão naipada em relação a sua cópia com naipes diferentes é pequena.

Como exemplo, analisaremos a mão   . Esse é o tipo de mão que é bastante valorizada por jogadores inexperientes, que chegam a utilizá-la mesmo em posições iniciais.
Estatisticamente falando, a vantagem de   em relação a   é de apenas 3%. Considerando que a segunda mão é de baixa qualidade, o que se pode dizer da primeira?
Se você entra em uma mão com   você precisa de cartas comunitárias muito favoráveis:

1. Flop com 3 cartas de espadas (chance aproximada: 2%) – Você completou seu flush, mas não fique muito feliz. Caso não esteja o  na mesa, você pode estar contra um oponente que o tenha, fazendo um flush maior ou com draw para um flush maior. Mesmo que ninguém tenha esse Ás, a chance de você conseguir ação com esse tipo de mesa é pequena.

2. Flop com 2 cartas de espadas (chance aproximada: 12%) – Você está com um forte flush draw, porém mais uma vez terá que se preocupar com um  se ele não estiver na mesa. Mesmo que ninguém o tenha, você tem uma mão que provavelmente precisa melhorar para te dar a vitória. Se a terceira carta de espadas aparecer, a tendência é que os oponentes joguem com mais cautela.

3. Flop com um rei (chance aproximada: 17%) – Você “flopou” um par alto, de reis. Se tiver um Ás na mesa, já pode estar muito atrás dos oponentes. Mesmo que isso não ocorra, há uma chance razoável de estar contra alguém que também tem um rei, mas com kicker maior.
Esses exemplos têm como objetivo mostrar que com cartas suited você geralmente precisa de ajuda do flop para vencer, e mesmo conseguindo cartas comunitárias boas, poderá ter problemas.

Então quando jogar com mãos suited? Vamos analisar tipos de mãos naipadas jogáveis, com considerações:

Mãos com um Ás e outra carta do mesmo naipe

São mãos com potencial de formar flushes máximos, o que é ótimo. Vamos dividir em três grupos:
  • Segunda carta = 10, J, Q ou K: melhor grupo, pois temos a possibilidade de nut flush, nut straight, ou par de Ás com bom kicker.
  • Segunda carta = 2, 3, 4 ou 5: além da chance de flush, possibilidade de conseguir uma sequência baixa, uma mão rara mas com potencial de ganhar muitas fichas.
  • Segunda carta = 6, 7, 8 ou 9: pior dos grupos, pois ai a única possibilidade de mão forte é o flush, já que par de Ás com esse tipo de kicker seria uma mão perigosa.
As mãos do primeiro grupo poderiam ser jogadas de uma forma mais liberal. Dependendo do valor do kicker, até em posições iniciais. As do segundo e terceiro grupos são mais especulativas. Podem ser utilizadas em mãos que tenham muitos jogadores, por uma aposta barata, ou em posições finais. Se o flop tiver duas cartas do seu naipe e chance adicional de algum outro jogo, considere tomar a iniciativa nas apostas.
Esse tipo de mão é mais útil em fases iniciais e médias de torneios, quando é mais barato ver o flop e há uma tendência de termos mais jogadores ativos na mão. Em fases de torneios com blinds altos ficará muito caro se arriscar com mãos assim.

Mãos com suited connectors (conectores naipados) com ou sem “gap”

São mãos interessantes, com bom potencial especialmente se jogadas nas posições tardias da mesa. A existência de gap (buraco), reduz o potencial da mão. Exemplos:   (suited sem gap),   (suited com gap). O desejável para essa combinação seria flopar uma chance de flush com chance de straight. Mais uma vez, discutiremos por grupos:
  •  a  - Nesse grupo temos mãos com potencial de fazer jogos fortes: flush, sequência, dois pares altos. Apesar disso, não será incomum encontrar jogadores que também tenham cartas altas, com risco de formarem flushes ou sequências maiores que as suas. Um exemplo do valor que esse tipo de mão pode ter é se você tiver   em um flop   e seu oponente tiver par de áses ou até dois pares. Neste caso você teria quase 50% de chance de completar flush ou sequência e potencial de formar um grande pote.
  •  a  - Apesar do potencial de flush, sequência ou dois pares, geralmente você estará lutando por uma mão que pode estar dominada. Nesses casos você espera flops com cartas baixas, e o flush deve ser avaliado com cautela, pelo risco de alguém ter um flush maior.
  •  a  - São mãos arriscadas, pois na grande maioria das vezes seu jogo não será o maior possível da mesa. Seu flush será com cartas baixas, e sua sequência será pela ponta baixa. Não devem ser jogadas em posições iniciais, e evitadas mesmo em posições tardias.
Outras combinações

Se o poder da sua mão é só de fazer um flush, e mesmo assim que não é o maior possível, você tem um problema. Mesmo em situações de short-stack (poucas fichas), eu evitaria utilizar esse tipo de mão para tentar a recuperação.

Considerações finais

Mãos suited geralmente são mais valorizadas do que deveriam. Mesmo quando conseguem um flush draw no flop, assume-se o risco de não completar o flush ou de até completar contra alguém que tem um flush maior.
Ao contrário dos pares baixos, mãos naipadas não costumam vencer grandes potes. A presença de três cartas do mesmo naipe dentre as cartas comunitárias tende a esfriar muito a ação.
As mãos suited que devem ser mais valorizadas são aquelas com potencial de formarem outros jogos bons, como sequência ou dois pares altos. O restante deve ser reservado para situações especiais como boa posição, semi-blefes e roubo de blinds.


Artigo publicado originalmente no site PokerDicas

sábado, 7 de dezembro de 2013

Magicas com Cartas - 40º Truque






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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Foldando QQ Pré-Flop


Foldando QQ Pré-Flop na WSOP

Durante um evento da World Series, tive que jogar fora uma mão premium

Por Felipe Mojave para a RevistaFlop


Fala, pessoal da Flop, tudo beleza?
Nessa edição vou contar pra vocês uma mão muito interessante que aconteceu comigo durante um dos eventos de $1K da WSOP 2010.
Estávamos no Dia 1 com blinds em 150/300 ante 25. Eu tinha um stack de 22.500 fichas, – bem maior que a média (o starting stack desse evento era de três mil fichas). Minha imagem perante meus oponentes era bem agressiva e eu estava dominando bem a mesa.

Havia um jogador (terceiro à minha esquerda) que estava aplicando inúmeros 3-bets e 4-bets contra mim. Minha impressão sobre ele era que não tinha capacidade de identificar tantos spots assim para arrecadar fichas e que ele realmente estava saindo com grandes mãos coincidentemente quando eu estava na ação.
Ja era a quinta vez que esse jogador havia me aplicado um re-raise e eu continuava dando fold. Muitas vezes eu passei bons jogos, como TT e AQ. Foi quando, na última mão desse nível, eu estava no CO com QQ e abri para 750. O botão aplicou um 3-bet para 2.500, e o jogador em questão, do  BB, foi all in de 16.500.

Nessa hora um filme enorme começou a passar pela minha cabeça. Eu sabia e tinha 100% de certeza que ele só me voltaria a aposta com jogo, ainda mais nessas condições (com um re-raise no meio). Acontece que era a sexta vez que esse cara fazia essa jogada e ele era meio despojado com uma cara de maluco (lol). Mesmo assim, eu sabia que ele tinha jogo.
A questão aqui era identificar se o jogo dele era maior ou menor que o meu, pois das últimas vezes que ele re-aumentou as apostas contra mim, eu não tinha um jogo tão forte quanto QQ.

Havia a chance, também, de o botão (que estava no meio) ter um jogo muito forte, pois ele nunca tinha me voltado durante o torneio todo. Mas pelo grande número de mãos que eu vinha jogando, eu tinha certeza que o range dele já era muito maior para me voltar um aumento do CO.
 
Enfim, a situação era bem complicada, pois ou eu ficaria gigante ou short-stacked. No final das  contas, eu acreditei fortemente na minha teoria de que aquele jogador do BB não seria capaz de  aplicar uma quantidade tão grande assim de moves contra mim e que realmente estava tirando uma mão forte atrás da outra. Resolvi optar pelo fold, contando com esse histórico, pois não acreditava
que ele estivesse fazendo aquilo com JJ. Então, sobrariam apenas AK, QQ, KK e AA como opções, sendo que eu estava perdendo para duas e empatando para as demais mãos, ou seja, nunca ganhando (se eu estivesse correto na minha leitura).

No momento em que fui dar o fold, eu estava um tanto quanto “de saco cheio” daquele cara estar me voltando tantas vezes assim e fiz questao de mostrar o quão grande era o meu fold, ou seja, acabei dando fold aberto no meu QQ.
Nesse mesmo momento eu lembrei que havia outro jogador envolvido na mão! (o botão que me fez o 3-bet).
Vocês não imaginam como esse cara ficou “P” da vida quando viu minhas cartas! Ficou perguntando
porque eu havia mostrado meu jogo se a mão ainda estava sendo jogada e eu disse que foi sem querer, pedindo desculpas.
Enfim, esse cara resolveu dar fold aberto também e mostrou AQs. Aí então foi a vez do cara que deu 4-bet, chamar o diretor de torneios e contar para ele a historia inteirinha do que havia acontecido. No meio da conversa, esse cara, muito possesso, mostra suas cartas reclamando muito da minha ação, em dois pontos.

O primeiro era: como eu fui capaz de dar fold em QQ naquela cirscunstância? (Nada a ver com regra do jogo.)
E o segundo era que eu acabei induzindo o botão a dar fold, porque depois do cara ter visto que duas de suas Damas estavam fora do baralho acabou dando fold, sem contar que eu havia foldado um jogo maior que o dele, forçando o cara passar também.

Foi um fold sensacional mesmo, pois o cara tinha KK. Assim que o botão viu as cartas ele me falou de canto: “Você me salvou, achei que o cara estava aplicando um mega squeeze outra vez.”
O diretor de torneios pediu para eu levantar, me deu uma punição de uma órbita completa fora do jogo, dizendo que não era para eu ficar bravo com a punição, mas que essa era realmente necessária pelo constrangimento que tinha causado. E, no final, ainda me deu parabéns pelo fold! Hahaha.
 
O pessoal do pokernews americano estava cobrindo essa jogada e a colocou na cobertura. No final das contas, foi tudo muito engraçado. Obviamente eu fiquei muito contente com o fold que fui capaz de fazer, mostrando que meu raciocínio estava muito certo (o que importa, no final das contas).
 
Um grande abraço a todos os leitores da Flop e até a próxima.


sábado, 30 de novembro de 2013

Personalidades do Poker - 41º Card

Jason Mercier

Jason Mercier, nasceu em 12 de novembro de 1986 em Port Charlotte, Florida, Estados Unidos.
Jason é o mais novo de quatro irmãos. Quando ele tinha seis anos, sua família se mudou para a Costa Leste da Flórida, para a pequena cidade de Hollywood ( não confundir com a Hollywood de Los Angeles ), e é aí que ele vive até hoje.
Como muitos meninos de sua idade, Jason começou a praticar diversos esportes desde muito cedo. Com seis anos, Jason ja praticava regularmente basquete, beisebol e futebol.
Seguindo os passos de seus irmãos mais velhos, Josh e Jared e de sua irmã, Sherah - Jason sempre encontrava neles motivação para ficar melhor. Sendo o caçula, Jason queria ser o melhor atleta na familia.

Jason frequentou a "Florida Atlantic University" durante um ano com uma bolsa de estudos integral.
Enquanto estava na FAU, Jason foi conquistado pelo poker. Passava horas jogando online. Depois de um ano na FAU, Jason mudou para o "Broward Community College", onde estudou por dois anos.

Ganhar rapidamente o status de "Supernova Elite" na PokerStars tornou-se o maior objetivo para Jason.
Em 2007, enquanto cursava a faculdade, ele treinava basquete, e paralelamente jogava 12 mesas simultaneas por até 50 horas semanais.

Foi após a primavera de 2007, no seu terceiro ano de escola, que ele decidiu jogar poker em tempo integral.
Até o final de 2007, ja jogando Poker integralmente, Jason se tornou o 16º jogador na história a alcançar o status de Supernova Elite.
Mal sabia ele o quanto alcançar esse objetivo seria realmente importante para sua carreira.


Ao alcançar o status de Supernova Elite, Jason ganhou pacotes para assistir a dois eventos ao vivo patrocinados pela PokerStars.
O primeiro pacote foi para o "PokerStars Caribbean Adventure 2008" (PCA), em janeiro, e o segundo foi para o "European Poker Tour Grand Final", em Monte Carlo.
Ir ao PCA foi, para Jason, uma grande experiência e ficou com vontade de jogar mais eventos ao vivo.
Foi essa vontade que o levou a tentar e conseguir qualificar-se para o EPT San Remo. O resto, como dizem, é história.

Jason, foi suficientemente habilidoso para obter um prêmio capaz de mudar sua vida em sua primeira premiação em um grande torneio ao vivo.
Ele surgiu do nada e derrotou um field de 700 jogadores, se consagrando campeão do evento "European Poker Tour (EPT)" em Sanremo, ganhando US$1.372.893.
Apenas seis meses depois, ele esteve próximo de obter outro título EPT ao terminar em sexto lugar em Barcelona; recebendo outros US$324.946.
Dias depois a boa fase continuava, com um oitavo lugar no evento Pot-Limit Omaha de £5.000 da World Series of Poker Europe, em Londres; e um mês depois ele conseguiu a vitória no evento High Roller do EPT Londres, onde recebeu um prêmio de US$944.847 depois de bater um field repleto de lendas do poker.

Na WSOP 2009, em Las Vegas, Jason teve mais um ano incrível, obtendo quatro premiações e seu primeiro bracelete, quando venceu o evento de Pot-Limit Omaha (US$1.500), embolsando US$237.462.
Jason então foi muito bem na WSOPE em Londres, terminando em quarto lugar no Evento Principal, recebendo US$425.158.
O seu grande ano foi então encerrado em grande estilo, sendo nomeado Jogador do Ano da Bluff por seus esforços.


Não demorou muito para que 2010 trouxesse o sua próxima grande vitória, no Bounty Shootout (US$25.000) do NAPT Mohegan Sun do PokerStars, embolsando US$475.000.
E Jason provou ainda que poderia se dar bem nos maiores eventos online ao ganhar seu primeiro bracelete do World Championship of Online Poker (WCOOP), ficando com US$435.862.

Em 2011, ele voltou para o Mohegan Sun e venceu o NAPT Bounty Shootout novamente, ficando com outra grande premiação, recebendo US$246.600, antes de terminar a Temporada 7 do EPT com uma vitória na primeira edição do evento Champion of Champions em Madri.
E a boa fase de Jason continuou na World Series 2011, onde ele ganhou seu segundo bracelete na carreira, em um evento de Pot Limit Omaha (U$5.000), levando U$619.575 como premiação. 

Um segundo título do WCOOP veio em 2012, quando Jason bateu o field do evento 8-Game High Roller (US$10.300) e recebeu US$253.425.
Ele teve um desempenho fantástico na "PokerStars and Monte-Carlo Casino EPT Grand Final" em 2013, vencendo o torneio de Open Face Chinese e ficando com a 7ª colocação no Evento Principal.
Mas seu maior resultado veio no Super High Roller (US$100.000). Liderando o torneio na maior parte da disputa, Jason acabou ficando com a segunda colocação na disputa e recebendo €1.462.964.

Devido ao seu sucesso ao longo dos últimos anos, Jason alcançou a posição número 1 do ranking de poker do mundo, de acordo com o Global Poker Index, sistema de classificação mais abrangente do poker.
Desde que obteve o primeiro lugar em junho de 2011, quando o sistema de classificação estreou, Jason nunca ficou abaixo da posição 9, um feito notável por si só.
Em 13 de maio de 2013, Jason subiu novamente para a posição nº 1 e se mantem a cada semana desde então.
Com cerca de 50 semanas consecutivas classificada como o No. 1, Jason estabeleceu um recorde que será difícil superar.


Anos depois da explosão do poker, o cenário está cheio de lendas sobre jogadores que brilham ganhando um único grande torneio, antes de mergulhar novamente na obscuridade.
Jason provou repetidas vezes que veio para ficar. Ele é membro do Team PokerStars Pro e joga online com o Nome de Usuário 'JasonMercier'.

Com apenas 27 anos, Jason já ganhou quase US$ 10 milhões em torneios ao vivo, dois braceletes da "World Series of Poker", dois títulos do WCOOP e um título do European Poker Tour.

Ele já apareceu em todas as principais programas de televisão do poker, incluindo o WSOP na ESPN, o Poker Championship National Heads-Up da NBC, High Stakes Poker e o PokerStars Big Game.

Jason passa a maior parte de seu tempo jogando poker; mas, nos momentos de folga, gosta de jogar basquete, ir à praia, assistir a todo tipo de esportes e se reunir com a família e os amigos.


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