domingo, 16 de fevereiro de 2014

The Mersenneary e-Book - Traduzido - GRÁTIS


The Mersenneary ebook em Português - Completo

Este é um dos melhores manuais para aqueles que jogam ou estão pensando em jogar "Heads Up SnG".

Por que jogar HU SnG?
Não existe outra forma de poker em que você consegue fazer tanto dinheiro por hora com um bankroll relativamente pequeno.
Desde que você tenha um ROI de pelo menos 10%, você pode facilmente colocar $500 no Full Tilt ou PokerStars e jogar os de $22 conseguindo um ganho de mais ou menos $20 por hora, jogando uma mesa de cada vez.
Comparando com outras formas de Poker, você precisaria de um bankroll de $1k para jogar 4 mesas de NL50, ou aproximadamente $1500 para jogar 8 SNGs turbo de $16 a fim de conseguir um ganho por hora parecido. Claramente, essa é uma boa forma de construir seu bankroll se você está começando agora.

Este não é um livro para iniciantes, mas mesmo que você não tenha muito conhecimento do Poker vai extrair excelentes conhecimentos para melhorar seu jogo.
Recomendo o Download!!!

O livro foi traduzido por um membro da PokerStrategy "John Everton"

Veja o índice dos capítulos do livro:

1. Como pensar sobre expectativas no Poker.
2. Estudos que ajudam e estudos que desperdiçam o seu tempo.
3. Erros que importam e erros que não importam.
4. A teoria do jogo ideal e explorando jogadores.
5. Interferências Bayesianas e Desenvolvendo Informações.
6. ABC Heads Up Poker - Estabelecimento uma boa estratégia padrão para ganhar desde a primeira-mão.
7. Como e quando fazer uma 3-Bet Light.
8. Dimensionamento suas 3-bets com base na mão, adversário e stack.
9. Como ajustar o jogo contra jogadores com alta porcentagem de 3-bet.
10. Como e quando fazer check/raise light no Flop.
11. Os Fundamentos do Barrelling.
12. Ranges versus desconhecidos: O que fazer com a stack 20BB deep no big blind contra um adversário desconhecido.
13. Expectativa de shove fora de posição contra um BTN que abre com frequência – 20BB’s deep.
14. VPIP ideal fora de posição.
15. Jogando o big blind contra um mini-raise 10~15bb deep.
16. Aplicando corretamente a estratégia "Push ou Fold" em posição (Endgame).
17. Jogando em posição 11~14bb Deep: Raise, Open shove, Fold, ou Limp?
18. Chubokov: Como ajuda e como não.
19. Tendências do field e alvo em movimento.
20. A teoria do Underbetting e Overbetting.
21. Underbetting na Prática.
22. Overbetting na Prática.
23. Calculando Pot Odds e quantas vezes o seu oponente tem que desistir para seus blefes.
24. Timing tells em HUSNGs.
25. Razões comuns que fazem jogadores vencedores se tornarem não lucrativos.
26. Prevenindo o Tilt.
27. Poker no resto da sua vida.


Download do "The Mersenneary eBook" em Português - Completo - GRÁTIS

Clique Aqui e Baixe a versão original em Inglês



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Relação de Bônus Grátis - Ativos em Fevereiro / 2014

Relação de Bônus Grátis - Ativos em Fevereiro / 2014


Este talvez seja o melhor e mais fácil bônus de se conseguir.


Basta baixar o programa da 888 Poker, se cadastrar e começar a jogar!!!!

Você vai receber $8 iniciais e a medida que for jogando vão sendo liberadas outras parcelas até $88 dólares 

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Os bônus da "Winner Poker" e "Dafa Poker" são oferecidos pela BankRollMob




A BankRollMob também está distribuindo um novo Bônus de $25 na "FullTiltPoker" , para aqueles que ainda não tem conta na sala.
 Seguindo os passos do tutorial eles liberam o dinheiro em no máximo 3 dias.





A Poker Rebel é uma sala nova e está buscando o crescimento.
A Poker Rebel está oferecendo $5 GRÁTIS para aqueles que se cadastrarem na sala.

Vale a pena baixar o programa e se inscrever para experimentar.
 ( Clique Aqui para Ler o Tutorial Completo ).




A PokerSource está distribuindo um Bônus para Brasileiros na saka PKR.
A PKR é uma sala famosa por oferecer um software em 3D.
É uma experiência interessante jogar Poker como em um jogo de videogame 3D.
Se você ainda não tem uma conta na PKR vale a pena pegar esse bônus.
O Cadastro é simples e o dinheiro é liberado em poucos dias.
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A PokerStrategy oferece gratuitamente $10 de capital inicial ( Clique aqui para ver o Tutorial ).

Mas para conseguir esse dinheiro você tem que responder um questionário de 10 perguntas, são perguntas baseadas em 3 artigos, basta ler os artigos e responder as 10 perguntas, em seguida você tem que escolher uma das salas oferecidas para receber os $10
Atualmente as opções para receber o capital inicial são Poker770, William Hill, BetFred, TitanPoker e outras menores.

   




Bônus de Depósito

Up to $750 Poker Bonus
Para aqueles que tem pelo menos $20 ( vinte dólares ) para depositar em uma sala de Poker, a PlayboyPoker está dando $20 para os jogadores que se cadastrarem e fizerem um depósito.

Não é necessário ficar jogando para liberar parcelas do dinheiro, como a maioria das salas fazem.

Esses $20 entram na sua conta em no máximo 48hrs e fica liberado para você jogar com eles.

Tutorial Completo




Estude as Estratégias Para Vencer no Poker

Para conseguir aproveitar esse dinheiro grátis, que você está recebendo, eu recomendo que você estude as Estratégias do Poker.

Estou sempre divulgando livros e revistas para estudo do jogo, você pode ver diversos e-books sobre o Poker na sessão "Livros e E-books", e na sessão "Dicas e Estratégias"  diversos artigos sobre o assunto.
Mas caso você queira um material mais completo eu recomendo os livros abaixo.


O Poker Predador, é um dos melhores livros que já li, pois é direcionado para os iniciantes e vai direto ao assunto, sem rodeios, ensinando como proceder em cada situação.

Se você seguir corretamente o que propõe o livro se tornará um Predador nas mesas em pouco tempo.

Você pode ler uma parte do livro gratuitamente ( Clique Aqui para ler a parte Gratuita ).

Para ler ele COMPLETO você vai ter que desembolsar R$47, mas posso garantir que vale cada centavo.
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Estratégias para Sit And Go!!!

Para aqueles que se dedicam a jogar Sit And Go, o livro que recomendo é o Sit & Win !!! 



Um livro excelente para aqueles que já jogam "Sit And Go" ( SnG) ou para os que estão pensando em começar a jogar sits.

O Sit and Win foi escrito pelo jogador profissional "Roberto Riccio" e reflete toda a experiência que ele adquiriu jogando e dando aulas.
É um manual em formato ebook de alto nível.
Roberto Riccio escreveu o livro depois de 5 anos de experiência como jogador profissional e de 3 anos e meio como coach.

O resultado, portanto, é o melhor conteúdo disponível na internet sobre sit and go’s.

E por se tratar de informação realmente voltada para uma melhor tomada de decisão e para a correção de leaks, o Sit and Win é altamente prático, cheio de exemplos e de mudanças imediatas a serem feitas em seu jogo.

Você pode ler uma parte do livro gratuitamente, Clique aqui para ler.

Para ler o livro completo você precisa comprar, mas se você quer ser um vencedor em Sit And Go, vale o investimento, Clique aqui para Comprar.


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O PokerTracker 4 é uma ferramenta criada e aperfeiçoada por jogadores de Poker.
O PT4 acompanha, analisa e ajuda a melhorar sua performance no Poker OnLine.
Atravéz das informações coletadas de cada jogador nas mesas, o PT4 é um poderoso instrumento para ajudar nas decisões que tomamos em cada mão jogada. 
O PokerTracker 4 suporta "No Limit", "Limit", "Pot-Limit", "Sit-and-Go" e "Torneios Multi-Table".

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Garanto que você vai se apaixonar pelo PokerTracker 4!!!!


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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Como Jogar Poker em Casa


Jogando Poker em Casa
Aprenda como promover e organizar um jogo de Poker em casa

Poker pode ser jogado por duas razões, são elas: a primeira por razões lucrativas, quem tem habilidade em jogar particularmente compete em torneios e vive dos prêmios que acumula e a segunda, para se divertir com os amigos. Muitos jogadores começam assim, normalmente convidados para ir à casa de algum amigo para beber, assistir futebol e jogar Poker. É dessa maneira que muitos criam gosto pelo esporte, além de ser uma atividade prazerosa, que conta com um ambiente e ar descontraído, recheado de blefes, raises e risadas.

Antes de bancar o anfitrião e dirigir uma Noite do Poker, é necessário preparar o ambiente. Aqui vai uma lista do que deve constar em um Home Game (casa de jogos). Caso não possua parte da mobília citada, poderá dar um jeito a sua maneira, mas sempre priorizando o conforto dos convidados, afinal, a sua intenção é simular um cassino dentro de casa.

Organizando uma Noite do Poker
  • Na maioria das vezes, o Poker é praticado à noite, já que os fãs geralmente trabalham durante o dia ou se sentem mais ativos a partir do fim da tarde para atividades sociais.
  • Uma mesa que comporte todos os convidados. De preferência redonda, que para muitas culturas representa a igualdade. Se possível que não seja transparente, caso contrário será preciso ter uma toalha de mesa de Poker ou um forro qualquer.
  • Um kit com baralho e um conjunto de fichas de Poker. Para se assemelhar a uma partida profissional.
  • De preferência que a mesa esteja localizada em um local luminoso, para que não haja chance de um jogador trapacear sem ser notado.
  • Algum aperitivo cai sempre bem, lembre-se; seja sempre cortês para incentivar os amigos a apreciarem o Poker assim como você, e também para causar uma boa primeira impressão, transformando essa atividade em costume. Muitas vezes acaba se tornando a parte do dia mais esperada pelos amantes do esporte.
  • Procure conhecer bem as regras, estratégias e ações do Poker antes de promover esse tipo de evento. Afinal, você não quer pagar o mico de perder jogando em casa, certo? Isso certamente acontecerá, mas você mais do que ninguém, deve manter a calma e a paciência para não criar um clima de mal estar com os convidados.

Procure Aplicar Diferentes Estratégias para Não ser Categorizado

Há algumas dicas úteis para quando for jogar em casa ou mesmo na casa de um amigo. Como esses eventos acabam virando rotina, acaba se tornando praxe ver os mesmo rostos a cada noite. Então, fica mais fácil capturar as características de jogo um do outro, tais como estratégia. Eles como seus amigos ou colegas, julgam conhecê-lo bem e encaram isso como um ponto a favor deles. O melhor que você pode fazer é verificar a forma de cada um de jogar e procurar sempre surpreendê-los, para que nunca consigam ler seus pensamentos. Como você sabe, a melhor forma de aprender a ler as jogadas de um jogador é baseando-se no seu histórico de jogadas, por isso é imprescindível mesmo quando estiver de fora da partida, analisar e buscar interpretar cada passo que determinado jogador dá.
Para concluir, essa é uma forma muito interessante de se adquirir experiência no Poker. E não há problema algum em agregar esse esporte a uma atividade entre amigos, pois como certas pessoas dizem, ‘é melhor perder dinheiro para um amigo que para um estranho’. Portando, busque tirar todo proveito destas sessões de Poker com os amigos não só para se divertir mas também para adquirir mais conhecimento e desenvolver novas habilidades.


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Artigo publicado originalmente no site Joga Poker

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Magicas com Cartas - 42º Truque

Dicas Importantes para embaralhar corretamente as cartas do baralho!!!






Aprenda a fazer mais de 600 mágicas impressionantes! Mesmo se você não tiver experiências com truques, em poucos dias você estará impressionando todos os seus amigos e família! Mágicas fáceis de aprender e que apresentam um grande efeito final.

A diferença está realmente no conhecimento, APRENDA A FAZER MÁGICAS, realizando um ato mágico para fazer da ilusão um encanto a todos.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

HUDs são Supervalorizados por Jogadores de Poker

HUDs são Supervalorizados por Jogadores de Poker


Neste artigo, o diretor do Poker Tracker Steve McLoughlin explica o valor real dos softwares de estatísticas de mãos de poker (Poker Tracker, Hold’em Manager), e porque os HUDs (heads-up displays) geralmente são supervalorizados.
Poker
Steve conversou com alguns dos mais famosos jogadores de poker online do mundo, e estes insistiram que o HUD era o que lhes dava o grande edge (vantagem) no jogo. Após uma longa conversa, finalmente estes jogadores entenderam que o edge não vem do HUD. O edge vem do fato de eles realmente serem jogadores superiores.

É óbvio que usar um HUD juntamente com um banco de dados lhe dará mais informação, mas utilizar um HUD não o transformará em um jogador vencedor instantaneamente.
O poder real destes softwares está na facilidade em revisar seu jogo, identificar suas fraquezas e forças, e combinar este conhecimento com o que seu HUD pode lhe dizer sobre seus oponentes.
O HUD é muito supervalorizado de acordo com Steve, ele não é tão importante quanto revisar seu jogo após terminar uma sessão.
Aliás, basear seu jogo somente no HUD pode levar a cometer diversos erros.

Os ranges são um exemplo de como os HUDs podem levar ao erro

Steve McLoughlin, juntament com Mason Malmuth, dono do fórum 2+2, buscaram alguns cenários onde os dados vistos no HUD poderiam levar ao erro.
Ao analisar diversos ranges, eles puderam ver como estes são mal entendidos pelos jogadores.
Em um visualizador de ranges, foi realizada uma filtragem para 3-BETs. A porcentagem de 3-BET era de 9.6%, então, qual é o range de 3-BET?
Poker1
Muitos jogadores vão pensar que o range é de 9.6%, mas na verdade este range é muito mais amplo.
Ao analisar, eles chegaram a um range de 43%, colocando todas mãos possíveis no range.
Outro problema com os dados é que muitos jogadores acabam desviando de seus estilos de jogo habituais por razões variadas.
Você pode estar jogando contra alguém bêbado ou tiltado, e isto fará que os dados não sejam precisos e reais.
Os dados não contam a história completa, e aí que mora o perigo.

Os melhores jogadores trabalham duro

Steve realmente não compra a ideia de que utilizar um HUD é um atalho para se tornar um jogador de poker vencedor. Para provar isso, ele mostra a opinião de diversos jogadores considerados melhores do mundo, para dizer o que é realmente necessário para ser bom.

“Veja o HUD como uma enciclopédia. Só porque você a tem, não significa que você será mais inteligente.”

“Ao utilizar um software como Poker Tracker ou Hold’em Manager, revise seu jogo após terminar a sessão, isso é o que grandes jogadores fazem.”

“Após terminar o jogo, tais jogadores criam relatórios, filtros, e aprendem mais sobre seu próprio jogo do que sobre o jogo de seus oponentes. Eles realmente fazem a lição de casa.”

“É a mesma coisa do que ir para o colégio. Ir para o colégio não significa realmente que você será inteligente. Para isso é necessário tempo e dedicação. O mesmo vale para o poker.”

Artigo traduzido e adaptado de: Why Poker HUDs are Overvalued by Poker Players


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Publicado originalmente no site PokerDicas


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

"As pessoas, no Poker, refletem o que elas são na vida normal"


Se a gente fizer um torneio aqui, não significa que eu vou ganhar. Mas, se a gente fizer 100 torneios, coloco minha casa, minhas filhas, eu mesmo, aposto qualquer coisa que vou ganhar mais do que cada um de vocês vai ganhar.” Soa arrogante, mas esta não é a intenção e nem o tom de André Akkari. Aos 39 anos e com um mundial no currículo, ele usa este exemplo para reforçar a imagem do pôquer enquanto esporte – e como esporte, vencer requer habilidades – e não como um jogo de azar, em que apenas a sorte acompanha os vencedores.

Na época em que entrou para o mundo de big blinds e full houses, em 2005, André, formado em Publicidade, era normal o pôquer ser confundido com jogos de azar. “O começo era trágico, diziam que era como cassino, roleta, bingo. Era muito ruim”. Ele próprio, sem nunca ter tido contato com o esporte antes, ficava na dúvida: “Vi que tinha livro [que ensina a jogar], aí você liga a televisão, passava campeonato e eram os mesmos caras nas mesas finais. Eu pensava que não era possível esses caras serem tão ‘bingueiros’, alguma lógica tem”.

“NUNCA GOSTEI DE BARALHO”

O fato de Akkari não estar familiarizado com o pôquer tem um motivo: “Nunca gostei de baralho, de sentar com os amigos e jogar cacheta, buraco”. O primeiro contato veio com uma oportunidade de trabalho. “Eu tinha montado uma empresa pequena de tecnologia com dois amigos para prestação de serviços. Um amigo nos indicou para um projeto com um site de pôquer, aí fui eu quem entrou no software de pôquer. Tinha que abrir uma conta no site, e quando você abre a conta, você recebe US$ 1 mil de mentira para jogar. Comecei a brincar e gostei.”
O início, como todo início de carreira – embora André ainda não estivesse decidido a largar tudo e virar um atleta profissional de pôquer –, não é fácil. “Primeiro que eu não falava inglês, e todo material que existia era em inglês. Em português só tinha as comunidades no Orkut, mas era muito pobre. Na época eu estava mal de grana, comprei um livro na Amazon com o cartão da minha mãe e ficava traduzindo as coisas na Internet. Eu ficava vendo as figuras, decorando. O primeiro livro era de Limit Texas Hold’em, de aposta prefixada, e eu nem tinha me ligado nisso. Li inteiro, mudou muita coisa”, conta Akkari, que jogava, na verdade, No Limit Texas Hold’em, no qual não há limite de apostas.



CENTAVOS DE DÓLAR

Quem viu o brasileiro ganhar mais de US$ 675 mil em 2011 não imagina que anos antes ele jogava online todos os dias por centavos de dólar. No horário comercial, entre 8h e 18h, André trabalhava na empresa que tinha com os dois amigos. Do momento que chegava em casa até 23h30 ele ficava com as filhas. Depois disso, seu negócio era pôquer. “Eu jogava cinco, seis, sete mesas, saía de uma, jogava outra. As mesas são curtas, duram 20 minutos. O material tosco que eu li já fazia uma diferença, já me fazia ganhar essas mesas, mas tinha outra categoria em que se pagava um centavo e ganhava 12. Nessas eu perdia.”

Empacado, o publicitário retomou os estudos, comprou outros livros e começou a fazer as contas do que seria necessário para viver do pôquer. Ele estipulou uma meta de 600 a 700 partidas por mês e logo se viu ganhando mais com o esporte do que com o trabalho, “o que não precisava de muita coisa”, já que ganhava “pouco ‘pra’ cacete”, em torno de R$ 800. Akkari afirma que precisava se dedicar mais, mas o trabalho não permitia. Após falar com os sócios e com Paula, sua esposa, ele deixou o emprego e passou a se dedicar “full time”. Os sócios, no entanto, deram uma condição. “Se der tudo errado, você volta para cá e continua. Se der certo, você cria uns projetos e coloca a gente”, lembra André.
A partir daí a rotina do brasileiro passou a ser acordar cedo e estudar o dia inteiro. “Tinha dia que nem jogava, ficava estudando.” Em três meses, ele diz que seus ganhos passaram de R$ 1.500 (mais os R$ 800 do antigo emprego) para R$ 4,5 mil, R$ 5 mil. Sua primeira grande vitória foi “cravar”, como ele se refere às vitórias, um torneio na Internet com mais de 20 mil pessoas e ganhar um prêmio de US$ 5 mil. “Fiquei surtado. Passaram alguns dias, joguei outro e cravei de novo, consegui fazer um caixa para jogar torneios de nível mais alto, mas eu ficava nessa de subir ou não porque se eu subisse ia tomar porrada. Comecei a procurar o pôquer ao vivo.”

“OS CARAS ME SACANEAVAM, ME DAVAM MOUSE”

O sucesso de Akkari no pôquer online não se refletiu imediatamente no ao vivo. Após várias etapas e “não ganhar de jeito nenhum”, ele lembra que passou a ser alvo de brincadeiras. “Os caras me sacaneavam. Eu chegava na mesa, eles me davam um mouse, diziam que eu só ganhava na Internet e precisava disso.” Mas foram esses mesmos “caras” que o convenceram a ir para Las Vegas.

“Queriam que eu fosse de qualquer jeito, me encheram. Fiz um mapa para jogar torneios de até 40 dólares, os mais baratos de Las Vegas e os mais caros da minha vida. No primeiro dia eu fiquei em 6° [lugar] e ganhei US$ 480. No dia seguinte tinha um torneio de aniversário do Doyle Bronson, lenda do pôquer. Custava US$ 435, os caras queriam que eu jogasse, falei que não ia. Até ligaram para a Paula. No final, fui lá, joguei e ganhei.” O prêmio de US$ 22 mil, dividido entre os amigos da viagem, não serviu para mudar a vida, mas mudou sua percepção e o fez tomar a decisão: “Eu vou viver dessa porra”.
De volta ao Brasil, André cravou um torneio paulista que dava vaga para o Latin American Poker Championship, em Punta del Leste, e cravou novamente, agora em solo uruguaio. Com o dinheiro do prêmio, ele quitou seu apartamento. “Na época, minha mãe me ajudava a pagar as parcelas, eu tinha um grupo de samba, pegava o dinheiro do samba. Liguei para a minha mãe, gritando, chorando, falei que o apartamento estava pago. Ela comentou que agora tínhamos uma folga de uns três meses. Falei que não, que acabou, ‘GG’ (good game), já era. Aí a velha quase empacotou”, se diverte Akkari.


O MOMENTO DA EXPLOSÃO

“2007 foi o momento da explosão. O torneio no Uruguai me deu exposição para o PokerStars (maior site de pôquer online do mundo) me procurar. Eles vieram ao Brasil e queriam alguém casado, com filhos, queriam atrelar a imagem do esporte a pessoas normais. Fui convidado para fazer parte do PokerStars Team Pro, comecei a conviver com caras infinitamente com mais conhecimento que eu, muito melhor que aprender em livros. Eu ainda não falava inglês, mas como alguns falavam espanhol, eu entendia.”

Desde que passou a jogar com o símbolo do site na camisa, Akkari passou por torneios na Inglaterra, Argentina, Bahamas, Mônaco, Espanha e Uruguai. Em 2011, em Las Vegas, ele conquistou o bracelete de ouro da World Series of Poker, se tornando o segundo brasileiro a conseguir o feito – o primeiro foi Alexandre Gomes.

DE JOGADOR A PROFESSOR E EMPRESÁRIO

Além dos compromissos mundo afora, atividade que ocupa até cinco meses no ano, André é um dos professores convidados da disciplina “Fundamentos do Pôquer”, do curso de Ciência do Esporte da Unicamp, em Campinas. Com menos de um ano, a aula é uma das mais procuradas pelos alunos da Faculdade de Ciências Aplicadas e se viu obrigada a aumentar o número de vagas, de 60 para 130 devido à procura. “Vou uma vez por semestre, mais para falar de dúvidas gerais, do lado dos negócios, do quanto você sabe analisar o risco na sua vida, tomar decisões. O mais legal é a molecada. A gente não vê o tempo passar, eu chego lá e vejo uns moleques do tamanho da minha filha”, diz.

Por conta do tempo limitado com os estudantes, Akkari diz que não tem como apresentar tudo que sabe. Em seu centro de treinamento em Cabreúva – o QG Akkari Team –, no interior de São Paulo, o cenário é outro. Uma vez por mês, ele e mais dois jogadores profissionais ministram um curso intensivo de três dias – sempre aos finais de semana – para mais de 30 pessoas. Cada um paga R$ 3.500 pelo pacote que inclui transporte, hospedagem, alimentação e aulas teóricas e práticas. O teste final, sempre aos domingos, é “prova de fogo”. “A gente joga pôquer com todo mundo assistindo. Ali nós vemos se o que ensinamos na sexta-feira e no sábado está sendo colocado em prática”, explica.
Os melhores de cada curso são observados de perto por André e a equipe de instrutores. Os melhores dos melhores formam um time de dez pessoas. “A taxa de sucesso desses dez é de 60%. Tem cara que não sabia nada, saiu de lá há um ano e meio e hoje joga PCA (PokerStars Caribbean Adventure), que cobra US$ 10 mil de entrada.” Como investidores dos atletas, Akkari e seu time ficam com um percentual do que eles ganham nos torneios. Se você está interessado em virar profissional, ele informa que o curso está lotado até abril.



A EVOLUÇÃO DO ESPORTE NO BRASIL

Apesar do pôquer ter sido reconhecido pela Federação Internacional dos Esportes da Mente (IMSA), em 2010, “encerrando uma briga burocrática”, na avaliação de André, o ápice da modalidade no País aconteceu no final do ano passado, com o discurso de Aldo Rebelo, ministro do Esporte, na abertura da Brazilian Series of Poker Millions, em São Paulo. A contratação do ex-jogador Ronaldo como embaixador do site PokerStars foi outro capítulo que ajudou a “legalizar” a imagem do pôquer, diz Akkari.

É a empresa do ex-jogador, aliás, que administra a carreira do brasileiro. Seu primeiro contato com Ronaldo foi, obviamente, em uma mesa. “Por meio de amigos em comum, fui convidado para jogar na casa dele. Estavam ele, o Adriano e o Paulo André, e eu, corintiano, surtei. Eles vieram falar que sou campeão mundial de pôquer. Estão loucos. O cara meteu dois gols na final da Copa e vem falar que eu sou campeão? Na mesa não falamos de negócios, mas depois fui convidado para fazer parte do time de atletas da 9ine. É uma honra muito grande. Foi uma pedrada de reconhecimento.”

Como acontece com todo atleta, títulos e dinheiro trazem fama. André conta que costuma ser reconhecido em shoppings, ouve “olha aquele cara do pôquer” e conta uma passagem engraçada da compra de sua nova casa, em Alphaville, na Grande São Paulo, onde mora há pouco tempo.
“Eu já tinha praticamente fechado uma casa, mas o cara da imobiliária falou para eu ver uma outra, disse que eu ia gostar. Não quis porque é um saco ver uma casa mais legal que a que você está comprando. Me apaixonei, mas era mais cara do que eu poderia pagar. Eu estava ali fora, na piscina, quando conheci o dono. Ele me reconheceu, disse, sem prepotência, que já tinha muito dinheiro, não precisava de mais e que a casa era a minha. Falei que não. Ele então pediu para que eu fizesse uma proposta. Sentei com a Paula, fizemos a proposta. Fomos almoçar, entreguei a proposta, ele rasgou tudo e riu.”

SAMBA O TEMPO TODO

Ao acompanhar uma mesa pela televisão, não é difícil notar que cada jogador tem sua mania, sua superstição. Doyle Bronson tem seu chapéu de caubói, Greg Merson costuma usar camisas de beisebol. Ao ser questionado sobre quais são as suas, André responde que tentou se educar para não ficar escravo disso. Seu preparo para o jogo é ouvir samba, inclusive durante a partida, vestir roupas confortáveis e receber massagens a cada três horas. “Parece que não tem, mas tem um limite físico grande. Depois de certa idade, eu tenho certeza que não vai dar para jogar. Em 2005, eu jogava 27 mesas online ao mesmo tempo em dois monitores de 29 polegadas. Hoje em dia eu jogo 18.”

“AS PESSOAS REFLETEM O QUE SÃO NA VIDA NORMAL”

Em torneios ao vivo, o brasileiro costuma passar até 12h por dia durante quatro dias consecutivos. Some isso ao currículo com cerca de 400 competições e você terá uma quantidade considerável de horas. Um dos “patrimônios” que o pôquer dá, de acordo com Akkari, é a habilidade de ler seus adversários. “Quanto mais conhecedor do ser humano você for, mais resultados você vai ter. As pessoas, na mesa do pôquer, refletem o que elas são na vida normal. Quem é ganancioso, é ganancioso; quem é corajoso, é corajoso; quem é cagão, é cagão. Eles demonstram em fichas, no tempo que demoram para pedir mesa, para apostar. Depois de nove anos eu virei especialista. Até me policio para não ficar vendo padrões toda hora e tentar estabelecer o que vai acontecer. Faço isso com minhas filhas, com a Paula.”

CINCO LIÇÕES DO PÔQUER PARA A VIDA:

1. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

“A lição mais importante é que eu sempre fui muito desregulado financeiramente, maluco, de não guardar dinheiro e pensar em quanto tenho. O pôquer me ensinou a fazer uma administração de outro jeito, em fazer coisas dentro de um limite. Planejar e fazer.”

2. CONFIANÇA
“A segunda lição é até onde o ser humano pode ir. O esporte me ensinou demais em quem você pode confiar, com quem você deve zerar o tratamento, não precisa tratar mal ninguém, é deixar passar batido. Quando você fica nove horas na mesa, você observa o quanto uma pessoa é persuasiva, o quão necessário é para ela te manipular e te usar depois.”

3. RISCO
"É outro patrimônio fundamental. Todas as mãos são uma análise de risco. Você analisa se vale a pena correr esse risco, quanto custa esse risco, quanto ele vai gerar de benefício. O pôquer te ensina isso a todo momento.”

4. ABRIR MÃO
"É outra coisa básica. Não dá para ganhar na vida se não abrir mão de uma coisa. Pôquer é soltar uma ficha na mesa para pegar duas. Ganhar dinheiro é saber entregar dinheiro. As pessoas trabalham, ganham R$ 5 mil e pensam com o que vão gastar os R$ 5 mil, não onde vão investir os R$ 5 mil ou parte dele. Não existe jogador de pôquer que não tenha essa visão.”


5. PADRÃO
“Você entende o quanto a estatística é importante na vida do ser humano. Se o cara consegue uma trinca no flop (virada das três cartas comunitárias do Texas Hold’em), pede mesa e faz uma piada, ele vai fazer isso todas as vezes em que trincar no flop. E tem gente que não percebe isso.”



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tutorial - Regras e Dicas para Poker Texas Hold'em

Primeira Parte do Tutorial que mostra as regras do Poker Texas Hold'em e ensina dicas importantes para você jogar corretamente o Poker. 
Neste episódio você vai ver:
1 - Mecânica do Jogo
2 - Classificação de Mãos
3 - Regras do Showdown
4 - Mãos Iniciais
5 - Jogando com Convicção
6 - Posições no Poker
7 - Jogando nas Posições Iniciais



Segunda Parte do Tutorial 
Neste episódio você vai ver:
1 - Jogando em Posições Intermediárias e Finais
2 - Blefando no Poker
3 - Estilos de Jogo
4 - Outros Estilos de Jogo




Terceira Parte do Tutorial 
Neste episódio você vai ver:
1 - Avaliando o Flop
2 - Jogando Mãos Fortes
3 - Jogando Draws



domingo, 2 de fevereiro de 2014

Poker vs. Psicologia: Humildade ou Arrogância?

Poker vs. Psicologia: Humildade ou Arrogância?

Bom, hoje estou de volta para analisar uma mão, porém, essa não é uma da série do blog em que analisamos uma mão costumeiramente. A ideia aqui é observar como a mente de um jogador deve estar tão preparada para o Poker quanto o seu físico.

Muitos jogadores sabem que em torneios é esperado passar-se horas e horas à frente do monitor e muitos jogadores profissionais fazem exercícios físicos para tal.
Por isso, muitas vezes quando alguém retruca que Poker não pode ser um esporte porque não é uma atividade física. Eu discordo. Ninguém pode passar 5, 6... 8 horas disputando um torneio sem estar preparado fisicamente para tal.
O cansaço, e muitos outros problemas físicos que advêm já são conhecidos há anos, não somente no Poker, mas em outras atividades profissionais que requerem que se passe muito tempo sentado à frente de um computador. Podemos tomar o LER (Lesão por Esforço Repetitivo) como um bom exemplo disso.

Outro fator que deve ser fortemente trabalhado é o exercício psicológico.
 Poker, como todos nós sabemos, pode ser um exercício extenuante para a mente, para o emocional. É muito fácil dizer que, para um bom jogador, a mão que acabou, ACABOU, que ele não deve se importar mais com ela e se focar na mão seguinte, friamente, como se fosse a primeira mão daquele dia/sessão.
Mas, há que se admitir que, no calor das “batalhas”, isso é algo mais simples de se dizer e de se escutar como lição do que se poder realizar praticamente 100% do tempo.

É ai que entra o psicológico do jogador.
E, é nesse ponto que você define um jogador vencedor de um jogador perdedor.
Imaginemos um jogador que jogou 2.500 torneios em 3 meses, imaginemos que esse jogador se manteve a margem em seu ROI e que, mês a mês sem avançar, mesmo maturando e evoluindo seu jogo, porém, sem ainda conseguir evoluir nos resultados, e, no final desse período que citamos, ele começa a ficar negativo até.
Que seu ROI passa a ser negativo, que sua porcentagem ITM cai abaixo do necessário para se obter lucratividade nesse projeto e, por mais que se observe os adversários, por mais que se observe seus próprios erros e corrija-os, nada muda.

Será downswing? Os outros jogadores são melhores e têm mais sorte? Seria nosso herói um jogador ruim e não se dá conta disso?
Possível. Porém, esse não é o caso aqui. Downswings vem e passam, e mesmo épocas de downswing têm momentos de refresco. E, com certeza, não duram meses a fio. Sorte... bom, sorte é um fator alheio ao bom jogador, ele depende pouco dela. Por isso, downswings são passageiros e a habilidade em algum momento do trajeto ela falará mais alto que a sorte e o upswing virá.
Os outros jogadores são melhores? Não, não são melhores e nem têm mais sorte, e, acredite, nem Deus gosta mais deles do que gosta de você (caso você seja um religioso fanático que a cada bad beat culpa tudo e todos amaldiçoando Deus e, no final, se diverte apenas aprendendo ou criando novos palavrões para descarregar sua ira sobre o adversário que, convenhamos, nem imagina isso, então, tanto faz – momento pausa pra reflexão pessoal do autor), então, você e o outro jogador estão em pé de igualdade, cabendo unicamente a experiência e ao conhecimento ditar os rumos do jogo.
Como eu disse acima, realmente não é o caso, nosso herói é um jogador habilidoso e tem aprendido e evoluído seu jogo nesses anos, porém, evoluir e aprender suas jogadas, não adiantarão se você não aprender e evoluir também seu pensamento.

Um exemplo na análise da mão a seguir, que farei rápido para não alongar muito esse artigo.

Torneio 12p, 6-max, buyIn de $1,50, quatro jogadores restando na mesa (ainda não era FT), blinds ainda nível 2 em 30/15 e nosso herói no BU (Botton) entrando de limp com Q♣ 8♣ e, com isso, permitindo que o SB e o BB e o UTG (os outros 3 restantes, portanto toda a mesa entrou na mão) vissem o flop de forma barata.
Comum essa jogada, porém, a maioria analisaria como incorreta, pois a posição privilegiada daria ao nosso herói a chance de usar a mão para tentar um movimento mais agressivo e, com isso, diminuir a quantidade de jogadores na disputa da mão, fator imprescindível na disputa de qualquer mão que se queira ganhar.

Nosso flop traz um K♣, um T♣, ambos de paus, mesmo naipe do nosso herói, e um 6♥.
Nosso herói com draw de flush e bem posicionado, deveria nesse momento observar a ação e tentar tomá-la para si, na forma de agressor, o que seria mais fácil se houvesse dado um raise anteriormente do que agora, com vários jogadores no pós-flop. Diante do check geral, nosso herói faz um raise padrão, onde recebe call do SB e do BB, completando com um fold do UTG. Até aqui, perfeito, o que iniciamos errado pode se transformar de repente num acerto.

O turn nos traz um J♣ de paus, consagrando nosso herói com um belo flush.
Não vou aqui desfilar a gama de ações que se poderia tomar nesse momento, porém, limito-me a dizer que nosso herói jogou de forma correta em parte pois, diante do check dos vilões ele aplicou um raise abaixo de 50% do pote, algo inadmissível para uma estratégia agressiva como almeja nosso herói em seu crescimento como jogador de Poker.

Quando você faz uma mão e tem um estilo agressivo, você não pode ficar toda hora alternado agressividade e passividade com a desculpa de querer extrair valor da mão, você precisa ser coerente consigo mesmo, não com seu adversário, pois esse muda a cada mão, mas consigo mesmo.
Nem toda mão é passível de se extrair valor, na verdade, a grande maioria não é e, em determinado ponto, se passa a fazer isso como via de regra e o convite que isso faz à bad beat é imenso.

Nosso herói da um raise de 180 fichas num pote de 390 fichas com um flush na mão.
O SB responde com um reraise, dobrando a aposta de nosso herói, seguido de um call do BB. Novamente demonstrando alteração na sua tática, nosso herói escolhe dar call apenas.

O turn nos traz um A♥ de copas, que completa 4 cartas sequenciais na board, apontando que havia a enorme possibilidade de um dos jogadores ter feito uma sequência possuindo a dama que faltava. Porém, nosso herói está à frente disso, afinal flush ganha de sequência.

Nesse momento, o SB anuncia allin, o BB dá call e nosso herói, último a falar, para, pensa e anuncia FOLD.
Isso mesmo senhores, FOLD.

Não posso deixar de chamar a atenção para minha total indignação quanto a esse fold.
Como jogador de Poker há quase 9 anos, perdi muitas mãos e já ganhei muitas mãos, já me salvei com folds estranhos, mas nunca foldei uma mão que eu, por força da minha forma de jogar, tenho total confiança que é vencedora, esteja certo ou errado, isso faz parte da essência de jogar, essência essa que geralmente só pode ser colocada de lado em virtude de um fator, o psicológico.

Abaixo, coloco o boom dessa mão para ilustrar melhor, pois me é doloroso dizer que o SB ganhou a mão com um flush com 89s de paus na mão. Ou seja, nosso herói foldou completamente equivocado.




Cabe aqui salientar que nosso herói não foldou por acaso.
Ele foldou acreditando que, o SB possuía o A de paus que faltava na equação, e que também havia feito flush. Por que isso?
Sim, voltamos àquela máxima do início do post sobre levar mãos anteriores para a mesa nas decisões das novas mãos que se joga. E deixar que elas assombrem seu jogo.

Psicologicamente você mesmo se rotula como um perdedor que sempre sofrerá o mesmo golpe, então se amedronta e comete o erro, como foi o caso de nosso amigo.
Agora vejam, poderia muito bem o SB abrir um flush com o A, mas isso seria perfeitamente normal e nosso herói teria perdido para o jogador da SB, o que não foi o caso, nosso herói perdeu para ele mesmo, para seu psicológico abalado pela experiência que, provavelmente, está se tornando negativa justamente por esse fator psicológico.

A lição a se tirar disso é que, humildade é pra jogador de futebol em coletiva de imprensa.
Jogador de futebol joga com 10 outros marmanjos pra dividir a culpa ou a vitória.
Jogador de Poker não, joga sozinho e, nesse mondo solitário que ele tem dentro de sua cabeça durante a mão que disputa, ele deve ser seu próprio Deus, ele deve ser e se achar o grande vencedor e um grande jogador.


Jamais, em momento algum se menospreze numa mesa de Poker, porque o primeiro passo de ser um perdedor, é acreditar que é um perdedor.
Seja um vencedor, mas comece sendo um vencedor em sua cabeça. É o campo de batalha onde você ganhará todas as guerras.
Nosso herói é um excelente jogador e precisa se conscientizar disso, confiar em si próprio pois tem feito um grande trabalho de crescimento como jogador de Poker o que, com toda certeza, também traz um grande crescimento como pessoa, apesar dele já ser uma pessoa especial sempre.

Por isso, meu amigo, uso esse post para lhe dizer que levante a cabeça e prossiga nessa luta que você tem levado até mais a sério do que eu mesmo, me dando exemplo e força, que é o mínimo que eu posso te passar nesse momento. A você e a todos os jogadores, confiem sempre em si mesmos, mesmo que isso beire a arrogância e que isso não seja parte do seu caráter e, jamais sentem na mesa para jogar mãos passadas.

Grande abraço para todos e, principalmente, pro meu amigo e excelente jogador que precisa, mais do que nunca, se conscientizar disso, Luke.

MarcioCP
PokerManiaBR