domingo, 10 de abril de 2016

Jogando o Turn

Jogando o Turn

Como Jogar o Turn no Poker


Por João


No Poker, qualquer uma das fases do jogo e rondadas de apostas tem uma importância semelhante. Contudo, deve afinar a sua estratégia em função das particularidades de cada uma delas. Deste ponto de vista, o turn nunca poderá ser considerado uma exceção. Saiba como jogar o Turn no Poker, uma vez que este é mais um momento do jogo que qualquer jogador deve aspirar a dominar.

O que é o Turn?


A terceira rondada de apostas do Poker sucede durante aquilo a que se dá o nome de Turn.

Nesta fase de cada jogo, que ocorre depois do Pré-flop e do Flop, já existem três cartas abertas na mesa. É neste momento que o dealer vira a quarta carta comunitária, dando início a uma nova rondada de apostas.

Se ainda estiver em jogo durante o turn, a força da sua mão já deve estar, neste momento, quase definida. Isto porque, a seguir, o dealer apenas colocará mais uma carta na mesa. Assim, tanto para você como para os outros jogadores, as probabilidades de melhorar o seu jogo serão agora muito menores do que nas rondadas anteriores.

Resumindo: durante o turn, qualquer jogador deve estar ciente de que resta apenas o river para os momentos posteriores do jogo. Estatisticamente, as probabilidades de a próxima carta comunitária inverter as relações de poder entre os vários jogadores está agora ainda mais reduzida.

Melhore a Qualidade das suas Estratégias no Turn


Este conselho tem uma aplicação quase geral no que diz respeito à prática do poker.

Qualquer praticante que pretenda melhorar o seu domínio do jogo deve manter uma atenção constante sobre as ações dos seus oponentes. Isto permitir-lhe-á avaliar a qualidade das mãos dos seus adversários com muito mais eficácia.

Durante o turn em particular, levante sempre questões relativamente ao comportamento dos seus adversários.

Será que há incongruências na forma como apostaram nesta rondada e nas rondadas anteriores? 
Será possível que a força da sua mão tenha mudado radicalmente?

O seu oponente está seguro da sua mão? 
As suas ações parecem desesperadas, confiantes, ou ponderadas?

Tenha ainda em mente que, se ainda houver muitos jogadores disputando o pot, as probabilidades de vencer a mão podem ser muito mais reduzidas. É mais provável que o jogo de algum dos seus adversários possa surpreendê-lo no final. E no poker, este tipo de novidades quase nunca são boas.

Uma vez que a força da sua mão está praticamente definida, analise novamente quais são as possibilidades de vencer a competição caso seja forçado a mostrar o seu jogo.

O seu jogo pode ter ficado mais forte neste momento. Contudo, também é possível que aquela carta que estava esperando para obter uma boa combinação não apareça na mesa.

Dependendo do grau de confiança que tem na sua mão, deverá escolher uma de duas estratégias em matéria de apostas no turn.

Se estiver convicto de que o seu jogo é o mais forte na mesa, não tenha medo de subir a parada. 
A lógica envolvida nesta operação é muito simples: se é você quem vai ficar com o pot depois de todas as rondadas de apostas estarem terminadas, quanto mais forem as fichas que o constituem, maior será o seu lucro.

Se algum jogador tomar a iniciativa de fazer raise e você tiver muita confiança na força da sua mão, também é boa ideia ceder-lhe o protagonismo. Assim, pode induzi-lo em erro e maximizar as suas receitas.

Caso não esteja seguro da sua mão, o melhor é mesmo apostar de forma prudente. Tente manter-se em jogo, uma vez que há uma pequena possibilidade do seu jogo melhorar durante o river, mas evite a todo o custo que a aposta mínima aumente demasiado para as suas possibilidades.

Não se esqueça de pôr aquilo que acabou de aprender em prática. 
Melhore os seus conhecimentos do jogo e torne-se um mestre do turn. 
Boa sorte nas mesas de jogo!


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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Você pagaria um All-in de Phil Ivey?

Check/raise de Phil Ivey, você trincado no river, pagaria all-in da fera?

É inegável que Phil Ivey é um dos maiores nomes de todos os tempos do Poker mundial. Quando ele pega um jogador da multidão, geralmente ele abre a caixa de ferramentas. Aqui, por duas vezes ele usa o Check/Raise, uma vez arriscando set value, e outra controlando short.
O short, Phill Mader, jogador da multidão, algo entre semi-profissional e profissional, com premiaçoes que variam entre $800 e $20mil na carreira,
tendo seu maior resultado no WSOP 2013, faturando pouco mais de $180k.
De inicio, Mader tem uma decisão difícil, trincado na dama, tem Phil Ivey dando all-in do outro lado. E aí? Quem paga?

(Clássica pergunta...) Você pagaria? E o fold, seria por quê? 

Depois um bônus, uma mão da lenda Doyle Brunson contra mais um semi-profissional da multidão.
Fechamos com A revanche entre Ivey e Mader, uma boa surpresa do baralho! ;o)





quarta-feira, 6 de abril de 2016

Jogar Poker é Perda de Tempo?

Jogar Poker é Perda de Tempo?
Nem sempre



Jogar poker é perda de tempo? Nem sempre. O jogo de poker exercita nossos “músculos” sociais e estratégicos, indispensáveis a uma carreira de sucesso, vejam 4 coisas que você aprende com poker.

1. Poker te Ensina a Calcular Oportunidades e Riscos

Saber qual a probabilidade da sua mão de cartas ser melhor do que a mão dos seus competidores é indispensável para se dar minimamente bem no poker. Avaliar concomitantemente riscos e oportunidades é um exercício fundamental para tomada consciente de decisões.

2. Poker te Ensina a Observar Pessoas

Observar o comportamento dos outros jogadores e identificar padrões é o que te leva a um nível superior em um jogo. A maior parte das pessoas está interessada apenas em suas cartas e na possibilidade de compor uma boa mão. Mas como aprendido acima, uma boa mão é uma mão melhor do que os demais companheiros de mesa. É um exercício de “leitura de mercado”. Todo mundo tem um tique nervoso que entrega alguma informação, um olhar específico de desconforto, uma coçada no nariz quando está blefando. Quem é observador e aprende a reconhecer estes indicadores tem vantagem em qualquer situação de negócios.

3. Poker te Ensina que Percepção de Valor é Algo bem Relativo

Agora que você sabe “ler o mercado”, pode se aventurar a “escrever o mercado” de vez em quando. Você começa a entender que é possível jogar não apenas com a sua mão, mas também com a mão que os outros acham que você tem. Blefar é usar a imagem que você construiu naquele ambiente para quebrar a rigidez das probabilidades matemáticas e subverter padrões – uma arte. Porque se for para depender só da sorte para ganhar, não é capitalismo.

4. Poker te Ensina a Importância de Desistir em Tempo e Evitar Maiores Prejuízos

Calcular o momento certo para desistir de uma mão de poker é um excelente exercício. Por mais que você já tenha comprometido recursos naquela aposta, entender logo que o que está na mesa já não tem mais como ser recuperado evita que você acabe pagando para ver. E não tem nada pior do que uma mão que você faz questão de pagar só para provar para si mesmo que foi um idiota.





domingo, 3 de abril de 2016

Diferenças entre os Torneios Live e Online



Anatomia Humana Aplicada ao Poker

( brincadeira com meu amigo Luiz Maia )


Por Fabio Eiji


Uma brincadeira com um amigo que joga majoritariamente torneios e cash games live (imagem acima confeccionada toscamente no paint) me motivou a escrever esse post.


Esse meu amigo, chamado Luiz Maia e do qual já falei em outros posts - recentemente foi um dos bolhas da FT do BSOP Sampa, caindo quase ao mesmo tempo que o Thiago Napoleão, outro grande amigo e jogador da turma - tem vasta experiência em eventos live. Ele joga torneios e cash games caros há muito tempo e sempre foi vencedor em ambas as modalidades.

Eu, por outro lado, tenho uma formação majoritariamente online, apesar de freqüentar relativamente bastante os eventos ao vivo.

Nesses eventos, não tenho costume de levar em consideração falas, atitudes, comportamentos ou posturas para decidir se devo dar call ou não naquele river. Já o Maia nunca deixa de observar essas coisas. Como não confio na minha "leitura de tells", tendo a restringir minha observação a fatores como tamanho de apostas, histórico e perfil do oponentes e textura de bordo.

Pois a beleza disso tudo é que o Maia não ignora essas coisas, que são muito importantes, mas ele confia tanto em sua própria experiência que muitas vezes elas ficam em segundo plano.

Conseqüentemente, temos visões (algumas vezes bastante) diferentes sobre algumas mãos, situações e estratégias.

O jogo não muda. Os conceitos matemáticos e os aspectos lógicos são os mesmos. Porém, devido a particularidades de cada um, questões estratégicas têm que ser (re)consideradas.

Apontarei abaixo algumas diferenças entre o jogo live e online e os principais ajustes que devemos fazer. O leitor e a leitora (que provavelmente tem uma mínima experiência em ambos os jogos) deve sentir-se a vontade para ajudar a completar a lista.


1) Valores e tempo investidos


Jogar live custa caro. Não pense apenas no valor do buy-in; há ainda gastos com alimentação, hospedagem, deslocamento, etc. Tomemos o BSOP em São Paulo como referência. Pra um jogador de Floripa, o BSOP não custa R$2.200,00 mas sim, no mínimo, o dobro disso. São R$600,00 de avião, R$1200,00 de hospedagem (se ficar no hotel do evento), R$500 a R$1000,00 de alimentação e por aí vai (e eu nem vou entrar no mérito da questão do imposto). Todo esse dinheiro é morto, ou seja, não vai para a premiação e não volta mesmo que seu ROI (retorno sobre o investimento) esperado seja positivo. Se chegar à reta final do torneio, terá investido 3 ou 4 dias jogando o mesmo torneio, de 12h a 16h por dia.

Já no poker online, esse valor pode ser diluído em vários torneios, com premiações menos atrativas, mas com mais possibilidades de sucesso. E não há gastos extras, excetuando-se o rake. 

Isso tudo leva os jogadores a valorizarem muito mais uma reta final de um evento ao vivo do que de um torneio regular online.


2) Qualidade do field


Os torneios mais caros do poker online (entre US$100 e RS$500) têm fields duríssimos, com alguns dos melhores jogadores do mundo se enfrentando diariamente. A proporção entre amadores/aventureiros/satelitados X regulares/profissionais é muito menor que nos eventos ao vivo, principalmente se comparado à realidade do Brasil.

Aqui, num torneio caro como o BSOP, a grande maioria dos jogadores não é profissional e compõe um field em certa medida fraco (apesar de, na minha opinião, ter melhorado muito nos últimos 2 anos). Encontramos de tudo em um BSOP: desde o "satelitado" que não tem grana pra se hospedar até os melhores jogadores do país.

Além disso, o poker online evoluí muito mais rápido que o poker live e algumas tendências mais agressivas, que são padrões no online, podem acabar sendo spew (do inglês vomitar, ou seja, ser tão agressivo ao ponto de entregar as fichas, vomitá-las) no live, justamente porque os oponentes estão em um outro nível de agressividade.



3) Os "tells"


Há quem pense que no poker online não há tells. Ledo engano! Há muitas informações que os oponentes (principalmente os mais fracos) dão gratuitamente. Os principais deles dizem respeito ao tamanho das apostas e o tempo que leva pra agir.

A grosso modo, quando um oponente dá um call muito rápido, ele não tem a parte mais forte do range, como trincas, overpairs etc. Ele geralmente tem um draw ou uma mão de força mediana. O mesmo com relação às apostas. Quando chega no river e seu oponente aposta perto de 1/3 do pote, ele provavelmente está tentando uma thin value bet, ou seja, ele tem um valor fraco, suficiente pra extrair de algumas poucas mãos, mas longe de ser nuts - e, geralmente, também não é blefe. Logo, deve-se pensar mais em raise que call.

Estes são apenas alguns exemplos. Quanto mais conhecemos nosso adversário no online, mais informações temos sobre suas tells e mais podemos explorá-las.

No Live, essas dicas também funcionam, mas jogadores mais experientes conseguem perceber outros tipos de comportamento. Por exemplo, um jogador que treme demais, ao contrário do que algumas pessoas pensam, tende a estar muito forte na mão. Quando o pote está muito grande, o jogador que está blefando quase sempre deixa uma pista. A respiração muda, alguns ficam vermelhos, etc.

Com essas informações em mãos, a análise dos ranges muda. Numa situação hipotética: se antes de perceber um tell o range dele poderia ter blefe, agora ele evidenciou que só tem valor. O desafio, então, é pensar quais mãos nosso oponente considera valor nesse spot.



Vamos a um exemplo:

Mesa cheia, 9 jogadores. Herói está no BB com 27bbs. UTG (40bbs) é um jogador bom e sólido e o BTN (20bbs) é um jogador tight e inexperiente.

UTG abre miniraise. Mesa roda em fold até o BTN, que pára e pensa em torno de 1 minuto e anuncia call. Herói no BB olha AQo e squeeza, 7bbs. UTG folda e o BTN anuncia all-in. Herói paga.

Com a minha formação advinda do poker online, onde o jogo é mais agressivo e tenho menos informações a disposição, considerei a jogada bem padrão. O squeeze funciona bem porque 1) AQo não é uma mão tão forte pra jogar fora de posição e contra 2 jogadores; 2) podemos induzir o BTN a shovar mãos fracas achando que estamos "roubando". Por isso, estimo que o range do BTN seja algo em torno de: 66+,ATs+,AJo+, KQo+,KJs+ e contra esse range temos ~48% de equidade, precisando de ~30% pra ser break even. Easy call!

Agora, na visão de um jogador mais experiente em torneios live, o tempo que o jogadorno BTN levou para dar call indicava que ele estava indeciso entre o flat e a 3bet. Se o jogador considerou a 3bet e acabou pagando, podemos excluir os blefes do range. Sobra apenas o range de valor. E, para o meu amigo especialista em live, ele tinha apenas "trap", ou seja, QQ+ e AK. Contra esse range, teríamos ~25% de equidade, o que torna nosso call errado.

Eu ainda consideraria ampliar o range para TT+,AQs+,AKo, o que nos daria ~31% de equidade, tornando a decisão close. E, nesse momento, aplicamos uma mudança estratégica com relação aos torneios online: por se tratar de um field mais fácil, por termos investido muito tempo, entre outras coisas, há que se optar pelo fold em toda decisão que se mostrar close, já que o edge (vantagem sobre os outros jogadores) do Herói é tão grande que faz com que seja um desperdício agarrar uma vantagem matemática tão pequena.

Deu pra sacar?

Se eu não me fiz entender muito bem, deixa um comentário com sua dúvida.

Por hoje é isso! Abraços!







sexta-feira, 1 de abril de 2016

Uma Bad Beat para Negreanu

Daniel Negreanu é sempre uma presença engraçada na mesa. Apesar de uns acharem estratégia para minar adversários, outros acharem apenas que ele é conversador e boa praça, nenhum deles pode negar que a mesa de poker fica mais animada. Ele ja mostrou que é um dos maiores jogadores de todos os tempos... Mas, será que ele vence até urubuzada? No WSOP National Championship de 2015, Darryll Fish, sentado ao lado de Negreanu, trouxe uma bela "uruca" para o mitologico canadense.





quinta-feira, 31 de março de 2016

Akkari e Federal na Câmara de Deputados

Ontem, 30.03.2016, André Akkari e Igor "Federal" Trafane ( Presidente da Confederação Brasileira de Texas Hold’em ) fizeram a defesa do poker como jogo de habilidade perante diversos parlamentares na Câmara de Deputados em Brasília.

Veja abaixo o vídeo completo da audiência pública sobre o Marco Regulatório dos Jogos no Brasil.





quarta-feira, 30 de março de 2016

Situações Chatas em Cash Games


Situações Chatas em Cash Games




Quando tudo vai bem, poker é um jogo fácil: Sempre que você da raise com KK, o flop vem rainbow, toda vez que você aumenta com A-K você acerta top pair, e se algum oponente three betar, ele sempre terá Ases.

Infelizmente, raramente o poker será tão fácil assim, especialmente em cash games, onde os stacks são mais deeps. Na maioria das vezes você se encontrará em situações onde não há uma linha de raciocínio óbvia. Mas não se desespere – Selecionamos 5 das mais complicadas e frustrantes situações que vemos nas mesas todos os dias, com conselhos essenciais para se sair melhor nelas.

Ás no Flop


O problema: Você tem recebido lixo por horas, e finalmente recebe KK. Você aumenta e tem um call. Você já vislumbra dobrar quando um As infeliz vem no flop, deixando você inseguro sobre o que fazer.

A cura: Infelizmente, pode parar de sonhar em dobrar. O as no flop significa que ou você está batido, e irá afundar com seus reis ou estará em posição dominante, mas dificilmente conseguirá aumentar o tamanho do pote com esse as.

Controle do pote é muito importante neste cenário. Se você está em posição, vale a pena disparar uma continuation bet para ver como seu oponente reage. Se ele pagar, então tente ir ao showdown sem arriscar muito mais dinheiro. Se ele aumentar, podemos ter um problema à vista – Sem muita leitura, é melhor foldar a mão e seguir em frente.

Fora de posição, sua tarefa é ainda mais complicada. Você pode C-betar e desistir se for pago, ou dar check e pagar uma aposta. A maioria dos oponentes é incapaz de disparar múltiplos barrels contra um jogador que aumentou com um as no flop, então você não deve ser posto em situações muito complicadas. Se a mão seguir em check até o river, você pode até apostar e tentar ganhar algo de pares menores, confiante que seu oponente não tenha um as.

Não acertando com A-K.


O problema: Você aumenta no botão com AK e o flop não traz nada de útil para sua mão. Seu ardiloso oponente está no big blind e abre check.

A cura: Muitos jogadores ligam o piloto automático, e aplicam uma c-bet com AK sem se importar com a textura do flop. Embora isso possa lhe garantir a vitória uma ou outra vez, se você c-betar em um flop 2-2-6 rainbow provavelmente só receberá calls de mãos melhores que a sua. Freqüentemente, a melhor linha para se seguir com A-K é dar check behind no flop, por algumas razões.

Primeiro, se você estiver atrás, manterá o pote pequeno, e provavelmente terá 6 outs limpos (ases e reis) para ter a melhor mão no turn. Segundo, você já pode estar em uma posição dominante contra mãos como AQ ou KJ. Estas mãos podem não pagar uma aposta no flop, mas podem render muito dinheiro em streets futuras se vocês acertarem o par. Por último, um jogador ardiloso geralmente irá aplicar um check-raise com par neste tipo de flop seco, já que você está demonstrando ter um range bem fechado. Um bom oponente notará isso, e apenas aplicará um chek-raise em boa parte das vezes.

Turns assustadores.


O problema: Você aumenta com uma mão sólida como Kd Jd e vê um bom, mas perigoso, flop: Jc-5s-4s. Você faz uma c-bet padrão e seu oponente paga. O turn é um assustador As, que completa o flsuh draw e trás uma overcard.

A cura: Mesmo essa sendo a última carta que você queria ver, ainda não é hora de desistir da mão. Há poucas razões em apostar novamente (neste caso tornando sua mão em um blefe), então dê check e espere a ação de seu oponente. Se ele betar, sua decisão dependerá de seu oponente. Se ele é agressivo, então é mais provável que ele tivesse aumentado em posição com um flush draw, sendo possível que ele apenas esteja querendo representar o flush. Se você estiver confiante nesta leitura, você pode pagar e reavaliá-la no river. Entretanto, se você está enfrentando um oponente padrão, que joga seus draws de forma passiva, você pode foldar sem remorso.

Bons jogadores irão usar cartas como essa para aplicar pressão com freqüência. Então preste bastante atenção à suas ações antes de simplesmente desistir. Pense em como ele joga cada street, e como isso afeta o range dele, antes de tomar sua decisão.

Recebendo um check-raise no river.


O problema: Você chega ao river com uma mão bem forte. Seu oponente dá check e você faz uma boa value bet, apenas para receber um check-raise all in inesperado.

A cura: Um check-raise no river expressa força e raramente é um blefe, especialmente em jogos de stacks mais baixos. Como os potes são bem grandes neste ponto, normalmente você receberá bons odds para pagar, mas será um grande erro se sempre fizer isto.

Sua decisão depende da força de sua mão, em relação ao bordo e ao possível range de check-raise por valor de seu oponente. Por exemplo, você pode aplicar uma value bet com Ad-2d em um bordo com Ac-2c-Qd-6s-Jh, mas uma vez que você recebe um check-raise, seu Ad-2d bate apenas um pequeno range de mãos com as quais seu oponente aplicaria um value bet. Valeu bet com A-2 nesta situação é “ok”, mas você deve foldar para a maioria dos check-raise, por que geralmente só estará vencendo blefes.

As situações mais complicadas vêm quando você tem mãos como um flush, com o 10 como carta mais alta. A decisão agora é uma combinação de pot odds, as tendências de seus oponentes e como foi jogada o resto da mão. Antes de apostar suas fichas, pare e pense se você espera mesmo estar na frente. Se você tem 4-1 para pagar, e imaginar que ele estaria indo all in com uma mão pior ou com um blefe mais de 20% das vezes, então este é um call.

Lidando com three bets constantes


O problema: Você tem aberto em posição com mãos decentes como A-J, K-T e K-J, mas um jogador agressivo à sua esquerda continua a aplicar three bets contra você, deixando-o sem saber o que fazer.

A cura: Ninguém gosta de ser three betado. Irrita e te obriga a tomar decisões difíceis, especialmente se você aumenta com mãos decentes, porém vulneráveis. Por mais fraco que pareça, o melhor é foldar e esperar uma chance melhor. Com uma mão como A-J você não pode se acostumar a pagar three bets fora de posição contra bons jogadores. Você pode ser facilmente dominado por mãos melhores, e se seu oponente esta three betando de forma light – como os bons jogadores costumam fazer – sua linha passiva significara que você tem que acertar o flop para continuar. Como resultado disso, ou você ganhará um pote pequeno quando seu oponente estiver betando, ou perderá um grande pote, nas ocasiões em que você dois floparem algo e você estiver dominado.

O four bet é uma opção a ser considerada, mas com essas mãos ele pode ser um problema. Você não pode estar feliz por estar pagando um shove e só será bem sucedido em forçar o fold quando seu oponente realmente estiver blefando. Como você não está four-betando por valor, você pode fazer isso com uma mão como 6-7 suited que dificilmente está dominada e joga bem no pósflop. Uma alternativa, claro, é tornar mais tight o seu range para abrir no préflop naquela posição ou, se você já não agüenta mais, mude de mesa.