quarta-feira, 14 de maio de 2014

Relação de Bônus Grátis - Ativos em Maio / 2014


Relação de Bônus Grátis - Ativos em Maio / 2014


Bônus Grátis SEM DEPÓSITO




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Roberto Riccio escreveu o livro depois de 5 anos de experiência como jogador profissional e de 3 anos e meio como coach.

O resultado, portanto, é o melhor conteúdo disponível na internet sobre sit and go’s.

E por se tratar de informação realmente voltada para uma melhor tomada de decisão e para a correção de leaks, o Sit and Win é altamente prático, cheio de exemplos e de mudanças imediatas a serem feitas em seu jogo.

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domingo, 11 de maio de 2014

Analisando a Jogada - 20ª mão



Olá leitores da PokerManiaBR!!
Desta vez encontrei uma mão interessante jogada pelo "KidPoker".
Para aqueles que não sabem, "KidPoker" é o nickname do vencedor de 6 Braceletes da WSOP, Daniel Negreanu.
A mão que analisaremos aconteceu no "Scoop44 $1.050 NL Hold'em Wrap-Up Turbo 3xChance $400K Garantidos". 

O Torneio estava no inicio, Nível 2, e os blinds estavam em 15/30 fichas.
"KidPoker" está no UTG com T♠ T♣, ele faz um raise de 2 bbs. Acho que esse foi o primeiro erro de Negreanu. Apesar dele estar no UTG, ele deveria ter valorizado sua mão, pois com um par feito ele já sai na frente de qualquer outra mão especulativa, como Ax, Kx ou ate mesmo pares baixos.
Fazendo um raise baixo você atrai muitos jogadores para o jogo, e com isso a força de sua mão pré-flop desaparece.
E foi o que aconteceu. O "Player5", que estava no CO, faz uma 3-bet de 90 fichas e o "Player6", que estava no botão, faz call. Daniel Negreanu erra novamente ao simplesmente da call. O correto seria ele aplicar uma 4-bet de pelo menos o tamanho do pote, para que um dos dois jogadores desistisse.

E com isso abre-se o Flop, A♠ 6♥ T♦.
"KidPoker" tem agora uma trinca, mas da check.
Novo erro de Negreanu. O correto seria tomar as redeas do jogo, demonstrar que tinha uma boa mão e espantar qualquer mão mais fraca ou até mesmo verificar se algum dos oponentes tinha um As e poderia querer defenter seu par, isso lhe daria um bom lucro nesta mão.
Seus oponentes fazem tambem check. O que demonstrou que provavelmente, se Daniel tivesse feito um raise, eles teriam desistido.

O Turn vem com um 3♠.
A mão começa a complicar para Negreanu. São agora 2 cartas de espadas na mesa. Se um dos seus adversários tiver duas cartas de espadas não vai largar a mão facilmente.
Ele percebe que pode se enrolar nesta mão e resolve fazer uma bet de 60% do pote ( 210 fichas ).
Acho novamente que ele errou. Se resolveu, finalmente, defender sua mão deveria apostar pelo menos o tamanho do pote. Pela possibilidade do flush eu acho que poderia ser até mais que isso, para fazer o jogador pagar bem caro para ver a carta seguinte.
O "Player5" desiste, mas o "Player6" da call.

O River abre com outro 3♥.
Esse tres dá ao Negreanu o FullHouse. Ele parece ter ficado confiante, e faz uma aposta de 80% do pote ( 600 fichas ), mas o "Player6" faz um 3bet ( 1865 fichas ).
Neste momento é a hora de parar e pensar em tudo que aconteceu nesta mão, mas parece que o "KidPoker" acreditava que sua mão estava ganhando, e resolve ir de Allin ( 4725 fichas ) sendo pago imediatamente por seu oponente.

Esse foi o derradeiro erro de Daniel. Vamos fazer o que ele deveria ter feito, analisar a situação.
Vamos imaginar quais mãos o "Player6" poderia ter. Se no flop ele deu check, provavelmente ele não teria um As ou pelo menos um par. E isso fica claro pela posição que ele estava, no botão ele pode ver a ação de todos e mesmo assim não fez uma aposta. Se portanto ele não tinha nada no flop, o correto era ele ter corrido da aposta no turn. Mas no turn ele resolveu pagar a bet de Negreanu. 
A conclusão que chegamos é que o 3♠ foi bom para ele. Por que? Ou porque ele tinha um 3 na mão ou porque tinha 2 cartas de espadas, e gostaria de tentar o flush de espadas.
E quando no river surge mais um 3, mesmo não sendo uma carta de espadas, ele faz um 3bet na aposta de Daniel, ou seja, o outro três foi ótimo para ele. E por que? Claro que ele poderia tambem ter um FullHouse. Mas se ele não tinha nada no Flop como ele poderia ter um FullHouse no river? 
Não, ele só poderia ter um 3 na mão... ou talvez dois...

Essa deveria ter sido a analise de Negreanu. No máximo ele deveria ter feito call e não Allin.
O "Player6" abre sua mão, um par de três ( 3♦ 3♣ ), e ganha um belo pote com sua quadra.

Daniel Negreanu é um dos maiores jogadores de Poker do mundo, seus 6 Braceletes da WSOP comprovam isso, mas foi negrigente nesta mão e por isso foi punido pelo baralho.

Vejam abaixo o Boom desta mão!!!







sábado, 10 de maio de 2014

Incrivel Poker Hand - AA x KK x QQ - Quem Vencerá?

Está incrível e bizarra mão aconteceu no "Party Poker European Open 3" de 2007.
Estão envolvidos os jogadores profissionais "Denis O'mahoney", "Darren Hickman" e "Achilleas Kallakis".
A situação por sí só já é estranha, e fica ainda mais estranho o seu final, já que o vencedor "folda" a mão vencedora.




sexta-feira, 9 de maio de 2014

Mágicas com Cartas - 45º Truque





Aprenda a fazer mais de 600 mágicas impressionantes! Mesmo se você não tiver experiências com truques, em poucos dias você estará impressionando todos os seus amigos e família! Mágicas fáceis de aprender e que apresentam um grande efeito final.

A diferença está realmente no conhecimento, APRENDA A FAZER MÁGICAS, realizando um ato mágico para fazer da ilusão um encanto a todos.


quinta-feira, 8 de maio de 2014

$10 Grátis na BetFred Poker

$10 Grátis na BetFred Poker

O site Your Poker Cash ( YPC ) liberou mais um Bônus Grátis, sem a necessidade de depósito, em uma nova sala de Poker OnLine, a BetFred Poker!!!

São $150 ( Cento e Cinquenta Dólares ) Grátis, sendo $10 iniciais e mais $140 liberados em parcelas de $5 a medida que você vai jogando na sala.

Para conseguir esse Dinheiro Grátis rapidamente, basta seguir o Tutorial Abaixo.

1º - Se você ainda não tem um cadastro na Your Poker Cash, vai ter que criar uma conta no site para poder pedir esse bônus da BetFred e as demais ofertas.
Ter uma conta na YPC é muito interessante, já que, nesse site não existe limite de vezes que pode pedir os Bônus Grátis.
CLIQUE AQUI  e faça seu cadastro na Your Poker Cash.
Se ja tem uma conta, acesse sua conta, e vá para o 3º passo.

2º - Clique em "Sign UP" e digite seu email e crie uma senha para acessar o site. Imediatamente você vai ficar logado e poder pedir um bônus grátis, mas no final vai ser solicitado que você envie uma foto de seu documento de identidade, para confirmação de sua idade, pois não é permitido à menores de 18 anos que joguem Poker. Caso você tenha menos de 18 anos seu cadastro não será aceito.

3º - Para pedir o Bônus Grátis da BetFred Poker marque no ícone da sala e clique em "Request Offer".




4º - Na tela seguinte siga os passos indicados. Clique em "DOWNLOAD NOW", baixe e instale o programa da BetFred. 





5º - Execute o programa da sala e Crie uma conta ( "Create Account" ). As informações pedidas são simples, um username para acessar a sala, e seus dados pessoais, nome completo, endereço completo, telefone. Não omita ou minta nenhuma das informações.





6º - Quando terminar seu cadastro completo, o acesso à sua conta na BetFred vai estar liberado. Você vai receber um email com um Código de Validação. Digite esse código quando for solicitado.



7º - Volte até a página da YPC e coloque o email que você usou para se cadastrar na Betfred e o Username usado e clique em "Submit".





8º - Pronto. Agora basta esperar 4 ou 5 dias úteis para que o seu dinheiro esteja liberado na conta da sala BetFred Poker.



Caso seja a primeira vez que você esteja pedindo um Bônus Grátis na YPC, pode ser pedido que você confirme sua idade enviando uma foto de sua identidade.

A Your Poker Cash ( YPC ) está sempre liberando novas ofertas de dinheiro grátis, mesmo depois de receber esse capital grátis na SuperStack você vai poder pedir outros Bônus Grátis, em outras salas, bastando esperar alguns dias para fazer o novo pedido.

Seja rápido, essas ofertas de dinheiro grátis para jogar Poker OnLine, não duram muito tempo!!!!


terça-feira, 6 de maio de 2014

Crônica - Parte 1: "Uma Mesa, uma Carta e uma Ficha”



Crônica - A série
Parte 1: “Uma mesa, uma carta e uma ficha”


Por MarcioCP

Senti na ponta de meus dedos a textura daquelas duas cartas. Lisas, frias. Olhei-as rapidamente, e, interiormente, um sorriso acendeu minha alma. Deitei-as novamente no feltro, obscuras aos meus oponentes, assim como obscuras eram minhas intenções para dali em diante.

A ambição maior dos jogadores de poker ao receberem seus pockets, a maior combinação de cartas pré-flop, agora em minha mãos, propiciaria à mim a vantagem que eu precisava àquela altura do torneio. Tantas mãos perdidas, tantas mãos foldadas, tantas mãos feitas esborrachadas em bad beats malvadas que teimaram em me castigar durante todo aquele dia, poderiam agora serem sanadas se eu soubesse usar corretamente aquele presente dos deuses do baralho.

Era minha vez no CutOff, à mesa, estávamos sete jogadores. Sete gladiadores prontos para derramar sangue numa arena verde... Não! Poético demais comparar-nos a gladiadores. Éramos naquela altura como buldogues, vorazes, raivosos, em posição de ataque, prontos para arrancar e mastigar todas as fichas do pobre desleixado que se julgasse o rei do nut sem ter sequer um parco valete de espadas.

Essa era a nua e crua verdade sobre os sentimentos de cada um naquela mesa semifinal.
Olhei o crupiê reagir a cada jogador. O UTG fez um call tímido, que foi seguido pelo Hijack que, ao pagar a blind, disfarçou um sorrisinho maroto, quase imperceptível.
A ação chegou a mim como uma bomba explodindo em meu colo, a bem da verdade, aquele dia havia sido tão sofrido que, repensando aquelas duas cartas, senti um tremor e duvidei bruscamente do poderio absoluto delas.

Um calafrio percorreu minha espinha, senti um desconforto na cadeira e comecei a me ajeitar no assento como quem tem uma pressa enorme em se levantar e fugir numa disparada sem direção, sem previsão de terminar.
Percebi quando o crupiê levantou os olhos, fixando-os em mim. Percebi de repente que todos na mesa me olhavam e, naquele momento, tive certeza que todos sabiam o que eu tinha.

Mil duvidas me passaram pela cabeça, mil tormentos antes experimentados amargamente sobre aquele feltro macio que agora grudava em meu antebraço suado.
Senti um vento passar a minha frente, e por um simples acaso, atinei que era minha própria mão em movimento nervoso e reflexivo como que um abanar a frente do meu rosto e, em seguida, vi a mesma mão, agora com vida própria, separar de meu pequeno castelo de fichas, duas big blinds, praticamente um slowplay.

Desesperei, tremi. Percebi, nunca faço slowplay. Todos sabem, sou um jogador seguro, agressivo e, apesar dessa qualidade ser em parte bem previsível, num bom dia rende-me situações extremamente +EV.
Aquele dia, todos a minha volta presenciaram exatamente o oposto. Exatamente um mal dia com mãos fortes, um mal dia em que tudo se voltava contra mim em um turn maléfico, em um river demoníaco.

Meus oponentes, agora, sabiam o que eu tinha, era mais que evidente. Um overpair no CutOff, uma jogada temerária esperando obter valor num pote grande, mas uma jogada assustada de um gato escaldado pelo dia -EV.

“Qual seria seu overpair?” “Seria um Ás e Rei e estaria ele tentando acertar um flop generoso?”
Sim, as seis pessoas em volta de mim agora sabiam que eu tinha uma mão forte. Tremi, pensei: “Não me renderá absolutamente nada essa mão e em breve cairei para algum par setado no turn ou river”.

Respirei fundo, olhei em volta, alguns sorrisos maliciosos, alguns olhares de pena, um ou outro de cara fechada, olhar semicerrado.
O Botão esperou alguns minutos e optou pelo fold, seguido pelo smallblind. A big blind, uma velha adversária de outros torneios, olhou, brincou distraidamente com as fichas. Parou de repente, e, olhou para mim. Rapidamente, ela separou 6 big blinds e colocou-as na mesa.

Percebi o crupiê levantando as sobrancelhas ao fita-la, incrédulo.
Devo dizer, de todos da mesa que eu preferia enfrentar, ela era a última escolha e, a primeira a evitar.
O UTG olhou fixamente para mim e, sem olhar para ela, empurrou 10 big blinds para a direção do crupiê.

Ao seu lado, os jogadores seguintes sistematicamente sorriram balançando negativamente a cabeça e entregaram suas cartas à mesa.
Senti o olhar daquelas três pessoas me secando, me escrutinando pela minha reação. O crupiê com um olhar de compaixão, o UTG com um olhar ferino, pontiagudo que atravessava minha alma e, aquela linda mulher no botão, balançando os cabelos e olhando fixamente em meus olhos, com um sorriso malicioso, porém, sedutor como fora na primeira vez que me encarou tantos anos antes.

Todos sabiam o que eu tinha, sabiam que eu dificilmente foldaria e que, provavelmente aplicaria um reraise, o que poderia mudar a estratégia de slowplay para um overpair agressivo pré-flop e talvez salvar um pouco a mão que eu havia estragado com um súbito momento de descontrole emocional.

Para minha total surpresa, novamente senti as palmas das mãos úmidas. Minha cabeça começou a girar por uns breves segundos e, surpreendentemente, minha mão, aquela com vida própria, correu a dar um temerário call na aposta corajosa ou desafiadora do UTG.

Da big blind, escutei um suspiro e um olhar incrédulo e enternecido quando ela anunciou o fold. Ela viu, sentiu, previu que eu levaria mais uma bad beat para a coleção que me assombrou durante todas as últimas horas.

O crupiê pegou o baralho, porém, agora, nenhuma emoção parecia exalar. Separou a carta de cima e puxou 3 cartas, virou-as e espalhou-as num flop seco.
Olhei para o flop, senti um calafrio, senti meus olhos apertarem e observei cuidadosamente a reação do UTG ao 2♠, 9♥ e 8♣, distribuído pelo crupiê.

Ele simplesmente levantou os olhos em minha direção. Frios, com gelo. Vazios como esperança perdida ao vento. Novamente poético? Novamente divagando em meus pensamentos? Foi assim, por isso me perdi nesta mão?

O UTG imediatamente arrastou para a mesa um valor que parecia ser de metade do pote.
Olhei incrédulo, assustado, triste até. O que era esperado de mim? Pagar e aceitar o meu destino ou foldar e tentar uma próxima vez?
De repente percebi, não somente os outros jogadores restantes, também uma multidão agora estava em volta da mesa olhando fixamente para mim. Gelei.

Novamente aquela entidade ligada a mim apenas pelo ombro se adiantou e empurrou um call sem mais, nem sequer menos. Minha cabeça era um turbilhão. Voltou a minha mente, três mãos jogadas naquele dia em que o jogador, agora no UTG, havia construído sua stack justamente contra mim e me aplicando bads ensandecidas, desestruturando minha confiança e meu poker.

O crupiê, então, caprichosamente puxou um 3♦ no turn.
Senti uma gota de suor contornar minha orelha e, acho que o UTG não deixou passar desapercebido. Mais uma vez, ele separou para o feltro o equivalente a meio pote.

Respirei fundo, olhei de lado, percebi os olhos da Big Blind me fitando e, li, profundamente em seu olhar, um pedido, uma desesperada súplica para que eu foldasse. Entendi imediatamente a gravidade da situação, porém, minha mão, mais rápida que meu raciocínio, já havia deslizado fichas à mesa num novo call relutante, porém abruptamente imparável.

De repente, meus lábios começaram a tremer. O crupiê, agora desalmado ao meu olhar apavorado, saca o river, um excruciante 5♠! E, nesse momento, o UTG se recosta na cadeira e...

Imediatamente, ele aplica um INSTALLIN!

Aquela era a gota d’água. Se restava algo de mim, de minha dissoluta coragem esvaíra-se por completo. Pedi uma contagem de fichas.
Para minha surpresa, mesmo pagando o allin do UTG, me restaria uma ficha pequena, uma única e simples ficha. Encarei aquilo como a gozação suprema do destino. Se caísse para mais uma bad nas mãos daquele jogador, seria histórico meu pesar e minha dor. Não havia fuga, todos sabiam. Largar a mão que todos tinham certeza que eu possuía não era realmente, e com o comprometimento com o pote, uma opção. Era tudo ou nada e, mais uma vez, minha mão, mais dona de si do que eu de mim, empurrou minha pilha para o crupiê. Exceto uma ficha!

Olhei aquela ficha, desamparada na mesa, solitária... assim como eu.
Levantei os olhos e o UTG exibia sorridente um 8♠ e um 9♦, formando dois pares no flop.
“Mostre seu par de ases, não seja tímido!” – Zombou ele.

Corajosamente, levantei a cabeça, olhei para a big blind e sorri amavelmente. Ela, ternamente me devolveu o sorriso.
Olhei o UTG e, virei minhas cartas.

Pude sentir na alma a dor que se seguiu, os gritos de êxtase, os lamúrias. Os palavrões. Estufei o peito e me levantei, triunfante, olhando para o incrédulo UTG que agora contemplava o meu pocket pair de 2 trincado no flop.

Naquele momento, o Crupiê contendo a gargalhada, avisou a todos que, a partir dali, começaria a mesa final e que todos teríamos um break até o dia seguinte.

Peguei a mão da Big Blind, e levei-a para casa. Naquela noite, o sexo com minha esposa, foi o mais fantástico de toda minha vida, ainda mais que, ambos estaríamos bem na mesa final do dia seguinte.




segunda-feira, 5 de maio de 2014

Maximizando a Sorte


Maximizando a Sorte


Por David Apostolico

Quem é o jogador mais sortudo na mesa? Aquele que consegue tirar maior proveito de um momento de sorte, quando ele acontece. Sorte, tanto a má quanto a boa, está, de certa forma, ligada ao poker. Reclamar dela é tão inútil quanto esperar ou contar com ela para ganhar uma mão. A sorte aparecerá em todas as suas permutações a todos que sentarem às mesas e, a longo prazo será até mesmo anulada. No entanto, para os jogadores mais inexperientes, parecerá que certos jogadores são extremamente sortudos. Os novatos irão, geralmente, reclamar da sorte de um oponente mais forte.

É da natureza humana atribuir o sucesso de outro à sorte, para não nos sentirmos mal com nós mesmos. Porém, o mais significante nisto é não ser capaz de enxergar a habilidade por trás da sorte. As cartas, até mesmo as boas, não são tudo – Receber um par de Ases é sorte, jogá-los de forma a maximizar o valor não é sorte.

Há um ditado famoso no mundo do poker que diz: Qualquer um pode jogar bem quando está recebendo boas cartas, mas apenas bons jogadores jogam bem quando não recebem boas cartas. Ou seja, o que diferencia um jogador bom de um jogador ruim é quão bem ele joga quando não está recebendo boas cartas. Há certa verdade neste ditado, mas ele não diz tudo. O que realmente separa bons jogadores de jogadores ruins é a habilidade de jogar bem em qualquer situação – especialmente quando eles estão com sorte.

A sorte se mostra em inúmeras formas e jogadores inexperientes não conseguem reconhecê-la. Os bons não só reconhecem, mas exploram estas situações. A sorte aparece quando todos foldam até você, no Cutoff, quando você precisa desesperadamente de fichas em um torneio. Um bom jogador então aumentaria sem se importar com suas cartas, e um jogador ruim foldaria, reclamando de sua má sorte.

A sorte acontece quando um oponente falha ao seguir um raise pré-flop e então dá check no flop. Bons jogadores sentem a fraqueza e tomam o pote. Jogadores ruins dão check-behind. A sorte acontece quando um oponente aposta de forma errada, dando à você odds para pagar com seu draw. Bons jogadores tiram vantagem. Jogadores ruins são os que sentem medo de proteger suas mãos e então xingam reclamando do seu azar quando os outs do oponente aparecem no river.

A sorte aparece quando 4 jogadores antes de você entram de limp, quando você tem 3-4 de copas no botão. Um bom jogador entraria de limp também, enquanto um jogador ruim folda o que ele ainda julga ser uma mão injogável. Então, quando o flop trás A, 2 e 5, com duas cartas de copas, o bom jogador é extremamente sortudo…

A sorte aparece quando todos de sua mesa se fecham de forma tight quando a bolha se aproxima em um torneio. Um bom jogador se torna agressivo e acumula fichas. Um jogador ruim fica muito tight e torce para entrar na premiação.

E finalmente, a sorte aparece quando você consegue uma mão monstro. Um bom jogador conhecerá seus oponentes e suas tendências. Um bom jogador também saberá o que seus oponentes pensam sobre ele. Um bom jogador fará ajustes contínuos e vai variar seu jogo para manter seus oponentes sem defesas. Um bom jogador saberá as possíveis mãos de seus oponentes e como eles jogariam tais mãos. Um jogador ruim joga com pouca ou nenhuma informação sobre seu oponente ou situação. Quando ele recebe uma mão boa, ele não sabe como extrair o máximo dela. Ele apenas aposta e torce para que tudo saia da melhor forma.

Aprenda a reconhecer essas e várias outras situações de “sorte”, e quando elas acontecerem, não desperdice!


Publicado originalmente no Clube do Poker

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Como Usar as Estatísticas com Inteligência



Por Diogenes Malaquias

No poker online, existem alguns programas que fornecem estatísticas nossas e dos nossos adversários durante o jogo.
Neste artigo, vou dar algumas dicas e falar das vantagens e desvantagens do uso das stats durante uma sessão de poker online.

Quando o assunto é estatística, os softwares Poker Tracker 4 e Hold’em Manager 2 se destacam.
Pessoalmente, eu prefiro o segundo, pois ele nos dá mais opções, de forma mais amigável.
As stats sãos excelentes para auxiliar os jogadores, na medida em que nos proporcionam uma leitura mais apurada dos adversários.
Outra grande vantagem é sentar à mesa já conhecendo várias características dos oponentes com base nos dados colhidos em sessões anteriores.
Com esses softwares é possível ver, por exemplo, a porcentagem de mãos que cada adversário joga, aquelas em que ele dá raise pré-flop etc.
Pode-se ainda saber as vezes em que ele entra de limp e depois dá call em um raise, ou então entra de limp e depois dá fold diante de um raise.
São centenas de movimentos, decisões e jogadas, nossas e dos nossos adversários, que podem ser analisadas.

Mas não precisa ficar intimidado com tanta informação.
As stats são fáceis de usar. Com pouco tempo de prática você já estará familiarizado, e elas se tornarão parte comum do seu jogo online.
Elas facilitam ainda a vida de quem gosta de jogar várias mesas simultaneamente, pois continuam a recolher informações mesmo quando não estamos participando da ação naquela mesa.
Medir a agressividade do adversário através de uma escala criada pelo próprio software é uma ajuda e tanto para quem joga várias mesas ao mesmo tempo.
Apenas a título de curiosidade, a maioria dos grandes jogadores de cash games online do mundo estuda os seus adversários, fora do jogo, com auxilio dessas estatísticas.

Em dezembro de 2009, Brian “sbrugby” Townsend, Brian Hastings e o grande Cole “CTS” South se juntaram para compartilhar e estudar as estatísticas do então misterioso “Isildur1” (agora se sabe que ele é o Viktor Blom).
Logo após esse período de estudos, Hastings ganhou $4,2 milhões de Isildur nas mesas de cash games online.

Até aqui, tudo parece ser só alegria. Mas existem algumas dificuldades, sobretudo para os iniciantes.
A primeira é que várias pessoas cometem o erro de se apegar demais às estatísticas.
Elas param de jogar com base nas características dos adversários e agem apenas com base nas stats delas.
Com isso, várias informações significativas do jogo do oponente não são assimiladas, pois as estatísticas não conseguem cobri-las.

Quer um exemplo? As stats não dizem se, naquele momento, o adversário está tiltado: elas nos mostram apenas um número baseado em todas as mãos que ele já jogou nas nossas mesas, inclusive mãos de meses atrás, quando ele não estava em tilt e jogava normalmente.
Outro grave problema é que jogadores iniciantes gostam de pegar as stats de jogadores mais experientes e tentar imitá-las.
Isso é perda de tempo. Ao contrário, você deve investir seus esforços no entendimento do raciocínio, pois só assim estará realmente aprendendo a jogar poker.

Não imite números, pois eles dão apenas uma pequena informação sobre como realmente são as características do jogador.
Alguém pode ter 18% de raise pré-flop, mas muitos desses aumentos podem ter sido feitos do button, e poucos do UTG e do small blind.
Ele pode, por outro lado, ter uma distribuição mais homogênea da porcentagem de raise pré-flop por cada posição.
A essência do poker é se adaptar às características dos adversários.

Devemos jogar e tomar nossas decisões baseados nisso. As minhas e as suas stats são uma consequência desse fato, e não – absolutamente não – o contrário.
Nosso estilo de jogo não deve ser resultado de um número que queremos seguir.
Enfim, você não deve encarar as stats como a “Central de Informações” de seus adversários.
Elas são coadjuvantes na sua tomada de decisões. O papel principal cabe às suas observações.

De posse dessas duas informações, devemos nos adaptar da melhor forma possível ao modo como nossos adversários jogam.
Esse é um dos grandes segredos para se tornar um grande jogador de poker. ♠



 Experimente o PokerTracker 4 Gratuitamente

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