quarta-feira, 12 de outubro de 2016
terça-feira, 11 de outubro de 2016
WSOP no Brasil
WSOP Circuit no Brasil
vai valer vaga na disputa de bracelete
Nas últimas semanas a Word Series Of Poker (WSOP) anunciou a grade de torneios que vão acontecer no Brasil durante os dias 26 de outubro e 2 de novembro. Pela primeira vez na América do Sul, vai acontecer uma etapa da WSOP Circuit, a ser realizada na cidade de São Paulo, no Transamerica Expo Center. Serão 27 torneios no cronograma, entre eles 14 onde o campeão será premiado com um anel exclusivo do evento. A agenda dessa série pode ser verificado no site oficial da organização e também no post “Definido calendário da WSOP São Paulo, o principal torneio do mundo agora no Brasil”, no entanto a novidade da vez agora é que braceletes também estarão indiretamente em disputa durante a competição.
O vencedor do main event e o jogador que acumular o maior número de pontos nos torneios onde anéis estão em disputa ganharão uma vaga no WSOP 2017 Global Casino Championship. Um evento que reunirá os melhores jogadores do mundo que competiram em algum circuito do WSOP em 2016. O torneio deve acontecer em agosto de 2017 no Harrah Cherokee Casino Resort, nos Estados Unidos e terá um prêmio garantido de USD 1.000.000,00, além de um bracelete de ouro para o campeão.
Os irmãos Walter e Wagner Ripper, sócios da Livebox, responsável pelo WSOP Circuit Brazil afirmam: “O ano de 2017 será histórico para o WSOP Global Casino Championship, que pela primeira em vez receberá dois jogadores classificados em um evento realizado no Brasil, que disputarão o sonhado Gold Bracelet”, disse Walter Ripper. “O WSOP Circuit Brazil contará com os 14 eventos de anel em uma grade de 27 eventos. A grade foi pensada para dar a chance do anel a todos tipos e bolsos de jogadores” comentou Wagner Ripper.
Jogar o WSOP, é um louro na carreira de qualquer esportista de poker e um sonho para os amantes do esporte. Com o evento acontecendo no país, será mais fácil a participação dos brasileiros que não tem a chance de disputar o WSOP que acontece anualmente em Las Vegas. Mesmo com certa dificuldade o nosso país possui três campeões mundiais de poker: Alexandre Gomes, André Akkari e Thiago Decano.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Estratégia Básica para Omaha
Ainda não sabe jogar Omaha?
Aprenda a estratégia básica
e veja o que você está perdendo
Por Gabriel Grilo
Você acha o No-limit Hold'em complicado? Estimar ranges, contar outs, calcular pot odds e a equidade da sua mão parece um esforço hercúleo? Imagine, então, se todos os jogadores tivessem quatro cartas na mão ao invés de duas.
Esse é o conceito do Omaha, que explodiu em popularidade nos últimos anos e é normalmente jogado na variação pot limit. Chegou a hora de entender a estratégia básica do Omaha e as principais diferenças para o Hold'em.
É fácil de entender o sucesso da modalidade que ganhou o nome de uma cidade no estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Com duas cartas a mais para cada jogador, a ação é intensificada e mais jogos fortes aparecem. Confira abaixo dicas importantes para jogar o Omaha e adicione ainda mais emoção ao seu home game.
Entenda a força relativa nas mãos
No Omaha, mãos como dois pares, trincas, sequências, flushes pequenos e até full houses que não sejam o nuts (o melhor jogo possível) devem ser jogados com cautela, especialmente em potes multiway (com mais de dois jogadores envolvidos).
Em um board que tenha duas cartas iguais, por exemplo, mesmo um flush de às pode ser facilmente foldado, devido à probabilidade razoável de que alguém tenha feito um full house.
Enquanto no Hold'em o AA possui 85% de equidade contra um range aleatório, no Omaha o AAxx é apenas 65% favorito contra o mesmo range. Com esses números fica fácil perceber que no joguinho de quatro cartas o foco é entrar com mãos que irão jogar bem após o flop.
Para conseguir isso, dê preferência para mãos "double suited", ou seja, que possuam duas cartas de paus e duas de copas (ou de quaisquer outros dois naipes), por exemplo. Mãos com grande potencial pra sequência como JT98 e KQJT jogam bem, enquanto segurar cartas baixas é geralmente um sinal de alerta para desistir.
Tome cuidado com os draws
No Omaha, é normal acertar pelo menos uma queda no flop, mas devido ao maior número de jogos fortes que se formam, pagar para acertar quedas que não sejam o nuts ou semi-nuts vai diminuir bastante a sua lucratividade.
O motivo é que parte das vezes você não acertará a carta que precisa e, quando acertar, pode acabar perdendo um pote gigantesco com flush x flush maior ou full house x full house maior, por exemplo. É por isso que a melhor mão do jogo é AAKK, com os áses tendo os mesmos naipes dos reis (como na foto abaixo), já que irá sempre fazer o nut flush e full houses altos.
A ferramenta para evitar situações como essa é controlar o pote e, para conseguir fazer isso, é importante prestar atenção na próxima dica.
Valorize ainda mais a posição
Já falamos sobre as posições em uma mesa de poker e porque elas são tão importantes. No Omaha, por causa da menor diferença de força entre as mãos pré-flop, a maior parte da ação ocorre depois que as cartas comunitárias já estão na mesa.
Isso torna a posição ainda mais essencial, te permitindo dar check depois do oponente e ver uma carta grátis ou apostar, colocando pressão para expulsar os outros jogadores do pote.
Quando tiver posição sobre o adversário e um jogo com potencial, procure aumentar pré-flop para diminuir o número de jogadores na mão. Jogar o pote heads-up facilita as decisões e as estimativas de ranges e outs.
Proteja seu jogo
Conseguiu um bom jogo no flop? Então é hora de ser agressivo, apostar e proteger a sua mão. Deixar o adversário ver cartas grátis é perigoso pois muitas cartas podem melhorar o jogo dele.
Por isso o slowplay, tática em que o jogador com uma mão muito forte dá apenas check para esconder a força de seu jogo, pode ser utilizada apenas em raras situações.
Além de proteger seu jogo, apostar garante que você extraia valor de oponentes que estejam pagando com mãos piores ou perseguindo draws.
Se prepare para a variância
Não importe quão bem você jogue, no Omaha as equidades (a porcentagem de cada mão ganhar o pote) são bem mais próximas do que no Hold'em. O objetivo é sempre conseguir colocar todas as fichas no meio da mesa com a melhor mão, mas você raramente será um grande favorito.
Por isso, é muito importante ter um psicológico equilibrado e conseguir conviver com a variância da modalidade, bem maior que a do Hold'em. A menos que você consiga pensar "fiz a jogada certa e só isso importa" e seguir em frente, a montanha russa de emoções será longa.
O vídeo abaixo exemplifica perfeitamente as reviravoltas do Omaha e como cada carta que acerta a mesa pode causar grandes mudanças na equidade. Os poker pros Andrew Robl e Patrik Antonius se envolvem em all in no flop 4A7, com duas de ouros.
Robl segura AQQJ, naipado em espadas, e Antonius tem 9865, naipado em ouros. O primeiro ponto a se notar é que, mesmo estando à frente no momento, Robl possui apenas 27% de chances de ganhar o pote de US$262.200, já que Antonius possui um flush draw e um straight draw.
Ambos decidem bater o turn e o river quatro vezes, medida muitas vezes usada em jogos high stakes para diminuir a variância, com 25% do pote sendo disputado a cada vez.
Na primeira vez, Antonius não acerta nenhuma de suas quedas e Robl leva um quarto do pote. O dealer dá as cartas novamente e Patrik acerta o flush no turn, mas o J dá dois pares para Andrew e o às no river completa seu full house.
Na terceira vez que o turn cai no pano, um T aparece e Antonius ganha ainda mais draws de sequência, possuindo 60% de chance de vitória com apenas uma carta por vir, mas o river não ajuda.
As últimas cartas trouxeram mais uma reviravolta: Antonius acerta o 3 de espadas no turn para completar seu straight, mas Robl fica na queda para o flush e leva o pote todo quando o T de espadas cai no river. A chance de Robl ganhar as quatro vezes era menor do que 0,5%, se tornando uma das maiores bad beats da história do poker televisionado.
Esses são pontos importantes para quem quer se aventurar no jogo de quatro cartas, mas apenas arranham a superfície da estratégia de Omaha. Sente em uma mesa para experimentar, apresente o jogo para os amigos e comece a pensar nas possibilidades que as duas cartas extras abrem. Provavelmente você, assim como todo o meio do poker, irá se apaixonar.
Fonte: SuperPoker
Fonte: SuperPoker
sábado, 8 de outubro de 2016
Daniel Negreanu de Peruca????
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Divertida disputa entre Phil Hellmuth X Sam Grizzle
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Técnicas para Controlar o Tilt
5 Técnicas Infalíveis
pra Você Controlar o Tilt
Por Caio Pessagno
Não importa se você é profissional ou recreativo, ficar “tiltado” resulta sempre na mesma cena: suas fichas indo pras mãos de outra pessoa.
Todo mundo que jogou poker na vida já tiltou. É simplesmente impossível você não sentir nada quando o baralho te dá uma paulada bem dada.
Por isso, sempre me preocupei em desenvolver meu controle emocional. Para um jogador profissional, tiltar é a mesma coisa que rasgar dinheiro. A capacidade de controlar o tilt tem resultado direto na lucratividade.
Hoje, milhões de bad beats depois, tenho orgulho do meu controle de tilt.
Eu sei o quanto foi difícil aprender a me controlar assim. Por isso, separei pra esse artigo os cinco motivos que me fazem não tiltar mais. Minhas 5 técnicas infalíveis pra você controlar o tilt:
1. SABER A VERDADE
Existe uma única verdade absoluta no poker: o longo prazo. Você precisa pensar a longo prazo, porque todo dia você vai tomar bad beat inúmeras vezes.
Algumas delas em momentos cruciais do torneio e justamente contra um jogador que está te irritando por algum motivo qualquer. Isso vai acontecer TODO dia, sem exceção.
Se não entender que isso faz parte do seu dia a dia e que no fim a matemática vai trabalhar ao seu favor, você nunca vai controlar o tilt. Sem saber perder, não dá pra ser jogador de poker.
2. O MANTRA
Falar é fácil, fazer é bem mais complicado. Por isso a técnica para evitar o tilt não se resume ao momento do tilt em si. É um trabalho de prevenção.
Todo dia de manhã saio pra correr ou fazer alguma outra atividade física. Enquanto corro, já planejo como será meu dia de grind, que torneios vou jogar, até que horas vou registrar, etc. É nessa hora que começo a me preparar pras bad beats.
Digo isso pra mim mesmo: “Hoje eu vou tomar bad beat e não vou queimar” (“ficar queimado” é um termo que usamos no poker para “perder a cabeça”).
Faço quase uma meditação: “Por mais dolorosa que seja a bad, vou respirar fundo e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Eu não vou queimar!”
É fundamental saber que as bad beats vão acontecer em algum momento e que você vai ter de lidar com elas.
3. UM DIA DE CADA VEZ
Muitos dias comecei a jogar às 13h e às 17h já tinha tomado várias bad beats e caído de quase todos os torneios. Pra piorar ainda aparece a galera agitando de ir pro bar, e aí é fácil pensar “vou explodir essas duas telas e ir pro bar…”.
Esse é o momento de lembrar o que planejei fazer, o que mentalizei pra aquele dia e manter o foco. Quantas vezes mantive meu planejamento e recuperei o prejuízo ou até saí com lucro no dia?
Ao criar metas diárias, mesmo bestas como “hoje eu não vou queimar!”, você se motiva mais fácil.
Chegar ao final de um longo dia de grind com suas metas alcançadas tem um gostinho delicioso. E esse é o sabor da certeza de que você está no caminho certo… o caminho do longo prazo.
4. FAZ DE CONTA
Não importa o quanto você esteja preparado, a primeira reação à bad beat é de raiva. Não sou de ferro, é claro que às vezes ainda me pego xingando o mundo querendo quebrar tudo.
Você pode até xingar, espernear, mas se já sabe que isso faz parte da sua rotina, ficar “tiltado” é burrice, concorda? É rasgar dinheiro.
Depois de uma pancada dolorida você precisa de uns 30 segundos pra reclamar da vida, lamentar a bad, lembrar que aquilo faz parte do trabalho, esquecer aquela jogada e se concentrar nas próximas, nas outras telas, que é onde está o resto do investimento.
Pra esse momento mais tenso, criei a técnica do “faz de conta”. É simples, eu digo: “faz de conta que ele tinha tal mão [melhor que a minha] e segurou”.
Pronto, foi apenas mais uma das centenas e centenas de mãos daquele dia. O pessoal aqui no QG já me ouviu falando isso muitas vezes, hahaha! Dá muito certo!
5. ESSA NÃO FOI SUA ÚLTIMA CHANCE
Antes de ganhar o bracelete na WSOP, o Thiago Decano já tinha feito duas mesas finais. Nas duas ele chegou bem perto, mas não ganhou. Só que ninguém nunca viu o Decano reclamando que o universo não conspirou ao seu favor quando ele teve a chance.
Pelo contrário, o cara continuou trabalhando forte para evoluir porque sabia que, mais cedo ou mais tarde, teria outra oportunidade. Ela chegou ano passado e ele estava pronto. Atropelou todo mundo e se tornou o terceiro brasileiro a vencer um torneio da World Series. O sonho realizado!
Então, assim como essa não será a primeira nem a última vez que o baralho vai te pregar uma peça, também não será sua última oportunidade. Hoje você tomou uma bad beat na bolha do torneio, mas na próxima vai segurar e você vai chegar chip leader na mesa final! Esteja preparado pra esse momento!
Assim é no poker, assim é na vida. Não importa se você é médico, advogado, publicitário, empresário, estagiário… todo mundo passa por altos e baixos tem de enfrentar e superar suas dificuldades.
O segredo é não desistir!
Com dedicação e disciplina, os resultados vão aparecer naturalmente. Tudo tem seu tempo!
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Cash Game Poker - Poker After Dark
segunda-feira, 3 de outubro de 2016
3-Bet Fora de Posição
Jogando Potes 3-Bet Fora de Posição
Por Ed Miller
Em meu mais novo livro, O Curso, eu recomendo jogar de forma bastante agressiva dos blinds caso estiver frente a um potencial roubo. Sempre que alguém aumentar do botão ou do cutoff, e você suspeitar que seu range de aumento seja amplo para jogar em posição, você deve atacar. Nessa situação, sugiro reaumentar com algo como 20% das mãos do big blind.
Vinte por cento são muitas mãos, muito mais do que apenas JJ+ ou AK, que são, normalmente, as mãos usadas para reaumentar. Minhas recomendações incluem reaumentar com mãos como K6s, A2s e 33.
Muitos leitores não sabem o que fazer com esse conselho. Eles gostam da ideia de lutar contra ladrões de blind que são loose. Porém, eles não gostam da ideia de jogar esses potes grandes segurando K6s quando forem pagos. Eles especialmente não gostam do fato de que estarão jogando fora de posição.
Reconheço que essa situação pode sair do controle se você estiver jogando contra um jogador forte. Esse tipo de jogador entenderá bem a dinâmica da situação, e raramente cometerá erros passíveis de serem explorados.
Felizmente, porém, você não encontrará muitos jogadores assim pela frente. Você provavelmente estará jogando contra quem quer que esteja no Assento 8. E, em sua maioria, esse jogador jogará esse pote de forma fraca e previsível. Uma estratégia relativamente baseada em fórmulas fará com que saia de forma tranquila e lucrativa dessas situações.
Existem alguns princípios básicos para se trabalhar.
Princípio 1: seu oponente sempre lhe dará crédito por ter um range tight e forte.
Como disse acima, 20% de mãos inclui muitas mãos não tão boas. Porém, mesmo se seu oponente perceber que você está, de certa forma, dando 3-bets lights às vezes, a maioria dos jogadores em limites $1/$2 e $5/$10 tenderão a dar muito crédito para sua aposta. Então, se eles pagarem sua 3-bet, eles tipicamente o farão pensando que estão atrás e que provavelmente precisam acertar bem o flop para continuar com força na mão.
Esses jogadores tendem a estar dispostos a desistir fácil da mão quando não acertar algo forte.
Princípio 2: seu oponente sempre vai ter medo de você ter AA, não importa quantas vezes você fizer uma jogada fraca depois do flop.
Por um minuto vamos fingir que você é a pessoa roubando os blinds do botão e pagando a 3-BET. Um jogador com stack de $1000 entra de limp em um jogo $2/$5, você aumenta para $25 com 8♦ 7♦ . O jogador no big blind reaumenta, então, para $80. O limper desiste e você paga mais $55.
O flop vem J♥ 7♠ 6♠ . O big blind aposta $100 e você paga. O pote tem nesse momento $367. Pense por um momento sobre o que considerar nessa situação.
No turn vem um 6♥ . Você e seu oponente dão check.
O river mostra 3♣ . Seu oponente, então, aposta $400 no pote com $367. O que você está pensando agora?
Se você é como a maioria das pessoas, estará preocupado de que seu oponente tenha par de ases, par de reis ou uma trinca. Porém, a maior preocupação são os ases.
Seu medo de par de ases persistiu ao longo de toda a mão. Apesar do fato de seu oponente der dado check no turn ele poderia, potencialmente, estar planejando desistir frente à uma aposta. A grande aposta no river “confirma” seu medo. Se você for como a maioria dos jogadores desses níveis, você provavelmente desistiria do seu par de 7 frente à essa aposta no river.
Princípio 3: seus oponentes jogarão, portanto, de forma direta e clara nesses potes.
Se você apostar forte, seu oponente lhe dará crédito por um range forte de mãos. Se você der check ou agir de forma fraca no flop ou no turn, seu oponente irá temer por uma armadilha. Portanto, mesmo que seu oponente tenha posição sobre você, ele tenderá a apostar do big blind com mãos muito boas para prevenir que você complete seus draws, dará check com mãos médias para ir para o showdown e irá se conter em blefar por medo de uma armadilha. Eles podem atirar uma vez como blefe para tentar levar o pote, mas é improvável que a maioria dos jogadores aposte nas duas ou mesmo nas três streets.
Obviamente, esse princípio não é universal. Jogadores mais fortes regularmente irão violar essa regra. Porém, se você se ver fora de posição frente à uma 3-BET contra um adversário relativamente desconhecido, jogue seguindo esses princípios até ter mais informações. Vamos para alguns exemplos para ilustrar o que realmente significam esses princípios.
O jogo é $2/$5 com stack de $1000. Um jogador dá limp e o botão aposta $25. Você, no big blind com A♥ 3♥ , reaumenta para $80. O limper desiste e o botão paga após pensar um pouco.
O flop vem A♦ 9♥ 7♠ . Já que seu oponente provavelmente o dará crédito por uma mão forte, é improvável que você consiga que seu oponente pague mais que uma vez com uma mão pior que a sua. Então, seu trabalho aqui é apostar no river, enquanto evita gastar muito dinheiro se perceber que a mão de seu oponente o dominou.
Você pode começar dando check. Se seu oponente apostar, você pode pagar e dar check na próxima street. Se ele apostar novamente, aceite que sua mão está perdendo e desista.
Mais frequentemente, quando você dá check em um flop como esse, seu oponente irá também dar check. Digamos que uma Q♦ venha no turn. Você pode apostar ou dar check. Se você apostar e for pago, seu plano é dar check-fold no river (de novo, é improvável que seu oponente pague no turn com uma mão pior que a sua e tente, então, blefar no river com ela). Você pode também dar check no turn, e se seu oponente der check, aposte por valor no river. Se seu oponente apostar no turn, você pode dar check-call e então check-fold no river.
A ideia é que seu oponente tende a apostar duas vezes apenas com mãos que batem a sua. Assim, é melhor dar check na maioria das vezes e tentar apostar em algum momento plausível para isso.
Agora considere um segundo exemplo. A ação pré-flop é a mesma e você tem a mesma mão, A♥ 3♥. O flop vem, dessa vez, 9♦ 6♣ 4♥ . Você aposta $100 e seu oponente paga. É um flop difícil de se acertar, e seu oponente poderia estar apenas tentando justamente isso, acertar alguma mão, estando assim suscetível a desistir de mãos como KQ e KT.
O turn vem 3♠ . Você e seu oponente dão check.
O river mostra K♠. Você provavelmente deveria fazer um blefe grande, de pelo menos $300, nesse pote de $367. Seu oponente será rápido em lhe dar crédito por AK ou AA e desistir de mãos mais fracas.
Jogar esses potes com 3-BET fora de posição pode ser surpreendentemente fácil contra o típico jogador de small stakes. Eles lhe mostrarão quão forte estão até o river, e se estiverem fracos, você pode ou levar a mão para o showdown ou roubar o pote.
Traduzido e adaptado do original: Poker Strategy With Ed Miller: Playing Three-Bet Pots Out Of Position
domingo, 2 de outubro de 2016
sábado, 1 de outubro de 2016
Assinar:
Postagens (Atom)







