segunda-feira, 14 de julho de 2014

Relação de Bônus Grátis - Ativos em Julho / 2014



Relação de Bônus Grátis - Ativos em Julho / 2014


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sábado, 12 de julho de 2014

Estratégias Básicas por Faixa de Stack - 3ª Parte



Estratégias Básicas por Faixa de Stack - Parte III


Por Fabio Eiji para a CardPlayerBrasil


Este é o terceiro e último artigo de uma série tratando de Estratégias Básicas por Faixa de Stack. Anteriormente, já falei do jogo shortstack e dos stacks médios (entre 25 e 40bbs). Hoje, trataremos sobre o jogo Deep Stack.

No geral, jogadores com mais experiência em cash games têm certamente maior conhecimento sobre o assunto que jogadores de torneios. Isso acontece, obviamente, porque estão mais acostumados a trabalhar o jogo pós-flop, dimensionar melhor o tamanho das apostas, entre outros. Principalmente por passarem a maior parte do tempo jogando stacks de no máximo 40bbs, grande parte dos jogadores de torneios cometem erros conceituais que vão da seleção de mãos ao tamanho de apostas, jogando muitas vezes de maneira muito explorável. Dominar os fundamentos do jogo Deep Stack é muito importante porque essa é a única faixa de stack pelo qual os jogadores SEMPRE irão passar nos torneios (por causa do Early Game). Os grandes eventos tendem a começar com 200 a 300bbs de stack.

Qualquer mesa em que o stack efetivo seja de mais de 50bbs já pode ser considerado Deep Stack em torneios. É desse tipo de stack que trataremos a seguir.



Ranges para o jogo deepstack

Ao contrário do que acontece com os stacks curtos e médios, há muito pós-flop no jogo deep - e, mais importante que isso, espaço para manobras pós-flop por conta do SPR alto. Isso significa que constantemente chegaremos ao river. Ou seja, devemos selecionar mãos que tenham potencial de melhorar no futuro.

O que isso significa? Mãos "dominadas" perdem valor, como ATo, KJo. Já as mãos suited, principalmente os connectors e os AXs sãos melhores porque poderemos jogar mais vezes semiblefando.

Jogar em posição em um jogo deep é muito mais importante. Jogando SPRs baixos, a posição perde bastante valor pois o jogo muitas vezes se resume em acertar/errar o bordo.Com SPRs altos, há muitos caminhos a serem traçados até o river, onde laydowns de top pairs e afins são freqüentes.  

Por isso, devemos jogar realmente mais tight das posições iniciais e jogar mais loose das posições finais da mesa, principalmente contra jogadores mais fracos. 



3bet e 4bet no jogo Deep Stack

A 3bet no jogo deep não necessita ser tão polarizada quanto quando temos stacks curtos porque haverá muito mais pós-flop inclusive em potes 3betados. É comum, por exemplo, que regulares façam 3bets contra jogadores mais fracos com mãos fortes mas que não estão confortáveis enfrentando uma 4bet. Para isso, utilizam as "melhores mãos que foldariam". Por exemplo:

Blinds 100-200, stacks em 20k. Vilão (jogador fraco, weak pós-flop) abre 500 em UTG. Herói em UTG1 tem KQs.

Temos bons motivos para 3bet aqui:  posição sobre o vilão, mão decente em um spot em que mostramos bastante força. Mas o principal motivo da 3bet é que isolamos o jogo contra um jogador fraco pós-flop.

Já com relação às 4bets, precisamos estar mais polarizados, principalmente em jogos de até 100bbs em que, caso haja pós-flop, o SPR será baixo. Se nos spots de 3bet deep os blockers, por exemplo, perdem bastante valor (já que há muito jogo pós-flop), nos spots de 4bet eles voltam a ser importantes porque há maior tendência do jogo se resolver ainda pré-flop.



Tamanho das apostas

Os tamanhos de aposta padrões para stacks até 30bbs que enfrentamos por aí são, em geral, pequenos, próximos à aposta mínima permitada. Esses tamanhos de apostas funcionam bem porque, em geral, não há tantos multiway potes (principalmente nos blinds mais altos) e mantem-se ranges fracos nas mãos para o jogo pós-flop. No caso das 3bets, elas costumam variar entre 2.2x e 2.5x, pois com stacks curtos e médios há pouco call em 3bet.

Porém, em um jogo deep, fazer miniraises pré-flop e continuation bets de 30% do pote pode te trazer problemas no futuro, pois há a tendência da manter muitos jogadores na mão. Ademais, não ajuda a definir os ranges que enfrenta e muito menos extrair valor, já que chegamos no river com um pote pequeno.

Principalmente jogando fora de posição, aumentar os tamanhos da aposta tanto pré-flop quanto pós, ajuda a se defender de bons jogadores, já que jogadas como raise cbet, float, etc, ficam mais caras, reduzindo a freqüência. Falando especialmente de 3bets fora de posição, tome o devido cuidado de não facilitar demais a vida do seu oponente com apostas muito pequenos comparados ao stack que estão jogando.



Principais erros de jogadores iniciantes

Me baseando principalmente no early game dos grandes torneios, onde todos têm um stack grande e parecido (e nas retas finais há outros fatores como pressão pelo prêmio), os principais erros que os jogadores menos preparados costumam cometer são tamanhos de apostas equivocadas, ranges  distorcidos e limps em excesso.

Os jogadores mais fracos pensam muito em  "proteger" a mão que estão jogando e se esquecem de "jogar a mão em si", ou seja, extrair valor quando deveria extrair e fazer um bom laydown quando for necessário.

Ao mesmo tempo, encontro jogadores mais preparados fazendo miniraise pré-flop com uma mesa cheia de calling stations com muitas fichas. O resultado é que joga muitos potes multiway, o que reduz drasticamente a chance de ganhar o pote.

Sobre os limps, praticamente não há situações em que o open limp será uma boa jogada. Quando o jogador opta por abrir a mão apenas pagando o blind, o resultado é que ele acabará totalmente dependente da textura do bordo e enfrentando mais de um jogador. Porém, o pior mesmo é que o limper vai acabar perdendo a grande maioria dos potes para o blefe de algum jogador competente o explorando.

Em relação aos ranges, é comum ver jogadores perdendo potes grandes com mãos fracas como top pair ou até mesmo pares médios. É preciso pensar um pouco mais nos ranges que se enfrenta e visualizar os cenários para as streets futuras. Conceitos como Implied Odds (ou Reverse) e SPR devem ser os principais a orientarem o jogo pós-flop.

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Este é o artigo que encerra o tema Estratégias Básicas Por Faixa de Stack. Espero a série tenha ajudado o leitor e a leitora a fundamentar suas jogadas se adaptando a cada nova faixa de stack  durante os torneios. E lembre-se o que há em comum em todas elas: a base deve ser sempre um jogo agressivo.





quinta-feira, 10 de julho de 2014

Crônica - Parte 5: “O Perseguidor”


Crônica - A série
Parte 5: “O Perseguidor”


Por MarcioCP

Ato 1 – BSOP, São Paulo
Cheguei em São Paulo eufórico. Mais uma vez disputaria o BSOP.
Mas, “disputaria” não explica com exatidão a minha criação. A opção de ser um bom vencedor ou ser um gentleman como perdedor, nunca foi prerrogativa da minha família.

Eu era o menor de uma família de oito crianças, 7 homens e uma pobre moça dominada pelo fervor masculino dos anos de repressão na década de 70.
Ser e aceitar feliz uma derrota, não eram opções aceitas por meu pai, meu avô e meus tios, que me criaram para ser um vencedor, acima de tudo, acima de todos... Acima do certo e do errado, um vencedor!

Lembro que minha doce mãe, submissa aos caprichos de meu imponente e dominador pai, tentara salvar-me de ser como ele e como os outros varões da família. 
Amava-a, mas em nenhum momento de minha infância e adolescência eu deixei de respeitar e ser o homem que meu pai criou.

E hoje, aqui na entrada do Holiday Inn, prestes e iniciar mais um, entre tantos já vividos por mim, momento de exaltação de todo esse aprendizado, instintivamente eu coçava minha costeleta já totalmente grisalha e via o sorriso de meu pai, regozijando-se por eu chegar onde cheguei, sem me abalar por quem tive que pisar, quem tive que destruir. “O homem forte faz o que tem que fazer, e o homem fraco se submete e o aceita”. 
Era a voz de meu pai ecoando em minha mente, forte, arrogante, me enchendo de orgulho. Pobre mamãe! Eu, o único que ela tentara salvar, me transformara, para seu total desgosto, no pior de todos.

Olhei em volta do salão. Aquele pensamento ecológico imperante no hotel me divertia, enquanto aquelas pessoas maravilhadas e politicamente corretas do século 21, exaltavam a idealização do hotel com seus salões ecológicos. Salão Jequitibá, Foyer, Ipê Branco, Salão Juazeiro...
Mas para mim, a única ecologia estava nas “verdinhas”, como diziam os americanos. Estava ali para ganhar, para humilhar se possível, para satisfazer meu ego.

Já no contra senso, o evento se arrastava, e estávamos próximos do momento ITM. 
O torneio poderia ter sido o melhor início para o meu ano, porém, estava contrariado com aquele rapaz novo, de capuz e franja loira caída sobre a testa, que não parava de olhar fixamente nos meus olhos o tempo todo, mascando um maldito chiclete atrás do outro.
Nunca o havia visto nos torneios. Ele insistia em jogar absolutamente todas as mãos em que eu entrava e, quando estava no mano a mano comigo, se tornava extremamente agressivo.

Mas, ele não poderia me parar. Aquele era o meu torneio, meu início de temporada. Já na bolha do In The Money, eu usava meus conhecimentos dos adversários para aplicar steels e colocar minha stack mais tranquila para tentar a Final Table. 
Claro, não podia desperdiçar as oportunidades, ainda mais a de tirar aquele fedelho irritante da mesa, por isso, o que mais quero é que ele venha com sua agressividade agora, com meu KK em mãos, mostrarei a ele com quem ele está lidando!

Sim! Faça um reraise, isso mesmo! Me mostre como você é capaz de me dar espontaneamente toda sua stack!
Sim! K♥, A♦ e um 6♣! Aposte! Isso! Acalmarei ele, uma 3bet light! O imbecil me voltou uma 4bet!!!! Que seja!
Um 8♠ no turn! Venha! Aposte! Sim, isso, recue... Não! Não vai fugir!
Meu river! Um mero 2♦! Venha! Eu lhe imploro! Lhe mostrarei que não pode sentar por horas e horas nesta mesa e ficar me encarando e me tentando!

Isso! Aposte! É tudo que eu quero! E tome meu Allin! Pague! Pague! Seja a bolha! Porque eu não serei!!! Tenho trinca de reis!
NÃO! Ele tem Ases!!!


Ato 2 – LAPT - 2ª Etapa, Viña del Mar
“La Ciudad Jardin”, um recanto da Terra que sempre me fez bem. Tive aventuras, vitórias e diversão.
Jamais me esquecerei o ano que venci a todos. Foi o ano que conheci aquela linda atriz italiana e seu marido idiota, durante o Festival de la Canción. Ela me levou por todos os lugares, me mostrou todas as belezas desse balneário. Me levou ao Morro de la Campana e, depois dali, ela jura eternamente que o bastardinho que ela procriou é meu. Exceto, claro, para o idiota do marido. Bons tempos.

Sai da piscina para a mesa de poker, no primeiro dia, revigorado, pensando que, ali, onde tantas coisas boas me haviam acontecido, eu me recuperaria da frustração aguda que aquele moleque havia me trazido no BSOP e, depois, ainda, quando o havia encontrado na etapa anterior do LAPT.

Agora, por 2 horas ele estava sentado ao meu lado, impassível, focado única e simplesmente na missão de não me deixar jogar. Por 3 vezes ele já havia me forçado a correr em potes altos.

Há movimentação. Em alguns minutos, haverá remanejamento. Essa mesa está prestes a se dissolver. Preciso sair de perto dele mas, antes, preciso ganhar uma mão dele. Mostrar que ele não me intimida.
Um A♣ e um T♠. Ele saiu com um raise. É hora de encurralar ele e ganhar um pote bom antes de mudarmos de mesa. Mas preciso ter cuidado. 3-bet. Ele levantou levemente a cabeça. Call.

8♣, T♦, 3♣. Ele brincou com as fichas por um longo tempo. Check.
Hora de apertar e tirar o pote dele. Calculei uns 35% do pote, quero um call dele, no turn, pressionarei. Ele suspirou. Call.

A♦. Agora, eu tinha 2 pares. Mas, duas cabeças de draw abertas, é um grande perigo.
É hora de não ter medo, é hora de apertar. Fazer ele correr, levar esse pote, me recuperar e ir para outra mesa. Duas vezes ele me fez correr com draws na mesa.
Esperei ver ele tentar de novo. Mas, preciso fazer ele largar esse draw. Ele, dessa vez, tomou a ação e apostou a metade do pote. Ele quer que eu largue. Não, você larga. 3-bet!

Ele virou o rosto e me encarou. Voltou a olhar para suas fichas por um tempo. Suspirou, tirou o capuz, virou novamente o rosto e me encarou. Vi ódio em seu olhar. Call.

2♣. Uma carta neutra. Ele olhou, puxou de volta o capuz, botou um novo chiclete na boca e anunciou check. Peguei ele!

Olhei minha stack, olhei o pote. E poderia dar check e irmos ao showdown e ele veria meus dois pares. Mas, não. Agressivo, preciso me impor na frente desse miserável fedelho. O pote está grande. Não tenho como cobri-lo. Só me resta...
Allin!

Ele parou de mascar, tirou o capuz, olhou em meus olhos com o mesmo fogo de ódio. Então, sorriu e, call, colocando um par de 8 a minha frente sobre a mesa.

Cambaleei desconcertado para a saída do hotel. Quem e por quê?
Minha próxima parada programada, o WSOP. Será que ele estará lá?
De repente, a possibilidade me aterrorizou.



Ato 3 – WSOP – Evento 60, Limit Hold’em, $1,500 - Las Vegas
Desolado, cheguei dias antes em Las Vegas. Por tradição, eu me enfiava num cassino e me divertia com jogos e mulheres até o Main Event. Mas, dessa vez, eu havia chegado escondido e passara todo o tempo em minha suíte. Olhando para o teto. Por um tempo, precisava acalmar meu espírito.

Alguns dias depois, resolvi descer. Joguei dois eventos. Me senti inseguro. Não fui longe.
Nos dois dias seguintes, rodei por todos os lugares de Vegas e nem sinal do fedelho.
Sentei-me em mais um evento e, finalmente, recomecei meu melhor poker. Entrei no In The Money, mas logo estava entediado e, com erros bobos, cai antes da Final Table.

Pelo menos, havia recuperado algo de minha confiança e, até de minha arrogância, a qual meu pai jamais me perdoaria se eu abandonasse.
Sentei na mesa, em minha mente, jogaria mais este evento e, então, estaria pronto para o Main Event, e, desta vez — por três vezes, nos últimos 8 anos, havia passado por um triz de conseguir —, eu cravaria minha presença no November Nine. Realizaria o objetivo que persigo há tantos anos e que, já havia decidido, seria agora ou nunca.

Minha última vez. Passei os últimos 10 meses me preparando e, salvo minha pendenga com aquele maldito fedelho encapuçado, eu estava no melhor do meu jogo.
Este torneio de mil e quinhentos dólares é o aquecimento perfeito. Não foi difícil avançar até aqui. O In The Money é só questão de minutos. Algumas jogadas para fortalecer a stack e tudo ficará bem. Bons jogadores, mas nenhum realmente me preocupa.

Sinto-me bem. Essa sensação me abandonou por meses. Sinto-me vencedor.
Levantei a cabeça e meus olhos bateram com os dele. Meu pescoço travou, um calafrio percorreu minha espinha. Lá estava aquele olhar de ódio. O fedelho! Sentado a minha frente.
Um minuto depois, ele começou a mascar seu chiclete, puxou seu capuz, se curvou sobre a mesa e começou a me destruir.

Olhei meu par de damas. O ITM estava próximo. Dois ou 3 jogadores. Mas, as últimas mãos, tinham sido ingratas e, como sempre, o fedelho não permitia que eu jogasse, forçando minha stack a se consumir. Me enchi de coragem e tentei enfrenta-lo por 2 vezes. Ambas, fui fatiado de forma decisiva. Agora, pouco me restava e um overpair poderia ser minha salvação.

Abri no Hijack. O CutOff, um jogador relativamente fraco, achou que poderia me fatiar levando o pote com um reraise. Na SmallBlind, o fedelho, me encarando fixamente, fez call.
4bet! Restou pouco, mas, preciso do pote. O CutOff fez fold. O fedelho, ainda fixo em mim, empurrou... Allin!

Tremi! Novamente! Por que?
Olhei minha stack. Restava pouco mais de 4 ou 5 BigBlinds. Congelei.
Eu caíra para ele todas as vezes. Todas as vezes! Preferia cair para as blinds. Suspirei, fold!

Após alguns minutos, como bolha, levantei-me desconcertado da mesa, ainda mais vendo minhas fichas irem para a mesa sem sequer cobrirem a BigBlind. Andei pelo hotel. Conheci os cantos escuros que jamais imaginei que um lugar tão luxuoso pudesse ter. Me esgueirei. Aguardei minha presa.

Irritado! Cheio de ódio e perguntas, avancei sobre o fedelho no momento em que ele dobrou o corredor! Joguei-o contra a parede!
— Por quê? Você todas as vezes! Por quê?

Ele sorriu e me olhou nos olhos. Nunca, jamais, senti alguém ir tão fundo nos meus olhos como se quisesse alcançar minha alma. Recuei e um extremo pavor me dominou!
— E por que não, velho bastardo? Sei lá, talvez eu tenha apenas implicado com a sua cara. Ou, talvez, eu odeie você mais que tudo no mundo. Ou quem sabe, velho, só é muito, muito engraçado! — E ele riu, antes de simplesmente fechar a cara numa expressão séria, em puro ódio.

— Mas, nossa diversão está só começando. Eu lhe juro, seu merda, ainda não terminei com você! Nossa próxima parada, é o seu tão desejado Main Event, velho!



Como dizem nas séries americanas: “To Be Continued!” (Continua – na próxima crônica)








terça-feira, 8 de julho de 2014

Bad Beats Não São Um Privilégio Seu


Bad Beats Não São um Privilégio Seu



Hoje vou escrever sobre uma situação extremamente corriqueira, da qual já falei inúmeras vezes e continuo falando, justamente para sempre nos fortalecermos em relação a esse aspecto tão difícil do nosso amado esporte: as bad beats, my friends!

Vivemos em constante aprendizado para lidar com essa parte “chata” do jogo. Os anos de prática e estudo – no meu caso, quase 10! – nos mostram como a matemática do jogo é clara. Me dediquei, me sacrifiquei, sofri, lutei, relutei, não acreditei, xinguei, xinguei de novo… mas uma hora caiu a ficha! E assim que aprendi a lição, parei de sofrer.

Chega um momento em que você para e pensa: “estudei, já vivenciei inúmeras situações tristes, sei que não foram as primeiras e nem serão as últimas, então porque vou continuar me desgastando com lamentações? Pra quê perder tempo e colocar essa carga de estresse a mais? Esse esporte já exige demais, não posso me dar esse luxo.”

Hoje, ainda me pego tendo os mesmos pensamentos daquela época em que comecei minha carreira grindando hard os SnG low stakes. No momento da bad beat, sempre vem aquela sensação péssima. Um sentimento único de decepção, frustração, raiva e tristeza, tudo misturado.

Nesse exato momento, PARE, RESPIRE e PENSE. Não seja passional, seja racional. Use sua inteligência a seu favor e, principalmente, saiba que você não é um privilegiado. Ou você realmente acredita que é o único maltratado pelo baralho? Entenda que aquela bad faz parte do processo de evolução para todos e siga em frente! Sua maturidade, sua experiência e seu conhecimento vão determinar o quanto você sentirá esse golpe.

Não se desgaste com algo que todas as pessoas que jogam poker vivem diariamente, o tempo inteiro. Absorva a pancada o mais rápido possível, porque ela pode ter um grande impacto na sua produtividade e no seu ROI.

Não importa o quanto você é habilidoso. Infelizmente, sua habilidade não vale nada enquanto essa lição não for aprendida e você continuar se desgastando com o básico, se sentindo injustiçado pelo baralho.

Preocupe-se em estar ganhando no showdown, que é o que importa. Para isso, você já vai precisar de 110% da sua energia. Portanto, não a desperdice. Estude, pratique, sinta e entenda o jogo! Seja frio e racional, e se permita usar toda a sua capacidade.

GL sempre, nos vemos nas mesas!

Caio Pessagno

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mágicas com Cartas - 47º Truque







Aprenda a fazer mais de 600 mágicas impressionantes! Mesmo se você não tiver experiências com truques, em poucos dias você estará impressionando todos os seus amigos e família! Mágicas fáceis de aprender e que apresentam um grande efeito final.

A diferença está realmente no conhecimento, APRENDA A FAZER MÁGICAS, realizando um ato mágico para fazer da ilusão um encanto a todos.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Estratégias Básicas por Faixa de Stack - 2ª Parte


Estratégias Básicas por Faixa de Stack - Parte II


Por Fabio Eiji para a CardPlayerBrasil


Certa vez, um aluno me disse o seguinte:

- O meu problema é que eu até consigo crescer o stack no começo, mas chega ali, na metade do torneio, aqueles stacks entre 25, 30bbs, e eu me sinto muito preso e meu stack vai derretendo igual a um sorvete de flocos num dia de sol e, quando vejo, estou em push/fold.

Ta certo, a parte do sorvete de flocos eu mesmo adicionei. Mas de uma coisa tenho certeza: muitos dos meus leitores e leitoras se identificarão com a fala do aluno.

Essa é a faixa de stack em que a agressividade é mais importante. Aqui, o arsenal de movimentos é mais amplo e complexo que no jogo short stack, ao passo que sentar e esperar as melhores mãos está longe de ser a estratégia mais correta. Os bons jogadores, mesmo aqueles com tendências tight, sabem muito explorar as situações que se apresentam utilizando todas as ferramentas disponíveis (e se aproveitando de sua imagem, é claro).

No presente artigo, trataremos das principais noções estratégicas para o jogo com stack médio, ou seja, aquele entre 25 e 40bbs, bastante comum em momentos decisivos dos torneios.



3bet e 4bet light


Os stacks de 25 a 30bbs são ótimos para 3bet light. Isso porque, de maneira geral, deixamos o oponente sem espaço para reagir. Imagine uma situação em que temos 30bbs de stack efetivo. Nosso oponente abre raise de 2bbs e fazemos a 3bet do botão para 5bbs. Agora, analisemos as possibilidades do oponente:

- se ele der call, terá que jogar pós-flop fora de posição. O pote no flop será de mais de 10bbs com 25bbs pra trás, ou seja, não há espaço para muitas manobras.

- se fizer a 4bet, que será entre 10x e 12x (tamanhos mais utilizados pelos jogadores), estará investindo de 30% a 40% do stack.

- se for all-in, terá que investir seus 30bbs pra ganhar um pote que está em aproximadamente 9.5bbs. É o movimento mais comum quando um jogador resolve reagir dentro dessa faixa de stack.

Podemos concluir que fica muito difícil reagir a uma 3bet. O call leva a uma situação desfavorável pós-flop e a 4bet custa uma parte muito grande do stack. Ir all-in é a melhor forma de reagir, porém, como pode custar o torneio, é preciso ter um cuidado extra pra este movimento. É justamente esse conjunto de fatores que favorece a efetividade da 3bet light com 30bbs.

Já os stacks próximos aos 40bbs são ótimos para 4bet light. Vamos a outro exemplo para esclarecer a idéia:

No botão em gap e com 40bbs de stack, abrimos raise de 2bbs. Vilão no BB com o mesmo stack faz uma 3bet para 5bbs. 4betamos para 10bbs. O que acontece? 

- se o vilão der call, terá o velho problema de jogar um pote grande fora de posição. O pote terá 20bbs e o stack efetivo será de 30bbs. Nada a fazer a não ser torcer para acertar o flop.

- se o vilão optar pela 5bet, terá que ser all-in.

Fica fácil visualizar o quão reduzidas são as possibilidades que o oponente tem de reagir.



Set Value e suited connectors

Sobre pares pequenos, escrevi anteriormente sobre isso, portanto, para se aprofundar mais sobre o assunto, consultar o artigo O Mistério dos Pares Pequenos na edição número 76 da Card Player Brasil ou acessar o meu blog.

Então, resumindo a questão: com stacks até 40bbs será difícil encontrar uma situação em que teremos implied odds boas o suficiente para jogar por set value. Além disos, abrir raise em posições iniciais e medianas também não convém, já que trata-se de uma mão que não traz possibilidades boas para o jogo pós-flop.

Os suited connectors têm outro problema. Eles dão a ilusão de serem boas mãos para jogar pós-flop em posição. Porém, elas não fazem top pair com uma freqüência boa. Quando um Kx ou Ax acerta um top pair tem uma equidade muito boa no flop, mesmo contra ranges fortes, diferente dos suited connectors, pois não teremos espaço pós-flop para grandes manobras. Mas nada impede de utilizarmos algumas dessas mãos no nosso range de 3bet light, principalmente em posição.



Flat call

É preciso ter um range de flat call com esses stacks, tratando-se de posições finais e blinds. Para essa ação, são boas as mãos que façam top pair e/ou bons draws. Uma coisa é ter um flush draw com 76s no flop T23. Outra é ter um flush draw com KQs.

O range de flat call que sugiro é composto basicamente de broadways e principalmente as suited. KQ, AJ, AT, QJ, JT, etc, conseguem ainda ter implied odds favoráveis pois dominam ainda uma parte do range do vilão, que tende a abrir mãos como J9, K9, KT, QT, Q9, etc.


Pós-flop

Como os stacks geralmente não serão muito grandes com relação ao tamanho do pote, devemos jogar agressivamente os draws pois, dessa forma, realizamos a eqüidade da mão somadas às vezes em que forçamos o vilão a desistir.

A vantagem de ter um range forte de flat call é que dificilmente estaremos mal em um flop. Quase sempre haverá uma possibilidade de melhorar a mão: um backdoor flush, straight ou simplesmente as overcards, fator que favorece jogadas simples e básicas como o float e o raise na continuation bet (explorando a tendência de jogadores que cbetam mais que do que deveriam).


Principais erros dos jogadores iniciantes

De longe, e nem preciso pensar muito para chegar a essa conclusão, o erro mais comum que observo nos jogadores iniciantes com stacks médios é, novamente, jogar muito passivamente. Desperdiçam fichas importantes fazendo muitos calls pré-flop e pagando apostas com draws até o river. Além disso, é comum ver jogadores se precipitando com pequenos pares, abrindo ou pagando raise em situações ruins. 

Seguindo essa tendência passiva, não ter um range de 3bet light hoje pode ser considerado uma falha, pois torna seu jogo muito previsível e fácil de ser explorado.

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Há muito mais o que falar sobre o jogo com stacks médios. As particularidades dos torneios e oponentes que enfrentamos nos obriga a fazer ajustes importantíssimos. Dependendo do nível do jogo, por exemplo, não há necessidade de um range de 3bet light pois os adversários não procuram explorar essa falha e não sabem reagir corretamente.

O próximo artigo será sobre o jogo Deep Stack. Até lá!

quarta-feira, 2 de julho de 2014

3 Impressionantes Royal Flush



O Royal Flush é a maior mão que um jogador pode conseguir na mesa de Poker.
Um Royal Flush não pode ser batido. Ela é composta pelo As, Rei, Dama, Valete e Dez do mesmo naipe.
Neste video temos a seleção de 3 mãos que ficaram famosas por aparecerem em programas de TV.

O primeiro aconteceu durante o "Aussie Millions".
Participaram desta mão os jogadores "Patrick Antonius" ( T♠ 9♠ ), "Tony G" ( K♦ J♦ ) e "John Juanda" ( K♣ Q♠ ).
Logo no Flop ( Q♦ T♦ A♦ ) "Tony G" já faz o Royal e vai enrolando os seus adversários até o showdown esperando tirar algum lucro, mas todos desistem.
Mesmo assim ele motra seu Royal no final.

O segundo surgiu durante a WSOP.
Participam os jogadores profissionais "Dag Mikkelsen" ( A♦ K♦ ) e "Chris Lovelace" ( 8♠ 8♣ ).
Lovelace vai allin preflop e Mikkelsen da call e faz o Royal no river.

O terceiro apareceu no "Poker After Dark".
Participaram "Chris Ferguson" ( A♣ 8♠ ) e "Phil Hellmuth" ( K♦ J♦ ).
Hellmuth faz o flush no turn e o Royal no river, mas Ferguson desconfia e faz fold.
Phil mostra o Royal no final.